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terça-feira, junho 18, 2019

1Co 1:10-17: O CHAMADO PARA A UNIDADE

Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? Dou graças a Deus, porque a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio, Para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. E batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã.  1 Coríntios 1:10-17

1. TEMA DA CARTA ESTÁ 1:10

O tema fundamental desta carta está ecoado em :

Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. 1 Coríntios 1:10

Tudo que se segue, especialmente 1:11 a 4:21, deve ser entendido como uma elaboração deste apelo. Paulo está escrevendo para uma comunidade marcada por divisões, e apela por unidade. A palavra unidos aqui deve ser entendida como uma restauração para uma condição anterior, colocar em ordem algo que foi quebrado ou desmantelado. O mesmo verbo está em Mc 1:19, Mt 4:21.

Paulo realiza seu pedido como um membro da família para seus irmãos, como aquele que fala comissionado por Jesus Cristo para fazer tal pedido, portanto, através do nome de Jesus Cristo. 

A alusão ao nome de Jesus, vem exatamente do poder curador de Jesus, como remédio para as divisões - At 3:6,16;4:7,10. O nome também invoca o caráter e a reputação de Jesus Cristo como conhecidas publicamente .

UNIDADE 
A desunião da igreja e a declaração de fé - 2Co 13:5, 1Co 15:1 x 2Co 12:24-25



2. POVO DE CLOÉ (1:11)

A fonte da informação é o povo de Cloe. A precisão da identidade deles é desconhecida, mas presume-se que eram escravos ou funcionários de uma casa liderada por uma mulher chamada Cloé. Não sabemos se Cloé vive em Corínto ou Eféso, onde Paulo escreve esta carta. 

3. AS DIVISÕES DE CORINTO: 
APOLO (AT 18:24-19:7/1CO 1:17-2:5, 1Co 3:6, 1Co 16:12)
PEDRO (CEFAS) 1CO 15:5, GL 2:8-9
PAULO 
CRISTO

As pessoas de Corínto estariam se organizando ao redor de alguns pregadores e líderes, uns dizendo que pertenciam a Paulo, outros a Apolo, e outros a Pedro e uns de Cristo (1:12). Paulo desconhece a existência de uma facção paulina. e é muito difícil de acreditar que os lideres também sugeriam tal coisa aos liderados.

Apolo aparece em:

E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Aqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus. Querendo ele passar à Acaia, o animaram os irmãos, e escreveram aos discípulos que o recebessem; o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam. Porque com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo.  Atos 18:24-28

A ênfase de Lucas no conhecimento retorico de Apolo pode explicar o texto de 1Co 1:17-2:5, alguns de Corinto impressionados com a capacidade retorica de Apolo, poderiam ter supervalorizado isto, daí o texto paulino.

"Apolo era um poderoso mestre das Escrituras, originário de Alexandria, o qual estivera em Éfeso logo após a visita inicial de Paulo e, em seguida, dirigira-se a Corinto. Em Éfeso, ficou claro para o pequeno grupo de cristãos que, embora conhecesse os fatos básico sobre Jesus, Apolo pensava em Jesus como extensão e aplicação de João Batista, não em Jesus como o Messias, cuja morte e ressurreição realizaram o que João apenas podia prever. Nesse momento, Priscila e Aquila, amigos de Paulo, separaram Apolo e explicaram-lhe os fatos de modo mais detalhado, proporcionando um dos momentos mais incríveis que poderíamos ter presenciado. (Em Éfeso, ocorreu um tipo de pequena e estranha continuação: Paulo conheceu um grupo de seguidores de João Batista e explicou-lhes como as palavras de João se concretizaram em Jesus). Para fins desta biografia, a ideia é que Apolo estivera em Corinto depois da saída de Paulo e exerceu forte impressão sobre a igreja,. levando alguns membros a decidirem que ele, não o apostolo, era o tipo de mestre que realmente queriam" (N T Wright, Paulo: uma biografia, p. 273)

Contudo, não se pode falar de uma desavença entre Paulo e Apolo, já que Paulo gostaria que ele fosse visitar a igreja como está 1Co 16:12.


