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quarta-feira, janeiro 23, 2013

Timothy Keller: A essência da renovação pelo Evangelho.



Em seu quinto capítulo de Center Church, Timothy Keller continua a falar sobre a renovação pelo Evangelho (The Gospel Renewal). 

O Avivamento é necessário porque a religião ( eu obedeço, então sou aceito) é tão diferente do evangelho (eu sou aceito por Deus através de Cristo, portanto eu obedeço), mas é uma falsificação bem eficaz. Estes sistemas tem motivações e propósitos bem diferentes, mas na superfície podem parecer iguais. 

A pergunta deste capítulo é pelo o quê é a renovação do evangelho, como pode ser tão distinto e único, e como produzem uma vida nova, cheia do Espírito e centrada em Cristo. 

Três modos de responder a Deus.

Os cristãos, normalmente, enxergam dois modos de responder a Cristo: seguindo-o ou rejeitando-o. Isto é verdade, mas existem dois modos de rejeitarmos a Cristo, pode fazer isto rejeitando sua lei e vivendo do jeito que quer e também pode rejeitá-lo abraçando e obedecendo a lei de Deus para ganhar sua salvação.  O problema que essas pessoas que rejeitam a Cristo em prol do moralismo parecem que estão tentando fazer a vontade de Deus, mas não estão. Então, existem três modos de respondermos a Deus: religião, irreligião e o evangelho.

Irreligião é evitar Deus como Senhor e Salvador ignorando-o completamente, a religião ou moralismo é evitar Deus como Senhor e Salvador buscando na justiça moral e se apresentando a Deus num esforço de mostrar que ele deve para você. O evangelho é Deus que desenvolve e nos dá sua justiça através de Cristo - 1Co 1:30, 2Co 5:21-.

Este tema percorre toda a bíblia, quando Deus salvou os israelitas do Egito, Ele primeiro os resgatou e então deu a lei para eles obedecerem. A obediência da lei é um resultado da providência e eleição deles, não a causa para isto - Ex 19:4, Dt 7:6-9. 

No novo testamento, estas três formas aparecem nos quatro primeiros capítulos de Romanos. Em 1:18-32, Paulo mostra como o pagão são perdidos e alienados de Deus. Em 2:1-3:20, Paulo coloca que a moral, os judeus observadores da lei também estão perdidos e alienados de Deus. A conclusão chocante  está em Romanos 3:9-11, quando Paulo diz que não há ninguém que busque a Deus, ele está concluindo que milhares de pessoas que tentam observar a bíblia não estão buscando a Deus, mesmo com toda a sua religião. A razão é que se você busca ser correto com Deus através de sua moralidade e religião, você não está buscando a Deus para sua salvação, você está usando Deus como um meio para conquistar sua salvação. Paulo continua a carta mostrando que o evangelho busca a Deus em Cristo para a salvação somente através da graça e fé.

Nos evangelhos, vemos Jesus fazendo as mesmas diferenciações, em João 3 e 4, vemos a mulher imoral samaritana e o Nicodemus, exemplo moral, ambos perdidos sem a graça de Deus.

Keller coloca que um dos pensamentos mais profundos de Lutero é que a religião é o modo padrão do coração, mesmo as pessoas irreligiosas vivem suas vidas de acordo com um conjunto de valores para serem aceitos.  Este modo persiste no coração dos cristãos que podem sair do evangelho e voltar ou entrar na religião.


Pregando o terceiro caminho para todos.

Se você está pregando o evangelho, você precisa ajudá-los não somente a distinguir se estão obedecendo ou não a Deus, mas também deixar clara a distinção entre obedecer a Deus como um caminho de auto-salvação e obedecer a Deus tendo como fonte gratitude pela salvação conquistada.  Tem que diferenciar o evangelho da religião moralista. Este é um modo de confrontar cristãos nominais e alegrar cristãos. 

Primeiro, muitos cristãos são nominais, são como o irmão mais velho de Lucas 15,  e ofertar esta distinção ajuda-os a converterem-se.  Segundo muitos cristão genuínos estão ficando irmãos mais velhos, frios, mecânicos, inseguros, e fazendo a distinção é único jeito de alcançá-los.  Terceiro, muitas pessoas pós-modernas cresceram perto de igrejas moralistas, eles observaram como as pessoas religiosas tendem a agir, convencendo as outras pessoas de sua superioridade. Muitos não crentes contemporâneos rejeitaram estes frutos pensando que estão rejeitando o cristianismo, mostrando a distinção eles não irão mais ter uma compreensão falha do que é realmente o evangelho.

Alguns vão criticar, dizendo que o problema não é farisaísmo e moralismo, que só se fala da graça, que o maior problema é o antinomismo e liberalismo. Primeiro, a menos que você aponte para as boas novas da graça, as pessoas não estão hábeis para ouvir sobre as más notícias do julgamento de Deus. Segundo, se não criticar o moralismo, muitas pessoas irreligiosas não saberão diferenciar isto da oferta do evangelho. Uma compreensão profunda do evangelho é o antídoto para a licenciosidade e antinomismo.

Legalismo e relativismo são essencialmente a mesma coisa, são apenas estratégias distintas  para a auto-salvação construída pelo esforço humano. O evangelho desconstrói tanto o legalismo como liberalismo.

Mudança de comportamento moralista.

As pessoas insistem na honestidade com os outros dizendo, se você mentir, você terá problemas com Deus e com as outras pessoas ou dizem, se você mentir, você será como estas pessoas terríveis que não tem confiança de ninguém, você é melhor que isto. Estas frases buscam uma mudança de comportamento através do medo de punição ou do orgulho. Tanto o medo como o orgulho são auto-centrados, focalizam na vontade e na recompensa, no fundo dizem, se você mudar, você pode se salvar.

