O que não é uma igreja com Propósitos
Carlito M. Paes
Este texto é dedicado aos líderes de diversos lugares do Brasil: Nossa oração e esperança é que seu interesse pelo tema "Propósitos" venha abençoar muito sua vida e ministério; estamos trabalhando com muita dedicação para que isto aconteça.
O fato de você desejar saber mais sobre isso, demonstra claramente seu interesse no crescimento de sua igreja, de alcançar os sem-igreja de sua comunidade, o que julgamos ser algo muito importante, porque a nossa missão é alcançar pessoas e torná-las parte do núcleo de discípulos de Jesus.
Este artigo nasceu da grande procura de líderes, que começaram a nos contatar para conhecer um pouco da experiência que temos vivido aqui em São José dos Campos, nossos sucessos e fracassos na implantação da visão de uma igreja com propósitos. Temos reproduzido diversos materiais procurando manter a fidelidade dos originais, ao mesmo tempo fazendo um trabalho de adaptação à realidade brasileira e temos realizado muitos treinamentos tanto em nossa igreja como fora dela. Nossa agenda é extensa e estaremos em diversos lugares do Brasil este ano.
Nós não cremos que a visão de uma igreja com propósitos é a única visão bíblica disponível para as igrejas, acreditamos sim, que Deus hoje está mobilizando muitos líderes e igrejas ao redor do mundo para fazer coisas fantásticas e impactarem o mundo.
Assim, cremos é que a visão de uma ICP vem de Deus, e por isso está dando certo no mundo inteiro, levando novas e antigas igrejas a encontrarem seu caminho junto a suas comunidades.
Você está lendo constantemente sobre o que "é" uma igreja com Propósitos, sendo assim gostaria de citar aqui o que "não é" uma igreja com Propósitos...
1. Não é simplesmente ser uma igreja contemporânea
Ser Igreja com Propósitos não é ser contemporânea. É ser bíblica e eterna. Os 5 propósitos da igreja como nos foram entregues por Jesus Cristo no Grande Mandamento e na Grande Comissão são eternos, e nunca ficarão ultrapassados. Eles não são um modismo. Qualquer igreja que falha em cumprir os propósitos que Jesus estabeleceu para a igreja, falha em cumprir sua missão como igreja!
2. Não é exclusivamente ter um alvo evangelístico
Há literalmente milhares de variedades de Igrejas com Propósitos (ICP): ICPs étnicas, ICPs de grupos lingüísticos, até mesmo ICPs para cowboys, solteiros, artistas, e ICPs para surfistas. Há ICPs para todas as gerações (Geração "X", Geração "Milênio", etc.) e elas estão localizadas em todas as partes ao redor do mundo em mais de 100 países diferentes. Sua igreja com propósito será singular também!
3. Não é somente ter um culto sensível ao interessado não crente
ICPs estão comprometidas com o propósito do evangelismo (um dos cinco propósitos do Novo Testamento para a igreja), não com um método particular de evangelismo ou culto. Elas realizam evangelismo em diferentes formatos, atingindo o coração das pessoas.
4. Não é o seu estilo de culto
Não importa se o seu estilo de culto é tradicional, contemporâneo, country, carismático, multi-sensorial, ou casual. O que importa é que ele combine com as pessoas que você está tentando alcançar para Cristo. É indispensável que você conheça sua comunidade para elaborar um culto que venha a alcançá-la.
5. Não é o seu tamanho
ICPs existem em todos os tamanhos e formas. A estratégia da ICP se concentra em equilíbrio, saúde e força, não em tamanho ou forma. Não existe nenhuma relação entre o tamanho e a força de uma igreja. ICP é uma ênfase na saúde eclesiástica, não um programa de super-igrejas. Igrejas dirigidas por propósitos bíblicos são saudáveis, e organismo saudável cresce, porém esse crescimento deve ser analisado de acordo com a região onde sua igreja está.
6. Não é a sua localização
ICPs são encontradas em todos os tipos de locais: zonas rurais, cidades pequenas, áreas de subúrbio, áreas urbanas e centros de cidades. Como mencionado antes, há ICPs em todos os lugares ao redor do mundo. Não importa o lugar onde ela está plantada, ela precisa, sim, é ser conhecida pela comunidade que você espera alcançar.
7. Não é a denominação à qual você pertence
Hoje ICPs existem em mais de cem diferentes denominações e associações de igrejas evangélicas em todo o mundo!