Cefas é o nome aramaico de Pedro (1Co 15:5. Gl 2:8-9). Não é claro se ele esteve em Corinto realmente ou se apenas é reconhecido como um dos lideres da igreja primitiva. 

A única pista de uma passagem dele por Corinto está em 9:5. 

Segundo Gordon Fee, não há uma clara corrente judaizante na igreja como havia em Gálatas.

O partido de Cristo  seriam aqueles que clamavam Jesus como seu líder exclusivo, como se fosse uma pretensão de um acesso direto a Cristo longe dos apóstolos...Cristo é reduzido ao status de mais um líder disputando adesões na comunidade local.




Paulo tem esta situação como escandalosa. Assim ele coloca uma serie de questões retóricas (1:13). A primeira é se Cristo está dividido? A dissensão na comunidade criou uma coisa absurda, Paulo  sugere que Cristo é tratado como uma mercadoria que pode ser manipulada por eles. O corpo de Cristo foi fragmentado nos grupos de interesse. 

4. BATISMO: MENSAGEM X MENSAGEIROS (11:26,15:1-3)

1. Paulo se opôs ao batismo ou tentou desencorajar os convertidos de serem batizados?  Rm 6:3, Cl 2:12, 

2.Por que Paulo não praticava batizar todos os seus novos convertidos?  Paulo buscava evitar a ostentação e o culto pessoal, algo que afastasse as pessoas da cruz de Jesus. (1Co 1:31)

3.Qual foi o objetivo da missão de Paulo? O evangelho é a boa notícia de que quem recebe a Cristo como Salvador e Senhor será salvo. O batismo é um apelo a Deus por essa salvação. Portanto, a pregação do evangelho é primária, e a obra de Cristo na cruz é muito mais importante do que a obra de qualquer homem no batismo. O que importa não é quem te batiza, mas em quem você é batizado. (John Piper, Christ Did Not Send Me to Baptize )

4. O que tudo isso implica sobre nossa visão do batismo? Mt 28:19-20, é um mandamento de Jesus, Deve expressar nosso desejo de confiar somente em Cristo para a salvação e se orgulhar somente dele.


As questões seguintes mostram que não foi Paulo que foi crucificado e nem foram batizados em nome de Paulo. A vida da comunidade depende inteiramente da morte de Jesus na cruz (11:26, 15:1-3). 

Talvez, a grande dificuldade seja entender o significado do batismo. Isto explicaria porque Paulo está contente por não ter batizado muitas pessoas em Corinto (1:14-16). O batismo não cria um vínculo especial entre o batizado e o oficial, Paulo diz que não se lembra de quem batizou exceto de alguns lideres daquela igreja. 

A crucificação de Jesus e o batismo do crente são ideias que fluem juntas naturalmente para Paulo ( Rm. 6:2-3; Cl. 2:12-15). 

O culto a personalidade era uma característica da sociedade greco-romana. 



 A missão fundamental de Paulo é pregar o evangelho e não batizar.A tendência daquela igreja era de priorizar os mensageiros e não a mensagem, Paulo diz que o mais importante é a mensagem e não os mensageiros.


Wisdom (sophia) usually means accumulated philosophic, scientific, and experiential learning that includes an ability to discern essential relationships of people and things. It connotes competence in and a profound understanding of domains of human endeavor (philosophy, literature, art, science). It was highly prized and an important characteristic of the Greco-Roman culture in Paul’s day, but he feels it necessary to pit himself as a preacher of the gospel over against the rhetorical eloquence of trained orators, whom he regards as merely human sages. His reason? “Lest the cross of Christ be emptied of its meaning,” i.e., be dissipated in a cloud of learned rhetoric and words. The cross has been introduced in v. 13, where Paul alludes to the crucifixion of Jesus, and in the following v. 18 he will speak of “the message of the cross” (ho logos ho tou staurou), which is the heart of his gospel and which stands over against sophia logou, which may even be a phrase bandied about in Roman Corinth. Needless to say, Paul is not an antiintellectual and is not inveighing against the use of philosophy or other polished modes of communication in his endeavor to preach the gospel, but he is concerned that such preaching modes not obscure the mystery of the cross. “The evidence of Paul’s own testimony strongly suggests that the apostle deliberately chose not to make use of ancient rhetoric in his preaching of the Gospel and his written correspondence with various churches” (Weima, “What Does Aristotle,” 467). I hesitate to go along with Goulder’s sense of “wisdom” in this letter, which he sees as a way of life in accord with the Torah and halakhic regulations (“Sophia”). JOSEPH A. FITZMYER, S.J., FIRST CORINTHIANS, p. 149