Cristãos que pensam que agir moralmente é primeiramente escapar de punição ou ganhar auto-respeito e salvação estão aprendendo a serem morais para servirem a si mesmos. Eles agem para que Deus os recompense, eles, assim, podem pensar que são pessoas virtuosas. Eles não obedecem a Deus por causa dele, não por causa de sua grandeza e porque Ele fez por elas em Cristo, ao invés disto, estão usando Deus para ter as coisas que querem. Eles querem orações respondidas, boa saúde e prosperidade e eles querem sua salvação após a vida. Então, eles fazem bem não para o bem de Deus ou do próprio bem, mas para seu próprio bem. O comportamento deles está sendo mudado pelo poder do próprio interesse.

O comportamento moralista simplesmente muda manipulando e elevando o egoísmo, e não o desafia. Usa o egoísmo contra si mesmo apelando para o medo e o orgulho. 

Mudança de comportamento pelo evangelho.

Keller cita o exemplo de Paulo em 2Coríntios 8, Paulo escreve para encorajar os crentes a darem e ofertarem, mas ele quer que eles façam sem que seja uma ordem diretamente vindo dele. Ele não força ninguém a isto, nem usa sua autoridade. Paulo escreve que eles conheceram a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que era rico e se fez pobre para o nosso bem, ele move os corações para uma lembrança do evangelho. Pense no custo da graça até o evangelho transforme-os em pessoas generosas. Em Efésios 5:25-33, Paulo está falando com os maridos, Paulo está encorajando os esposos a serem não somente fiéis, mas a honrarem e se alegrarem com suas esposas. Ele não nos amou porque eramos amáveis, mas ele nos fez amáveis. Em Tito 2:12, ele chama seus leitores a dizerem não as paixões mundanas, Keller faz nos pensar sobre as maneiras pelas quais podemos dizer não:

porque isto ficaria ruim..
porque eu seria excluído do meu círculo de amizades.
porque Deus não iria me dar saúde, dinheiro e felicidade.
porque Deus me mandaria pro inferno.
porque eu iria odiar a mim mesmo.

Virtualmente todos estes incentivos são auto-centrados, são impulsos do coração para força uma adptação às regras externas, mas eles não fazem muita mudança no coração em si. O motivo por trás deles não é o amor por Deus, é um jeito de usar Deus para ter coisas benéficas: auto-estima, prosperidade e aprovação social.

Paulo não leva seus leitores a estas coisas para transformarem-se. Na passagem de Tito, ele diz que a graça de Deus que nos traz salvação nos ensina a dizer não - 2:11-12-. Em Tito 3:5, ele explica o que quer dizer com graça: Deus nos salvou, não por causa das coisas certas que fizemos, mas por causa da sua misericórdia. Paulo está dizendo que a verdadeira mudança deve ser aprendida com o evangelho, você deve deixar o evangelho argumentar com você, aprofundá-lo em você até que mude suas visões e as estruturas de sua motivação. Você precisa ser treinado e disciplinado pelo evangelho.

O evangelho nos ajuda com as necessidades extremas do coração humano. Nós temos a necessidade de sermos constantemente respeitados, sermos apreciados, sermos lembrados. Precisamos controlar nossas vidas- sem confiar em Deus, precisamos ter poder sobre os outros para a nossa auto-estima, a imagem do nosso Deus glorioso deleitando-se conosco com todo o seu ser (Is 62:4; So 3:14; cf.Dt 23:5; 30:9) — se isto for um mero conceito para nós, então as necessidades irão ganhar e dirigir o nosso comportamento. Sem o poder do Espírito, nossos corações não acreditam realmente em Deus, em seu deleite e graça. Mas, as verdades do evangelho, trazidas pelo Espírito, devagar mas seguramente nos transformam, nos deixam cientes de quão amados e aceitos somos em Cristo. Através do evangelho, nós encontramos nossa identidade não naquilo que conquistamos, mas naquilo que foi conquistado para nós em Cristo. 

Quando o evangelho entra no coração (Ef 3:16 – 19), leva embora as necessidades que nasceram com o pecado, que nos destrói levando a uma vida de comportamento pecaminoso.  Não precisamos mentir, porque nossa reputação não é tão importante para nós. Não precisamos responder com violência porque ninguém pode tocar nosso verdadeiro tesouro.  O evangelho destrói tanto o orgulho como o medo que alimentar a mudança moralista. Destrói o orgulho, porque nos fala que somos tão perdidos que Jesus tinha que morrer por nós. E também destrói o medo, porque nos conta que nada que fazemos por superar seu amor por nós. Quando isto entra em nós, a mudança fundamental acontece em nosso coração.

Não agimos moralmente porque lucramos com isto ou nos sentimos melhores, ao invés disto, falamos a verdade e mantemos nossas promessas por causa do amor daquele que morreu por nós. O evangelho nos leva a fazer a coisa certa não para o nosso próprio bem, mas para o agrado de Deus, este tipo de motivação apenas por acontecer num coração tocado pela graça.


A orientação bíblica para avareza, é uma reorientação do evangelho para a generosidade de Jesus, não temos que nos preocupar com dinheiro, porque Deus prova seu cuidado conosco e nos dá segurança. A solução bíblica para um casamento ruim é um orientação para o amor de Cristo por sua noiva comunicado no evangelho através da cruz, através dele podemos combater a luxúria. Este amor é tão completo, que nos guardar de ficar buscando no sexo, a satisfação que apenas Jesus pode nos dar.

O que nos fará esposos fiéis, pessoas generosas, bons pais, crianças obedientes não é um esforço maior para seguir o exemplo de Cristo. Ao invés disto, é ir mais profundo no entendimento da salvação de Cristo e viver as mudanças que vem disto em nossos corações. A fé no evangelho reestrutura nossas motivações, nosso auto-entendimento, nossa identidade e nossa visão de mundo. 

Uma mudança de comportamento sem uma mudança de coração é superficial. O propósito da pregação, pastoreamento, aconselhamento, etc é mostrar as pessoas as implicações práticas da fé no evangelho.

A importância da idolatria.