Aproveite ao máximo o material que disponibilizamos aqui, assim como toda a literatura disponível sobre esse empolgante assunto. Todos os que estamos envolvidos com esse ministério temos um objetivo comum, ver o reino de Deus crescer, firmado nos Propósitos da Palavra de Deus!
segunda-feira, maio 03, 2004
quarta-feira, abril 28, 2004
Alguns sites assembleianos:
Assembleia de Deus de Almada -Portugal.
http://www.adalmada.org/
Assembléia de Deus- Espanha.
http://www.adenet.org
Assembléia de Deus- EUA
http://www.ag.org
Assembléia de Deus- Canada.
http://www.paoc.org
http://www.fachurch.com/
http://www.gospelcentre.com/about.html
http://www.bethel.ca/
http://www.citychurch.net/
http://www.firstassembly.ab.ca/
http://www.christianlifeassembly.org/
Se vc acha a bola de neve muito moderna, essa Assembléia então seria o que?
http://www.thedreamcentre.com/main.html
Assembléia de Deus- França
http://www.addfrance.org
Assembléia de Deus- Equador
http://www.ceade.org/
Assembléia de Deus- Grã Bretanha.
http://www.aog.org.uk/
Assembléia de Deus- Africa do Sul.
http://www.assemblies.org.za/
Assembléia de Deus- México
http://www.asambleasdediosmexico.org/
Christian Life Center- Liverpool
http://www.clcliverpool.com.au/sti.html
Assembleia de Deus- Australia
http://www.aogaustralia.com.au/
Assembleia de Deus de Almada -Portugal.
http://www.adalmada.org/
Assembléia de Deus- Espanha.
http://www.adenet.org
Assembléia de Deus- EUA
http://www.ag.org
Assembléia de Deus- Canada.
http://www.paoc.org
http://www.fachurch.com/
http://www.gospelcentre.com/about.html
http://www.bethel.ca/
http://www.citychurch.net/
http://www.firstassembly.ab.ca/
http://www.christianlifeassembly.org/
Se vc acha a bola de neve muito moderna, essa Assembléia então seria o que?
http://www.thedreamcentre.com/main.html
Assembléia de Deus- França
http://www.addfrance.org
Assembléia de Deus- Equador
http://www.ceade.org/
Assembléia de Deus- Grã Bretanha.
http://www.aog.org.uk/
Assembléia de Deus- Africa do Sul.
http://www.assemblies.org.za/
Assembléia de Deus- México
http://www.asambleasdediosmexico.org/
Christian Life Center- Liverpool
http://www.clcliverpool.com.au/sti.html
Assembleia de Deus- Australia
http://www.aogaustralia.com.au/
terça-feira, abril 27, 2004
o encorajador
O encorajador
O encorajador não é exatamente aquele que alarga a porta estreita e desaperta o caminho apertado que leva à vida. Não é aquele que abaixa o padrão de conduta e tira a cruz de sobre os ombros dos discípulos. Não é aquele que exige cada vez menos e promete cada vez mais. Não é aquele que faz uma “releitura” das Escrituras para chamar de bem aquilo que é mal, de luz aquilo que é escuridão, de doce aquilo que é amargo (Is 5.20).
O verdadeiro encorajador é aquele que modifica não as coisas, mas as pessoas. É aquele que vai atrás dos recém-convertidos e lhes diz: “Continuem com a mão no arado e não olhem para trás” (Lc 9.62); “Tenham os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé” (Hb 12.2); “Mantenham-se firmes, e que nada os abale” (1 Co 15.58, NVI).
Não é fácil ser discípulo de Jesus. Por causa do pecado que está dentro de cada um de nós (natureza pecaminosa), por causa do pecado que está ao redor de cada um de nós (cultura pecaminosa) e por causa do “espírito que agora controla os que desobedecem a Deus” (Ef 2.2). Ser crente em Jesus significa nadar contra a correnteza, em todo lugar e em todo tempo. Daí a necessidade de alguém que exerça o ministério de encorajamento, no púlpito, nos aconselhamentos e na mídia.
O verbo encorajar é constante no livro de Atos dos Apóstolos. Paulo e seus companheiros não somente pregavam o evangelho e abriam igrejas de cidade em cidade, “desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico” (Rm 15.19), mas também encorajavam os novos convertidos a permanecer na fé (At 14.22; 15.32; 16.40; 20.1,2). Sentia-se necessidade de encorajamento. Na Antioquia da Psídia, os chefes da sinagoga insistiram com Paulo e Silas: “Irmãos, se vocês têm uma mensagem de encorajamento para o povo, falem” (At 13.15).