sexta-feira, junho 27, 2014

Romanos 1:18-32: O Deus conhecido e a idolatria

ROMANOS 1:18-32:  Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; 19   porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. 20   Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; 21   porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. 22   Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. 23   E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. 24   Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; 25   pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!  26   Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. 27   E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. 28   E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; 29   estando cheios de toda iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; 30   sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe; 31   néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; 32   os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. 

A declaração de Paulo nos versos 16 e 17 deixa uma questão: por que os justos devem viver pela fé? Por que apenas recebendo a justiça é o único modo de ficarmos retos diante de Deus? Paulo vai usar os versos 18 a 32 para responder o porquê nós precisamos que Deus nos dê sua justiça e por que não podemos merecê-la, conquistá-la por nós mesmos. Ele vai nos apresentar um retrato escuro da humanidade.

A IRA REVELADA.

O versículo 18 começa como um porque, então este verso vem dos versículos anteriores 16-17. Paulo está mostrando que o evangelho é necessário porque estamos diante da ira de Deus. Todos os seres humanos sem o evangelho estão debaixo da ira de Deus.

A ira de Deus está sendo manifesta, revelada. Por que está sendo revelada? Como está sendo revelada? São duas perguntas que ele irá responder neste capítulo.

O que atrai a ira de Deus é a impiedade e a injustiça. A primeira fala do não cumprimento das leis de Deus, uma destruição de nosso relacionamento vertical com Deus. A segunda fala sobre o descumprimento em relação aos homens, uma destruição de nosso relacionamento horizontal com os homens. É a quebra do grande mandamento: amar a Deus e aos outros (Mc 12:29-31).

SUPRIMINDO A VERDADE.

Paulo antecipa a objeção de que as pessoas não podem conhecer nada melhor. Como Deus pode fazer alguém responsável por não conhecer a Deus que nunca ouviu falar? Mas em fato, todos conhecem melhor, porque eles conhecem a verdade e suprimem ela. 

Romanos 1:21 vai mais adiante dizendo que todos os seres humanos conhecem a Deus. A criação nos mostra que existe um deus de eterno poder e de natureza divina. Todos nós conhecemos, apesar do que dizemos para nós mesmos, que existe um Criador, de quem nós somos ultimamente dependentes e para quem devemos prestar contas. Não podemos saber tudo sobre Deus a partir da criação- seu amor e sua misericórdia por exemplo- mas nós podemos e fazemos, deduzir de qualquer criatura que há um criador. Mas nós suprimimos isto.

Este é um ensino contra cultural. Cristãos, para quem o Espírito Santo mostrou a verdade sobre o criador, são geralmente acusados de serem repressores- não sendo verdadeiros consigo mesmos ou abertos para a realidade do mundo. Contudo, Paulo está dizendo que, naturalmente, todos nós somos repressores enquanto nós nos mantemos longe da verdade de que existe um Deus criador. Enquanto nós suprimirmos esta verdade, nunca iremos entender quem somos e porque o mundo é o que é. 

TODO MUNDO ADORA ALGUMA COISA.

Então, Paulo diz que os homens estão sem desculpas, todo o ser humano conhece a Deus, mas não glorifica a Deus e nem dá graças a Ele (vs. 21). O que Paulo está dizendo é nós plagiamos Deus, pegamos aquilo que Deus criou e achamos que é nosso. Não percebemos a nossa dependência de Deus, mas clamamos por independência. Preferimos a ilusão que nós podemos decidir o que é certo ou errado. Não somos gratos porque não aceitamos aquilo que foi feito para nós.