Uma das coisa mais importantes para ajudar as pessoas a verem como falham em viver do evangelho é instruindo a respeito da natureza da idolatria. Keller cita Lutero, que interpretando Êxodo 20.3 e Romanos 3 e 4, diz que são a mesma coisa em essência. Dizer não ter outros deuses além de Deus e dizer que não devemos encontrar salvação fora de Jesus é a mesma coisa. E o primeiro mandamento quer dizer, já que Eu sou Deus e não há outro, você deve colocar sua confiança, lealdade e fé em mim somente e em nada mais.

O ensino de Lutero, segundo Keller, é que quando olhamos para qualquer coisa além de Cristo para nos sentirmos aceitos, alegres, significantes, esperançosos e seguros isto é por definição nosso deus- algo que nós adoramos, servimos e em que confiamos com a nossa vida e coração. Em geral, os ídolos podem ser boas coisas -família, conquista, trabalho e carreira- que nós transformamos nas coisas principais que nos dão significância e alegria que precisamos. Isto nos dirige. Um sinal claro da presença de idolatria é uma ansiedade exagerada, ou desencorajamento quando perdemos nossos ídolos. Se você perder uma boa coisa, isto te deixa triste, mas se você perde um ídolo, isto devasta você.

Lutero ensina em seu estudo sobre os mandamentos, que nunca podemos quebrar outro mandamento sem que tenhamos quebrado o primeiro. Não mentimos, roubamos, cometemos adultério a menos que primeiro colocamos alguma coisa mais fundamental para a nossa esperança, alegria e identidade que Deus. Quando mentimos, nossa reputação se torna mais fundamental para o nosso sentido de si mesmo ou felicidade que o amor de Cristo. Se mentimos na declaração de impostos, o dinheiro e as posses -status e conforto-  se tornam mais importantes para o coração que nossa identidade em Cristo. A idolatria também é a raiz de outros pecados e problemas.

Se a raiz de cada pecado é a idolatria, a idolatria é uma falha em olhar para Jesus para a nossa salvação e justificação, então todo o pecado é uma falha em acreditar na mensagem do evangelho que Jesus, somente Ele, é nossa justificação, justiça e redenção.

A essência da mudança de comportamento é aplicar o evangelho aos ídolos do nosso coração, que sempre levam a uma auto-salvação longe de Jesus. Nossa falhas em sermos justos vem de uma falha em se alegrar em nossa legal justificação em Cristo. Nossa falhas na santificação, sermos como Jesus- vem de um erro de orientação para a nossa justificação. Nunca mudaremos a menos que entendemos como o nosso coração resiste ao evangelho e continua buscar auto-salvação através da idolatria.


Quem prega uma renovação pelo evangelho deve sempre falar sobre os ídolos escondidos, mostrando as caracterísiticas particulares de falhar em crer no evangelho. Fazendo isto prevenimos as pessoas de mudarem por um comportamento moralista, que leva a insegurança, raiva e culpa e morte espiritual. Ao invés disto, devemos focar no evangelho e na obra de Cristo.


No capítulo há um pequeno esboço sobre a santificação. 


Santificação apenas pela fé?


As pessoas que concordam que é apenas pela fé,acreditam que a salvação é estritamente pela graça através da fé e esta livre salvação resulta numa obediência movida pela gratidão, no entanto, discordam sobre o papel exato  e da natureza do esforço no crescimento cristão.

Lutero diz que todo pecado é enraizado na idolatria, que é uma falha em acreditar em Cristo para a nossa salvação e justificação, e ele coloca que o único esforço do cristão é o esforço de crer no evangelho.  Isto pode levar a pensar que santificação é pela fé, enquanto que a justificação é uma questão de acreditar fervorosamente no evangelho.

Este tipo de linguagem tem levado alguns a cobrar de Lutero que ele está reduzindo os esforços cristãos a viver uma vida santa a nada mais que acreditar na justificação. Ele contradizem dizendo que santificação toma grandes esforços para além disto.

Keller diz que ambos os lados tem sua certeza, mas, os cristãos devem usar todos os meios possíveis para fazer a vontade de Deus. Se você sente um impulso de pegar uma pedra e ferir alguém, faça o que for necessário para evitar fazer isto. Não há razão para os crentes em um curto prazo, usem sua força de vontade se necessário, Deus merece nossa obediência, e nós devemos dá-la, mesmo se soubemos que nossos motivos estão impuros e misturados. 

Obediência não é a mesma coisa que mudança.  Todo esforço é alimentado por alguma motivação, e se nossa motivação não é o evangleho, então nós não estaremos obedecendo a Deus para o seu bem.Nem haverá uma mudança permanente em nosso caráter.

Em curto prazo, devemos simplesmente obedecer a Deus porque isto é certo e é um dever. Mas, a longo prazo, a melhor forma de moldar nossas vidas e escapar da influência mortal dos pecados que nos assediam é movendo o coração com o evangelho.



Só se o nosso maior amor é o próprio Deus podemos amar e servir a todas as pessoas, famílias, classes, e só a graça salvadora de Deus pode trazer-nos ao lugar onde estamos amando e servindo Deus só para si e não para o que Ele pode nos dar. Se não entendermos o evangelho, estamos sempre obedecendo a Deus para o nosso bem e não por Ele.