Outra palavra freqüente em Atos é o advérbio “corajosamente”: a igreja (4.31), Paulo (9.27,28; 13.46; 14.3) e Apolo (18.26) pregavam corajosamente o evangelho. Um dos mais notáveis personagens da igreja apostólica teve tantos gestos no exercício do encorajamento que os apóstolos trocaram seu nome de José para Barnabé, que significa “encorajador” (At 4.36). Ele foi a pessoa que mais encorajou Paulo logo após a sua conversão.
O ministério de encorajar os crentes e a liderança vem desde os primórdios da história do povo eleito. Só no primeiro capítulo de Josué aparece quatro vezes a solene advertência: “Seja forte e corajoso” (Js 1.6,7,9, 18). Ao filho e sucessor, Davi enfatizou: “Seja forte e corajoso! Mãos ao trabalho! Não tenha medo nem desanime, pois Deus, o Senhor, o meu Deus, está com você” (1 Cr 28.20, NVI).
Os que desejam substituir o medo pela coragem precisam saber que a oração pode suprir essa carência. Em meio à perseguição, a igreja faz a seguinte súplica: “Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente” (At 4.29, NVI). Se alguém precisar mais de coragem do que de sabedoria, deve ler a passagem de Tiago assim: “Se algum de vocês tem falta de [coragem], peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade” (Tg 1.5, NVI).
www.ultimato.com.br
O encorajador não é exatamente aquele que alarga a porta estreita e desaperta o caminho apertado que leva à vida. Não é aquele que abaixa o padrão de conduta e tira a cruz de sobre os ombros dos discípulos. Não é aquele que exige cada vez menos e promete cada vez mais. Não é aquele que faz uma “releitura” das Escrituras para chamar de bem aquilo que é mal, de luz aquilo que é escuridão, de doce aquilo que é amargo (Is 5.20).
O verdadeiro encorajador é aquele que modifica não as coisas, mas as pessoas. É aquele que vai atrás dos recém-convertidos e lhes diz: “Continuem com a mão no arado e não olhem para trás” (Lc 9.62); “Tenham os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé” (Hb 12.2); “Mantenham-se firmes, e que nada os abale” (1 Co 15.58, NVI).
Não é fácil ser discípulo de Jesus. Por causa do pecado que está dentro de cada um de nós (natureza pecaminosa), por causa do pecado que está ao redor de cada um de nós (cultura pecaminosa) e por causa do “espírito que agora controla os que desobedecem a Deus” (Ef 2.2). Ser crente em Jesus significa nadar contra a correnteza, em todo lugar e em todo tempo. Daí a necessidade de alguém que exerça o ministério de encorajamento, no púlpito, nos aconselhamentos e na mídia.
O verbo encorajar é constante no livro de Atos dos Apóstolos. Paulo e seus companheiros não somente pregavam o evangelho e abriam igrejas de cidade em cidade, “desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico” (Rm 15.19), mas também encorajavam os novos convertidos a permanecer na fé (At 14.22; 15.32; 16.40; 20.1,2). Sentia-se necessidade de encorajamento. Na Antioquia da Psídia, os chefes da sinagoga insistiram com Paulo e Silas: “Irmãos, se vocês têm uma mensagem de encorajamento para o povo, falem” (At 13.15).
Outra palavra freqüente em Atos é o advérbio “corajosamente”: a igreja (4.31), Paulo (9.27,28; 13.46; 14.3) e Apolo (18.26) pregavam corajosamente o evangelho. Um dos mais notáveis personagens da igreja apostólica teve tantos gestos no exercício do encorajamento que os apóstolos trocaram seu nome de José para Barnabé, que significa “encorajador” (At 4.36). Ele foi a pessoa que mais encorajou Paulo logo após a sua conversão.
O ministério de encorajar os crentes e a liderança vem desde os primórdios da história do povo eleito. Só no primeiro capítulo de Josué aparece quatro vezes a solene advertência: “Seja forte e corajoso” (Js 1.6,7,9, 18). Ao filho e sucessor, Davi enfatizou: “Seja forte e corajoso! Mãos ao trabalho! Não tenha medo nem desanime, pois Deus, o Senhor, o meu Deus, está com você” (1 Cr 28.20, NVI).