O que acontece quando as pessoas se recusam a reconhecer e a depender de Deus como Deus? Não paramos de adorar. Apenas mudamos o objeto de nossa adoração. Paulo diz que mudamos a glória do Deus imortal por imagens que parecem o homem mortal, pássaros, animais e reptéis (vs. 23). Nós vemos esta troca nos versos 25 a 27. 

Nós precisamos adorar alguma coisa. Fomos criados para adorar o Criador, então se rejeitamos a Ele, nós iremos adorar outra coisa. Sempre deve haver algo que capture nossa imaginação ou nossa fidelidade, que é um lugar de descanso para os nossos desejos mais profundos e para onde nós olhamos para nos acalmar de nossos medos mais profundos. Qualquer que seja esta coisa, nós a adoramos, nós a servimos. Se torna a base de nossa vida, não vivemos sem ela, ela valida e determina tudo que fazemos.

O problema dessa troca na nossa adoração e serviço é que ela desvirtua a criação de Deus. Fomos criados como imagem de Deus (Gn 1:26-29), feitos para nos relacionar com Ele e refletir sua natureza e bondade para o mundo. Em Romanos 1:23, a humanidade vira às costas para Deus, e passa se prostrar diante das coisas. 

Da perspectiva divina, nós nos tornamos tolos (vs.22). Deixamos a base de tudo e ficamos sem base alguma para a vida.

A IRA DE NOS DAR O QUE NÓS QUEREMOS.

Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; (vs.24)


"quando a humanidade comete idolatria, adorando aquilo que não é Deus cmo se fosse, concede a outras criaturas e seres do cosmos um poder, um prestígio e autoridade sobre nõs, que nõs, submissos a Deus, deveríamos ter sobre eles. Ao adorar um idolo, seja ele qual for, você abdica algo de sua propria autoridade humana sobre o mundo e concede autoridade a esse idolo, chamado a ser uma força negativa, contrária a Deus, uma força oposta à criação, porque, sendo ela mesma parte do mundo transitório, esta destinada à decadência e morte e, caso nçao tenhamos cuidado, seremos arrastado juntos com essa força".  (N T WRIGHT, O Mal e a Justiça de Deus,p .100)

Desde que nossos corações foram feitos para estar centrados em Deus, sendo Ele o real provedor de satisfação e significância, as coisas não satisfazem a nossa vida, sempre sentimos que precisamos de mais e mais. Falhamos em simplesmente receber e desfrutar da vida de Deus, suprimimos a verdade que iria nos libertar e satisfazer.

As concupiscências do seu coração vem de uma palavra grega chamada epihumia, que significa desejo exagerado. O problema principal do nosso coração não é tanto o desejo por coisas erradas, mas um desejo exagerado por coisas boas, que transforma estas coisas em deuses, em objetos de nossa adoração e serviço.

Então, a pior coisa que pode nos acontecer é quando damos ao nosso coração aquilo que ele deseja demais. A pior coisa que Deus pode fazer com a humanidade no presente é deixar ela alcançar seus objetivos idolatras.  O que leva as pessoas a uma tragédia pessoal. 


Qualquer coisa, boa ou má, pode ser objeto de nossa idolatria: família, sucesso, ministério como também drogas, bebidas, poder.