terça-feira, fevereiro 02, 2010

Timothy Keller: Filosofia de Ministério


Resumo: uma filosofia de ministério é mais especifica que os propósitos da igreja (o por quê da igreja), contudo, menos especifico que o programa de ministério da igreja (o o que da igreja), em suas metas e objetivos. Entao, ele descreve como uma igreja fará para alcançar, com o evangelho de Cristo, sua comunidade particular.
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Uma filosofia de ministério é mais especifica que os princípios bíblicos de uma igreja. Todas as igrejas deveriam compartilhar os mesmos conceitos dados pela Biblia: as marcas e deveres da igreja. Todas as igrejas são camadas para adorar a Deus, edificar os santos, testificar as nações, e assim por diante. Contudo, uma filosofia de ministério faz que a igreja seja distinguida de outras, descreve uma visão para determinada igreja que é própria desta congregação. Isto é algo mais especifico que a identidade denominacional. As igrejas metodistas podem ter umas filosofias de ministério dramaticamente diferentes e ainda assim, permanecer dentro de sua denominação.
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Por outro lado, uma filosofia de ministério é menos especifico que o programa de atividades ministeriais da igreja ou seus objetivos e metas, que podem ser determinadas para um, dois ou cinco anos. As metas e os objetivos são projetos que podem ser medidos dentro de um marco de tempo determinado, enquanto, que a filosfia de ministério descreve visões e modos de funcionamento mais amplos.
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Temos definido o que não é filosofia de ministério, não é uma mera declaração bíblica de propósitos, nem uma lista de programas, como tampouco metas ou objetivos. Agora, trataremos de expressar o que sim é a filosofia de ministério.
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Pensemos por instante em quatro perguntas: a quem, por quê, como e o quê de uma igreja.
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Em quem, define as crenças básicas e os compromissos teológicos da igreja. Uma igreja pode ter uma tradição teológica histórica, como a wesleyana ou luterana. A postura da igreja com as escrituras e a maneira que a interpreta determinará muitas de suas posturas teológicas e éticas. Isto inclui a própria compreensão que tem a igreja acerca do que a bíblia diz com respeito a natureza e identidade da igreja.
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A pergunta pelo por que define os propósitos da igreja. É a justificação pela existência da igreja. Se a pergunta pelo quem determina o compromisso da igreja pela infalibilidade da Bíblia, esta declara um numero de propósitos ou funções que Deus quer que a igreja tenha. Em outras palavras, quando entendemos quem somos, entendemos, assim, por que estamos aqui. Devemos evangelizar as nações, discipular e edificar os crentes, ofertar uma adoração aceitável, cuidar dos pobres e necessitados, entre outras coisas. Todas as igrejas compartilham estes propósitos comuns.
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A pergunta pelo como define a filosofia de ministério de uma igreja. Por exemplo, a Biblia nos manda adorar e define regras de adoração ( por exemplo: não adorar a uma imagem), contudo, nos brinda com uma ampla liberdade acerca de como adorar. Não nos diz qual estilo de musica, que nível de espontaneidade e demonstração de emoções podem ser usados nos cultos e muitos outros aspectos. O mesmo acontece com a pregação, com o ensino, o evangelismo, nosso companheirismo, vida em comum e a maneira que atendemos aos necessitados. O como se faz muito parecido com que somos.
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Quer dizer que o como nossa igreja opera está ligado aos nossos caprichos, baseando em nossos gostos e desejos? De maneira nenhuma. Os cosmos da igreja são definidos pelos por quês bíblicos. Devemos adorar, evangelizar, e ter companheirismo de forma que melhor se ajustem a possibilidade de expandir o reindo de Deus em nossa comunidade, em modos que cumpram com nossos propósitos de ensinar as nações a obedecerem a tudo que Jesus nos ordenou.
Finalmente, o quê define as metas e objetivos da igreja, seu programa ministerial atual. se incluem as descrições de tarefastanto para os laicos como para o quadro pastoral, a organização da igreja em departamentos, comitês ou grupos de tarefas e as politicas operacionais como os regulamentos.
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Ao vermos as quatro perguntas: quem, por quê, como e quê, vemos que todas se relacionam intrinsicamente. A pergunta pela filosofia do ministério pode er respondida ao perguntar: Como podemos alcançar melhor nossos propósitos bíblicos( o por que) de acordo com nossos compromissos teológicos ( o quem). Contudo, se continuarmos refletindo nestes temas, vemos que todos os por quês, como e o quê realmente continuam respondendo a pergunta Quem somos. Todos estes são componentes de sua identidade como igreja .
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Uma filosofia de ministério, então, responde a pergunta: Como podemos alcançar melhor nossos propósitos bíblicos de acordo com nossos compromissos teológicos?
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Existe um paralelo entre a identidade de um crente individual. Ainda que, um cristão possa saber quem é (justificado, adotado, redimido), e para quê está aqui( para ser um embaixador de Cristo,etc), contudo, deve fixar-se em seus dons específicos, seu chamado particular, para determinar como praticará seu compromisso cristão (1Co 12, Rm 12:8ss). Assim mesmo, cada igreja individual deve perguntar=se: qual é o chamado específico e particular de nossa igreja? A resposta cria uma identidade que dá forma ao carater da igreja e a faz única, ainda que, dentro de sua própria denominação.
Fonte: Manual del Plantador de Iglesias, p. 79-80

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Tim Keller: Renovação Corporativa