Os que desejam substituir o medo pela coragem precisam saber que a oração pode suprir essa carência. Em meio à perseguição, a igreja faz a seguinte súplica: “Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente” (At 4.29, NVI). Se alguém precisar mais de coragem do que de sabedoria, deve ler a passagem de Tiago assim: “Se algum de vocês tem falta de [coragem], peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade” (Tg 1.5, NVI).
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Não perdi nenhum dos que me deste
“Não perdi nenhum dos que me deste”.
Jo 18,9.
A igreja nos dias de hoje está passando por uma transformação, a cruz de cristo hoje é construída com novos materiais, a vida que é já é curta agora é muito mais rápida, nesses vai e vens da modernidade como podemos conciliar os valores antigos com a nova forma de atuação deles, como não perder nossos laços tradicionais ao ganhar novos espaços de adoração, qual a maneira de não perder vidas santificando coisas que não tem eternidade e nã esquecer de separar aquelas que são santas.
A Bíblia já nos conta em Salmos 90, 4-5 qual é a duração de nossa vida: “eles são com a erva que brota de manhã, de manhã ela germina e brota, de tarde ela murcha e seca”, assim é a nossa vida, essa é a duração dela perante os olhos de Deus, perante a eternidade nada somos se formos pensar em nossa força natural própria, mas perante a eternidade tudo somos se formos pensar na capacidade sobrenatural que Deus nos concedeu pelo Seu Filho amado.
Quero escrever sobre como cumprir com essas duas exigências numa vida tão curta: como ganhar o novo e não perder o velho?
Se a vida é tão rápida,se "quase tudo ao toque da mão desfaz-se entre os dedos mais agéis" como diz Bruno Tolentino. Cada momento desse adiamento da última despedida deve ser vivido numa intensidade eterna, plena da presença divina, dias atrás, lendo Jean-Yves Leloup me deparei com uma frase que até hoje está no meu coração: “Viver sem amor é tempo perdido, viver com amor é eternidade reencontrada”.
Viver com amor é viver com Deus na nossa vida, Deus acreditando em nós, Ele caminhando junto conosco em nossos passos, seguindo os Seus propósitos, podendo dizer que não apenas nós acreditamos em Deus, mas que Ele lá do seu trono celeste acredita em nós, é isso que o Senhor diz em Is 44,2 “Eu sou seu criador. Você estava sob meus cuidados mesmo antes de nascer”.
Assim, devemos terminar cada gesto nosso, cada obra nossa como termina o salmista no mesmo cap. 90, pedindo humildemente ao Senhor que confirme a obra de nossas mãos.
Afinal, “a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que enviaste, Jesus Cristo”. S. João 17,3.
Agora, o que os propósitos de Deus na nossa vida tem a ver com a não perca dos discípulos por Cristo?
Tudo.
Era um propósito divino que Jesus não perdesse nenhum dos seus discípulos, pois para eles ainda havia uma missão. Quase todos os discípulos terminaram suas vidas como mártires, mas todos que assim morreram não tomaram a morte como derrota, mas como vitória pela qualidade de vida que tiveram e pela quantidade de almas que conquistaram, pois estavam no centro da vontade divina. Os apóstolos que tanto sofriam diziam que “viam sem cessar o Senhor diante de mim: ele está a minha direita, para que não vacile. Por isso alegra-se meu coração e minha língua exulta. Mais ainda, minha carne repousará na esperança” At 2,25-26.
Aqueles 12 homens cheios pelo poder do Espírito Santo mudaram a história das suas vidas, mudando a história mesma da humanidade, eles ganharam sua vida ganhando vidas para o Reino de Deus, não guardando para si o melhor possuíam em suas vidas, mas repartindo seu maior bem com todos, afinal a vida é a única moeda que se perde se não se dá.
Eles eram 12 homens no inicio, hoje somos milhões.
Para não perder ninguém, “eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At. 2,12). Essa comunhão básica entre eles fertilizava um terreno de amor e fraternidade que gerou uma grande colheita onde “o Senhor acrescentava cada dia ao seu número os que seriam salvos” (At. 2,47).
O que devemos guardar para não perder nenhum do que o Senhor colocou diante de nós é o amor que demonstrou Cristo por nós, porque “não há temor no amor; ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor implica um castigo, e o que teme não chegou a perfeição do amor”(I Jo 4,19). Não devemos temer o que chega, o que é novo em nosso meio, devemos compreender e aprender com os novos que chegam na igreja e com a novidade de cada novo dia, as novas necessidades que Cristo pede de nós para nos aperfeiçoarmos no seu propósito.