Se você busca
Seu maior pesadelo
Seus amigos se sentem
Seu problema emocional
PODER (sucesso, vitória, influência)
HUMILHAÇÃO
USADAS
RAIVA
APROVAÇÃO (afirmação, amor, relacionamentos)
REJEIÇÃO
SUFOCADAS
COVARDIA
CONFORTO (privacidade, liberdade)
STRESS, QUESTIONAMENTOS
NEGLIGENCIADAS
TÉDIO
CONTROLE (segurança, certeza)
INCERTEZA
CONDENADAS
PREOCUPAÇÃO



O conceito bíblico de idolatria é uma idéia extremamente sofisticada, integrando categorias intelectuais, sociais, psicologicas, culturais e espirituais. Há idolos pessoais, como um amor romântico e família, ou dinheiro, poder, ou realização, ou acesso a círculos sociais em particular, ou uma dependência emocional dos outros em você, ou saúde, ou forma física, ou beleza física. Muitos buscam em todas estas coisas pela esperança, sentido e satisfação que somente Deus pode dar.  Há ídolos culturais, tais como o poderio militar, o progresso tecnológico, e a prosperidade econômica. Os ídolos de sociedades tradicionais incluem família, trabalho duro, dever e virtude moral, enquanto que na cultura ocidental estão a liberdade individual, auto-descobrimento, influência pessoal, e satisfação. Todas estas coisas podem tomar um tamanho desproporcional e poder na sociedade. Eles prometem para nós, a proteção, paz e feliciade se apenas nós basearmos nossas vidas neles. (TIM KELLER, Counterfeit Gods)
A verdadeira liberdade só pode ser alcançada é quando adoramos que é bendito eternamente. É o único modo de parar de suprimir a verdade, é quando voltamos a Deus como alvo de nossa adoração e vida. 

PAULO E O HOMOSSEXUALISMO.

Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.   E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. (1:26,27)

Recentemente, muitos tem tentando mudar a interpretação destes versículos, dizendo que Paulo estava tratando de pessoas que agem contra a sua natureza ou se refere a um sexo promíscuo homossexual e não à relações estáveis.

Mas, o texto é claro ao afirmar que o homossexualismo é contra a natureza, é uma violação da natureza criada de Deus. E não nada aqui que possa sugerir que Paulo tem em vista apenas certos tipos de relacionamento homossexual. 

O final do verso 27 deve ser interpretado como uma consequência dos homens terem sido deixados ao seu desejo incontrolado.  A bíblia é clara tanto no Novo como no Antigo Testamento, que a o sexo homossexual é um comportamento pecaminoso de rejeição do senhorio de Cristo e que deixa as pessoas fora do reino de Deus como vemos também em 1Co 6:9-11. 

Nesta passagem, Paulo tem em vista dois comportamentos pecaminosos, o primeiro é o sexo fora do casamento no verso 24 e também o sexo homossexual aqui nos versos 26 e 27. É um comportamento criado pelo desejo desordenado, por uma idolatria como também é a ganância (Cl 3:5). 

O homossexualismo é um pecado sério como também é inveja, a fofoca, a desobediência, a deslealdade (vs. 29-30). Se vemos a homossexualidade como uma perversão do mesmo modo temos que enxergar o engano como uma depravação (vs. 28). 

VENDO A NÓS MESMOS. 

28   E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; 29   estando cheios de toda iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; 30   sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe; 31   néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; 32   os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. 

Aqui está uma lista não exaustiva das consequências da idolatria. Aqui nós temos a desordem econômica (avareza), a desordem social (assassinato, engano e malícia), a desordem familiar ( desobediência), a desordem relacional (irreconciliáveis, sem misericórdia). 

Aqui está o que os teólogos chamam de a doutrina da depravação total, embora nem tudo que a gente faça seja completamente pecaminoso, nada é completamente sem a marca do pecado.

Se você acha que não está na  lista, Paulo lembra que também estão aqueles que aprovam ou consentem com quem as fazem. Pergunte-se a si mesmo se você nunca: concordou com uma inveja alheia, deixou passar adiante uma fofoca ou mesmo criou um ídolo para seus filhos como uma prova na escola.