DINAMICAS DA RENOVAÇÃO CORPORATIVA.
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A renovação/ avivamento é uma obra de Deus pela qual a igreja é adornada e capacitada de maneira que as normas operacionais do Espirito Santo são intensificadas. As operações normais do Espirito Santo são: 1. Convicção do pecado (Jo. 16.8). aprovação e seguranca da graça do amor do Pai ( Rm. 8.15-16). Acesso a presença de Deus (Jo. 16:8). 2. Apropriação e segurança da graça e do amor do Pai (Rm 8,15-16). 3. Acesso a presença de Deus (Jo. 14.21-23, 1Co 3.17-18).
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Esta perspectiva difere das três mais comuns: 1. A noção carismática que o avivamento basicamente como uma adição de operações extraordinárias do Espirito Santo (milagres, curas, profecias, revelações). Ou em outras palavras, quanto mais espetaculares são os dons do Espirito, mais são enfatizados e buscados. 2. A posição popular fundamentalista que o avivamento é simplesmente uma estação de maio vigor e atividade evangelística. Um avivamento é uma cruzada evangelística ou uma missão numa cidade. 3. A posição popular liberal que vê o avivamento como um dos eventos primitivos de catarse emocional ocorrendo entre pessoas não educadas que são sujeitas a manipulação psicológica por parte dos evangelistas.
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O que segue é explorar as maneiras de trazer o evangelho a uma igreja, e assim o avivamento e renovação. Temos dito, anteriormente, que há duas condições para o avivamento ocorrer na vida de uma igreja.
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O eixo do amor
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quando uma igreja entende que o evangelho mesmo , através da compreensão enfática e equilibrada tanto do amor quanto da santidade de Deus, que resulta em sua graça por nós ao dar seu Filho para morrer na cruz.
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O Eixo teologia-espiritualidade/
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quando a igreja brinda uma ênfase equilibrada entre a santa doutrina e a experiência da presença de Deus.
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Temos visto que a primeira condição nas dinâmicas de renovação individual, agora, veremos a segunda condição.
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Teologia e Espiritualidade
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O primeiro fundamento para a renovação espiritual é uma sã doutrina, já que o evangelho é verdade. A menos que a verdade esteja intacta e seja compreendida plenamente, não se pode gozar de seu efeito renovador. A doutrina bíblica é o instrumento normal pela qual o Espírito Santo regenera o coração – 1Pe 1:22-23, Rm 10:9,17- . Um milímetro desviado pode tirar do curso um foguete no espaço. De igual maneira, uma mínima distorção do evangelho pode resultar em patologias catastróficas na vida espiritual e intelectual. Paulo afirma com firmeza que ao menor desvio no evangelho significara que toda a fé estará perdida. Se coloca uma maldição sobre si se tentar inová-lo ou mudá-lo. Qualquer evangelho diferente, na realidade não é evangelho nenhum (Gl. 1:6-7)
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Contudo, aqui devemos ser cuidadosos. O evangelho está em perigo por qualquer troca das doutrinas cardiais da fé. Diferenças e erros em doutrinas secundarias: tais como o governo da igreja, batismo, dons espirituais, profecias, etc não são barreiras para a renovação. Deus enviou seus maiores avivamentos a Anglicanos, Presbiterianos, Batistas, Wesleyanos, pentecostais e muitos grupos que tem uma grande variedade de perspectivas acercas de muitos desses temas. Ainda que estes grupos diferem em tantos assuntos que outros consideram suas posições errôneas, Deus os abençoou. Portanto, uma perfeita precisão em doutrinas não é um pré-requisito!
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Entao, quais doutrinas devem ser cuidadas? As doutrinas cardiais. Quais são? São aquelas que em se perderem, se destrói a salvação pela graça. Lutero assinala isto em seu comentário sobre Galatas, que as heresias seriam aquelas que destroem a salvação pela graça. Ao longo dos anos, se tem ensinado que Jesus era apenas um homem, ou somente Deus. Que Deus é somente santo ou somente amor e misericórdia, que os seres humanos não são realmente pecadores ou não são imagem de Deus, que a morte de Jesus não foi substitutiva, que o novo nascimento e a obra do Espírito Santo não eram absolutamente necessárias, que Deus não faz milagres, de maneira alguma ocorreu a ressurreição e a Biblia não é realmente a revelação de Deus. Se se tivesse levando em conta estas opiniões, elas destruiriam a salvação pela graça, são um direto assalto e nós seriamos salvos por algo que criamos.
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Contudo, positivamente, a primeira condição para uma renovação espiritual é suster os ensinos básicos do Credo Apostolico e o evangelho mesmo. O Pai é santo e demanda santidade. Todos os homens são pecadores frente a Ele. Cristo na cruz tomou toda a ira de Deus pelo pecado e sua vida foi preparada como um registro perfeito de justiça para todos os que crerem. Por meio da fé e nenhuma obra ou esforço próprio, uma pessoa pode obter perdão de seus pecados e ser tratado como alguém perfeitamente justo por Deus. Deus trata aos pecadores crente como se houvessem obedecido e sofrido tudo que JEsus obedeceu e sofreu. Deus cobrou de Jesus a conta que nós merecíamos, e nos trata como Jesus merece.
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Sem esta simples mensagem, a renovação não pode ocorrer. Por exemplo, os unitários nunca tiveram um avivamento – nem o desejam ter. Mas, outro desequilíbrio doutrinal pode dificultar a renovação também. O liberalismo protestante tem solapado a idéia do pecado. Nos leva a estar tão seguros em nossa própria justiça que nem sentimos necessidade do sacrifício de Jesus Cristo. Por outro lado, o catolicismo romano tem uma opinião sobre o pecado de tal feita que conduz as pessoas a estarem inseguras acerca da sua justiça , que necessitam re-sacrificar continuamente para poder tratar com o pecado. Um lado se aparta radicalmente da perspectiva da graça, enquanto que o outro fica muito enfocado no pecado. Pode haver renovação tanto na igreja católica como nas tradicionais, somente quando as pessoas que as compõem buscarem e se moverem de acordo com as doutrinas bíblicas levantadas pela Reforma.
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Para que a sã doutrina seja uma condição para a renovação, estas doutrinas cardiais devem não somente serem cridas. Mas, dentro das igrejas que as colocam, a renovação é algumas vezes impedida devido a falta de atenção para estas mesmas doutrinas. É tão fácil enfatizar o minúsculo, mediante uma e supervalorização de algo bom mas pequeno, temas secundários: política, profecia, curas e dons espirituais como outros aspectos distintivos que diferenciam de outras denominações ou tradições. Quando isto acontece o resultado será uma ortodoxia morta. Veja o que se segue.