O modo que Cristo exige que levamos a nossa vida é a excelência, a perfeição da obra é o que ele pede daquilo que sai de nossas mãos imperfeitas, porque é o que iremos levar a diante de Cristo no seu julgamento e como poderemos levar diante dele coisas corrompidas?
O que vamos levar diante dele é o quanto e o como amamos a Deus e ao nosso próximo, no cristianismo o meio é tão importante quanto o fim, as intenções e os atos são pesados pelo Nosso Mestre do mesmo modo. O importante então é nos esforçarmos para fazer o nosso melhor pela Obra do Pai.
Ás vezes, algo que é novo nos incomoda e achamos mais fácil pensar logo no final do versiculo 1 I João 4: “examinai os espíritos para ver se são de Deus pois muito falsos profetas vieram ao mundo”, julgamos logo pelo final do versículo esquecendo do examinai, partindo logo para o julgar como falso, como estranho a nós, por isso mesmo, impuro. Nos tomamos como Deus puro e santo e justo e decretamos mal aquilo que não é nosso.
Quem faz assim, acaba se esquecendo do que está no versículo 6, de quem conhece a Deus: ouve.
Ouvir, refletir, examinar sem um coração duro (Hb 3,7-11) é a única coisa que permite a gente escutar a voz de Deus, conhecer e reconhecer o espírito da verdade. Ouvir é que nos faz reconhecer Deus, é que nos torna capazes de amar, de compreender de crescer.
Porque ouvir é compartilhar, é entregar sua atenção, dar seu tempo,abrir sua vida para receber aquilo que está afligindo ou alegrando seu irmão, ouvir é ter coração aberto para amar, é esvaziar o coração de si mesmo para poder receber a unção de Deus, reconhecer a Deus, ver na situação atual aquilo que já conhecemos: Deus. Como poderíamos reconhecer Deus se não estamos abertos para ouvir o dia de hoje e ficamos preso aquilo que outrora conhecemos, o maná assim como o pão nosso é diário, devemos estar sempre famintos pela fracção diária do pão divino em nossa vida.
Um ouvido aberto a escutar é sinal de uma pessoa sem mágoa, sem ira, pronta para amar, para acolher, pronta para receber o pão da vida, pronta para não perder nenhum dos seus, mas sempre poder receber eles em seu coração com os olhos fixos não no seus defeitos ou vantagens, mas “com os olhos fixos naquele que é o autor e realizador da fé, Jesus, que, em vez da alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e se assentou à direita do trono de Deus.(Hb 12, 2).
Abrimos nossos lábios para pedirmos ao Senhor nesse tempos de mudança, de muito falatório, mas também nesse tempo onde seu avivamento está aquecendo nossos corações: um bom ouvido. Um coração pronto a escutar a voz do Senhor, pronto a escutar a dor do nosso irmão, pronto a comemorar a sua alegria como se fosse a nossa. Porque o Senhor nos pede que vasos vazios para que possam ser enchidos e para que “com alegria tirareis águas das fontes da salvação. E direis naquele dia: Louvai ao Senhor, invocai o seu nome”.(Is 12,3-4).
É o seu óleo que nos ungi, e sua alegria que nos transborda (Sl 23,5), é a Sua Palavra que permanece e não nós, porque “não como se fôssemos dotados de capacidade que pudéssemos atribuir a nós mesmos, mas é de Deus que vem a nossa capacidade” (II Co 3,5) mesmo porque “um homem nada pode receber a não ser que lhe tenha sido dado do céu” ( Jo 3,27).
Então ouçamos o que Espírito diz a igrejas e assim reconhecer a voz de Nosso Pai Celeste para que ele coloque suas leis em nossa mente, as inscreva em nosso coração e assim, Ele seja o nosso Deus, Pai dos nossos irmãos, Senhor do nosso povo e todos seremos tão irmãos, tão filhos, um só povo onde “ninguém mais ensinará ao seu próximo e nem o seu irmao, afirmando: “Conhece o Senhor”! Porque todos hão de me conhecer, do menor até o maior. Porque terei misericórdia de suas faltas, e não me lembrarei mais dos seus pecados”. (Hb. 8, 10-12).
E que possamos nos alegrar como São Paulo perante a assembléia dizendo: “eis-me aqui com os filhos que Deus me deu”(Hb 1,13).
Allen dia 26 de Abril pensando no presente e no futuro de Pinda.
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