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Um mero entender a doutrina não é suficiente para garantir a vida espiritual (2Tm 3:5, 1Co 13:1,2, Ap. 2:2-4). Uma segunda condição para a renovacao é estar profundamente persuadido que a doutrina não é suficiente. O conceito acerca da precisão doutrinal conduz a uma ortodoxia morta. Ironicamente, este perfeccionismo doutrinal se converte em uma obra que substitui Jesus como salvador. O resultado é o orgulho espiritual. Pelo contrario, o que nos faz cristãos é a verdade aplicada a um coração iluminado espiritualmente (1TS 1:3-5).
Uma ortodoxia viva somente é alcançada quando o Espírito Santo abre os olhos do coração e transmite uma visão do verdadeiro Deus e da real condição humana. Esta visão transforma a direção da vida.
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Esta luz divina e espiritual é ...um verdadeiro sentido da excelência divina das coisas reveladas na palavra de Deus e uma convicção da verdade e a realidade que surgem daí...Há um conhecimento duplo do bem pelo qual Deus faz a mente do homem capaz. O primeiro, que é meramente cognoscivo...e o outro que consiste em sentir do coração, quando o coração é sensível ao prazer e deleite da presença desta idéia. O primeiro se exerce meramente no..conhecimento da distinção da disposição da alma. Desta maneira há uma diferença entre ter uma opinião de que Deus é santo e gracioso, e ter um sentido do amor e da beleza desta santidade e graça. Há uma diferença entre ter um juízo racional de que o mel é doce e ter uma sensação desta doçura. Um homem pode ter o primeiro por conhecer como sabe que é o mel, mas um homem não pode ter o segundo a menos que tenha em sua mente a experiência de provar o mel.
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De igual modo, uma igreja deve ter corporalmente um profundo sentido da possiblidade e necessidade da presença de Deus caindo sobre nós, ao adorar, testificar ou ensinar. Tanto um cristão como uma igreja deve saber que pelo Espírito Santo é possível experimentar realmente a Deus quando as verdades doutrinais são elevadas e irradiam (Ef. 1:8ss, Ef. 3:14-21).
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Aconteceram três grandes avivamentos em Gales. Em cada caso, o líder do avivamento tinha uma santa doutrina em seu ensino, encontrou que era incapaz de liderar um avivamento a mesmo que tenha experimentando pessoalmente e assombrosamente a realidade de Deus por meio da aplicação do Espírito Santo destas doutrinas em seus corações. Estas foram experiências com a verdade, mas foram experiências depois de tudo.
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Pelo visto, outra pré-condicao para a renovação é uma vida de oração consciente e disciplinada, porque que não é simplesmente passar o tempo em petições, mas uma busca pelo rosto de Deus, para conhece-lo. Deve haver um humilde reconhecimento de quão pouco de Deus temos experimentado e um crente desejoso por conhecer a Ele.
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Estas duas pré-condições não coexistem geralmente em uma igreja ou tradição. AS igrejas tendem a estar divididas em: aquelas que tratam de forçar uma adoração emocional que sempre demanda que Deus esteja presente , e aquelas cuja adoração é uma atividade cognitiva e que não espera que Ele se manifeste no meio delas.
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Se uma igreja não se encontra em uma dinâmica de renovação se deve analisar a condição em que ela se encontra. Como no físico, também existe no mundo espiritual um numero de patologias que entorpecem a saúde.
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a. Heterodoxia: o primeiro requisito para um avivamento é que as verdades bíblicas cardiais sejam cridas e suportadas pela igreja. Contudo, adverti que Deus tem enviado avivamentos a anglicanos, presbiterianos, luteranos, batistas, wesleyanos, pentecostais e muitos outros grupos com uma grande variedade de opiniões em muitos aspectos doutrinais. Portanto, para a renovação não é preciso ter uma doutrina perfeita em todos seus detalhes. Que queremos dizer com doutrinas cardiais. Como já colocamos na seção sobre a Teologia, “suportar os ensinos básicos do evangelho” estas são os ensinos centrais do Credo Apostolico e do evangelho mesmo. Como também já dissemos, sem esta mensagem básica o avivamento não é possível, e temos dado o exemplo dos unitários que nunca tiveram avivamentos.
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b. Ortodoxia morta: Há certas igrejas cujas doutrinas fundamentais são sustidas pela maioria das pessoas, mas o evangelho não é compreendido e nem revitaliza suas vidas. Lovelace escreveu:
"Muito do que temos interpretado como um defeito da santificação em membros de igrejas realmente é o resultado de uma perda de peso na doutrina da justificação. A importância deste princípio não pode ser inferiorizado. É um grave erro pensar que as congregações mortas simplesmente necessitam ser mais santificadas quando em realidade não compreendem o evangelho. Os cristãos que já não estão seguros em Deus, que Ele os ama e aceita em Jesus, disparte de seus feitos espirituais presentes são, na realidade, pessoas que tem uma radical insegurança inconscientemente".
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A ortodoxia morta converte a igreja em uma teia religiosa onde as pesoas necessitadas se congregam semanalmente para que as diga que estão bem. Sua religiosidade é desenhada para não necessitar depender de Cristo como seu verdadeiro salvador. Há vários tipos básicos de ortodoxia morta.
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Em primeiro lugar, existe o tipo legalista. Este se encontra geralmente em igrejas conservadoras, independentes. Se ajustam a códigos de conduta. Necessitam ouvir que estão no caminho correto e que os liberais estão errados. Para além de sua fé intelectual no evangelho, na vida prática esperam ser justificados por sua exatitute teológica e sua obediência aos códigos e regras.
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Em segundo lugar existe a variedade da igreja de poder. Neste tipo, as pessoas são desafiadas a ver Deus através de milagres mediante sua fé e sujeição. O grau de subserviência e fé chega a converter-se de uma maneira que estas pessoas se sentem justificadas frente a Deus. Se sentem confusos quando as curas e as respostas às orações não acontecem, crêem, então, que a fé não foi suficiente. As pessoas nunca estão seguras se estão se sujeitando o suficiente.
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Em terceiro lugar, existe o tipo sacerdotal em que as pessoas dominadas pela culpa são tranqüilizadas pela beleza da forma litúrgica. A musica, arquitetura e fineza estética dos cultos ajudam as pessoas a sentir-se efêmeras acerca de Deus.
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Em quarto lugar, está a variedade presunçosa que geralmente se encontra nas igrejas históricas, onde a maioria das pessoas crêem nas verdades bíblicas básicas, mas, cujas consciências são apaziguadas por um Deus é demasiado perdoador para castiga as pessoas boas que fazem coisas boas pelos necessitados.
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Nada do que temos dito anteriormente deve ser interpretado como uma negação da importância da: a. retitude teológica, b. adesão a uma ética cristã de pureza, c. orar em fé por grandes coisas e cura, d. a importância de uma adoração vibrante, e. a necessidade de ajudar os pobres. Contudo, em todos os exemplos, quando estas coisas se convertem em substitutos de Cristo, se transformam no que os puritanos chamavam de obras mortas. Essencialmente, as primeiras formas enfatizam a lei sem a graça e as duas ultimas a graça sem a santidade de Deus. De qualquer forma, o evangelho se perde na pratica.
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Marcas de uma ortodoxia morta
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Estas são algumas marcas da ortodoxia morta, especialmente aqueles do tipo legalista – ainda que algumas podem ser encontradas em outras. Algumas são:
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1. Uma ênfase desmedida em defender a verdade em lugar de propraga-la. A ênfase está em atacar as falsas opiniões, não em ganhar os perdidos para cristo. Se busca com arrogância a quem não sustem as perspectivas corretas.
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2. Forte e até uma feroz oposição a trocar o programa e o estilo de adoração. O que as pessoas chama de sentir a Deus geralmente é um sentimento de segurança (sentimentalismo) que vem de praticar formas e procedimentos familiares ou conhecidos.
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3. Muitas vezes há um desejo de escutar mensagens inspiradoras e gerais, mas, que não incomodem em nada. Existe uma lei não escrita de que o pastor deve ser agradável e que não deve ofender em nada. Por outro lado, nas igrejas de poder pode acontecer o outro extremos, o pastor deve ser muito autoritário e manipulador.
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4. Um tendência a fofoca e ao hipercriticismo As diferenças não podem ser discutidas com amor. Atitudes defensivas que criam pelejas amargas. A única maneira que a igreja trata com isto é se fechando ou suprimindo os desacordos.
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5. Uma aversão pela saudável desordem que cria o avivamento ou a renovação. Tanto a tradição ou o pastor ou um líder chave devem estar no controle. Algumas vezes existe uma oposição a qualquer tipo de emoções. Durante os tempos de avivamento, as pessoas se sentem muito motivadas a pertencer ao ministério e a adoração que se apresenta como um tipo de desordem divina que deve ser tratado.
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6. Uma apatia em acreditar em possibilidade gloriosas. Se sentem incapazes por esperar ou acreditar que certas classes de pessoas podem transformar-se ou não se tem uma visão por um impacto na comunidade. Miopia na planificação que provem da condição que somente podemos conseguir aquilo para o qual temos recursos humanos visíveis.
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7. Pouca discussão acerca das experiências espirituais, sobre Deus, crescimento em amor, tentações e outras coisas como estas. Se objeta qualquer auto exame ou ajuste de contas para o crescimento na graça e caminhar com Deus.
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8. Total concentração nas necessidades e preocupações dos membros e sobrevivência da instituição (a igreja). Falta de desejo e intento por alcançar o mundo.
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9. Carência de mobilização dos membros. Existe um consenso e expectativa de que o pastor deve fazer virtualmente todo ministério.
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10. Forte ligação as formas culturas e costumeiras, tipos de musica e estilos de vestimenta e maneiras de falar como regras não escritas de conduta, quase inconscientes definindo o que seria um crente maduro
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A ortodoxia morta é na realidade um esforço por ressuscitar leis cerimoniais- como as regras descritas por Moises da pureza ritual- que faz com que as pessoas se sintam aceitas por Deus.
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No livro de Galatas, lemos sobre o debate que tiveram Paulo e Pedro sobre a continuidade da validez as leis cerimoniais. No antigo testamento, haviam leis morais que delimitavam nossa conduta. Assim mesmo, existiam leis cerimoniais: regras sobre o que era limpo ou não. Isto tinha a ver com as comidas, vestes, enfermidades, sacrifícios, lavagens e outros ritos de purificação cerimoniais. Estas eram regras para a aproximação, desenhadas para mostrarmos nossa inabilidade para poder chegarmos a presença de Deus a menos que sejamos santificados. Contudo estas regras não podiam nos fazer aceitáveis para Deus. Basta olhar o livro de Hebreus para entender isto. Sem embargo, os judeus chegaram a confundir as leis cerimoniais com as leis morais. As viam como um meio para poderem ser aceitáveis a deus, como uma maneira de salvação.
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Paulo foi o primeiro pilar da igreja do primeiro século que compreendeu plenamente as implicações do evangelho pela lei de Moises. 1. Em primeiro lugar se deu conta que as leis cerimoniais foram satisfeitas em Cristo, que Cristo agora nos fazia santos e sem manchas (Cl.1:22-23)- limpos e aceitáveis ante a presença de Deus. Portanto, tais regramentos para os alimentos e vestimentas que outros judeus desejavam continuar usando como parte de sua cultura, não deviam ser impostas aos crentes gentios. 2. Em segundo lugar, a lei moral segue sendo a obrigação do povo de Deus. Contudo, ao obedecer a lei não é um modo de salvação, mas, resultado da gratidão e divida para com aqueles que nos salvou.
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As ortodoxias mortas são os esforços modernos para ter o que os judaizantes de Galatas intentavam fazer. Queriam complementar o evangelho por meio da sustentação de formas culturais especificamente desenhadas para ajudar as pessoas a sentirem-se aceitas por Deus ao conformarem-se a estas regras e um sentimento de superioridade sobre aqueles que não se conformavam da mesma maneira. Paulo via isto como a destruição do evangelho e sua liberdade e poder. Ele escreveria o mesmo hoje as igrejas que são extremamente ortodoxas.
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Ortodoxia defeituosa
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Este um resumo de Lloyd-Jones. Se refere àquelas igrejas que são ortodoxas com alguns sinais de vida nascida do evangelho, contudo, onde o avivamento e a renovação são impedidos por alguns defeitos que ele descreve:
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1 ultra-intelectualismo: esta é uma tendência a simplesmente ensinar as doutrinas e o evangelho em uma maneira superficialmente abstrata ao invés de prega-las e aplica-las aos corações de uma maneira pratica. Uma igreja pode apontar inteiramente seu ministério ao intelecto antes que ao coração. Seu orgulho acerca de ter uma doutrina santa é a evidencia para os de fora.
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2 Falta de um balanço doutrinal: uma igreja e/ou um pastor podem estar demasiadamente absorvidos por um das doutrinas não cardiais. Pode ter ensino demasiado e ênfase na profecia ou na escatologia, ou em certos tipos de preocupações sociais ou sobre dons espirituais, tudo isto pode impedir o avivamento. Outra forma de fazer o mesmo é a tendência de algumas igrejas em enfatizar seus distintivos doutrinais sobre os novos crentes desde cedo.
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3 Muita preocupação com as mecânicas, organizações e instituições. Uma igreja pode por suas esperanças em certos tipos de programas, campanhas ou tipo denominacional ou alguns métodos ou estilos. Adverte-se não colocar sua esperança em notas de receitas para o crescimento da igreja antes de saber que Deus está presente no meio de sua comunidade.
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4 Pecados cômodos: certas pessoas, famílias, e até mesmo o pastor pode ser demasiadamente tolerante com praticas pecaminosas que tiram a vitalidade espiritual de toda a congregação. Casos que deveriam receber disciplina, mas, que não acontece, desalentam a congregação. O mesmo pastor pode simplesmente estar cheio de temores ou ocultando pecados secretos que o impedem de conduzir o povo de Deus.
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Nesta altura já deve ser claro que tanto a ortodoxia morta como a defeituosa não são categorias claras. Mais bem são graus num espectro. Muitas congregações não estão totalmente mortas, contudo, tem uma mescla de defeitos e atitudes mortas com alguns sinais vitais.
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Emocionalismo
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Note: o emocionalismo é o que Edwards e outros teólogos do avivamento chamaram de entusiasmo. Poderia ser classificado como outra maneira de ortodoxia defeituosa. Geralmente, se vê isto em igrejas que não estão mortas e nem são heterodoxas. Contudo, a diferença com o ultra-intelectualismo, o emocionalismo aberto cai no autoritarismo com condicionantes de quase de cultos. Merecem sua própria categoria.
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As igrejas renovadas tem sido sempre criticadas desde a direita pela heterodoxia e a ortodoxia morta. A heterodoxia teme e desdenha as doutrinas fundamentais do avivamento enquanto que a ortodoxia morta teme e desdenha a ênfase na experiência e o alijamento de métodos tradicionais. Contudo, também existe normalmente um inimigo do avivamento que vem da esquerda. Esta é a forma religiosa do emocionalismo que vão aos extremos e perdem de vistas os fatores básicos do avivamento. A heterodoxia e a ortodoxia morta, então, argumentam que o emocionalismo é o fim lógico da renovação. O emocionalismo, contudo, é uma patologia. Por emocionalismo não nos referimos de nenhuma maneira ao nível de demonstração das emoções presente na adoração ou na comunicação. A emoção é algo perfeitamente normal na renovação. Soluços e sentimentos profundos são uma rotina. E algumas culturas e temperamentos expressam estas emoções de uma maneira mais demonstrativas, outros são mais reservados ou quietos. O emocionalismo, portanto, não é definido pelo grau das emoções. O que estamos falando é de uma orientação deformada do evangelho, onde a emoção se volta torna central absolutamente na pratica.
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Quando o emocionalismo se torna demasiadamente central.
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O emocionalismo esta marcado por métodos apontando diretamente para fermentar as emoções. Enquanto que a ortodoxia morta teme as emoções e os renovados as vêem como um necessário resultado, ainda que não seja a meta do verdadeiro avivamento, os emocionalistas o vêem como um fim em si mesmo, um absoluto sinal de que o Espirito está operando. Os melhores teólogos do avivamento- como Edwards- tem distinguido sempre entre os efeitos emocionais de uma verdadeira conversão e aquelas emoções forcadas e falsas.
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O emocionalismo geralmente crê que os fenômenos extraordinários – línguas, curas, profeciais, milagres- são essencais para uma renovação real. O escrito deste manual não é carismático nem tampouco anti-carismático. Por principio, não nego que em uma renovação real se incluam milagres. Somente desejo esclarecer – o que baseio na historia da igreja- que os avivamentos poderosos não são sempre acompanhados por milagres e sinais.
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O emocionalismo não se centra no evangelho. Tende ao legalismo (pessoas que se apóiam em suas experiências emocionais para comprovar sua aceitação com Deus) ou em um anti-nomianismo e heterodoxia (pessoas que crêem que a doutrina e a pratica importam pouco, sempre tem um tenha uma experiência com Deus).
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Sem o evangelho, a vida consome a ortodoxia ou a ortodoxia consome a vida. Por que? Porque sem o evangelho e a cruz , a lei de Deus cancelaria seu desejo amoroso de salvar-nos ou desejo amoroso de Deus de salvar-nos cancelaria sua lei. A verdade consumiria o amor ou o amor consumiria a verdade, a santidade e o amor de Deus não poderiam ser reconciliados. Contudo, no evangelho, sobre a cruz, estes dois se combinam e brilham gloriosamente. Portanto, há três maneiras pelas quais o cristianismo pode ser distorcido sem o evangelho.
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Heterodoxia viva- excesso emocional. Ênfase na experiência e algumas doutrinas não bem definidas ou alguma vontade para defini-las. A vida é coloca em competição com a doutrina, imaginação contra razão.
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Ortodoxia morta: excessiva ênfase no cognoscivo. Legalismo. A doutrina e ordem é
colocada contra a vida, a graça o amor e mistério.
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Heterodoxia morta: nem veradade, nem vida. A verdade e a vida sem tem consumido mutuamente. Existe um amor pela aceitação e altruísmo mas sem intensidade ou vida.
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fonte: Manual del plantador de iglesias - Timothy Keller e J. Allen Thompson - pp. 201-209