Cada cultura humana é uma complexa mistura de verdades brilhantes, meia verdades e resistências à verdade. Cada cultura terá um discurso de idolatria com ela. E, ainda assim, cada cultura terá um testemunho da verdade de Deus nela. Deus dá bons dons de sabedoria, talento, beleza, habilidade sem olhar para o mérito, Ele deixa como sementes para enriquecer, abrilhantar e preservar o mundo, sem este entendimento de cultura, cristãos tenderão a pensasr que eles podem viver auto-suficientes, isolados das contribuições daqueles que estão no mundo. Sem uma apreciação da graça de Deus disposta na cultura, cristão poderão lutar para entender porque não-cristãos, por vezes, excedem cristãos em sua prática moral, sabedoria e habilidade. A doutrina do pecado significa que como crentes nunca seremos tão bons como a nossa cosmovisão nos mostra que deveríamos. E ao mesmo tempo, a doutrina da nossa criação como imagem de Deus,  e um entendimento da graça comum, nos lembra que não crentes nunca são tão ruins quanto sua falsa visão de mundo gostaria que fossem. (TIM KELLER, Center Church)


Como responder a isto tudo?

Primeiro, precisamos reconhecer as narrativas que estamos inseridos. São elas que formam nossos desejos e nos levam para a idolatria. O mundo propõe para o nosso coração os ideais de beleza, satisfação e segurança. Precisamos, voltar para a narrativa do evangelho, e entender e desejar aquilo que Deus quer para o nosso coração e vida.

Segundo, não tem um comportamento fariseu, de auto salvação e enxergar só nos outros certos tipos de comportamento de idolatria. Olhar com humildade para o nosso coração e ver quais os padrões de idolatria e de desejo estão habitando em nossa vida, o moralismo não vai ajudar aqui, precisamos de arrependimento.

Terceiro, temos de ler esta passagem com os olhos voltados para os versos 16 e 17, não precisamos temer a ira de Deus pois fomos justificados pela fé, recebemos a graça de Deus. O modo de vencer os desejos do coração desordenado é levá-lo a descansar e a satisfazer-se em Deus apreciando-o em louvor.



fonte bibliográfica:

CENTER CHURCH  de Timothy Keller
COUNTERFEIT GODS  de Timothy Keller
ROMANS 1-7 FOR YOU  de Timothy Keller

O MAL E JUSTIÇA DE DEUS  de N.T. Wright


terça-feira, maio 14, 2013

N.T. Wright: Eu creio. E agora?


Este livro faz parte de uma trilogia, os dois primeiros eram Simplesmente Cristão, onde Wright colocava as bases do que é ser cristão e Surpreendidos pela Esperança, que fala sobre a esperança cristã e seus efeitos no mundo de hoje.

Em "Eu creio. E agora?", N.T. Wright vai falar sobre  as virtudes cristãs na formação do caráter. Como se dá esta construção de caráter e para quê?

A razão para uma vida de virtudes é a ter a vida voltada para um propósito maior, fora de nós mesmos,  colocar o reino de Deus em primeiro lugar e o próximo acima de sua própria satisfação e bem estar.

A transformação do caráter teria três etapas: primeiro, estabelecer o alvo correto, segundo, descobrir os passos necessários, terceiro, tornar os passos hábitos.

"O verdadeiro problema é que as regras sempre parecem ser e se destinam a ser restritivas, No entanto, sabemos, bem no fundo, que algumas das principais características que nos fazem humanos são criatividade, celebração da vida, da beleza, do amor , do riso. Não se chega  a isso por meio da legislação. Regras são importantes, mas não o centro. Podemos mandar as pessoas serem sempre generosas, mas dar um presente apenas como obediência a uma regra, como um dever, acaba com a glória da doação. Se as regras são vistas como o principal, então o "verdadeiro principal" faz falta. O que aconteceu com o caráter?" (p.57-58)

O caráter não nasce da simples obediência ou por esforço próprio, a mensagem cristã é que o caráter surge do seguimento a Jesus.

Wright coloca três movimentos que falaram sobre o caráter até influenciando a visão de alguns cristãos sobre o assunto:

  • 1. O movimento romântico reagiu contra o que achava que era um formalismo frio e racional.
  • 2. O movimento existencialista que enfatizava a noção de autenticidade.
  • 3.O movimento emotivista que insistia que todo discurso moral pode ser reduzido a preferências pessoais.

A ideia de auto-negação cristã foi removida de grande parte do discurso cristão. 

"Deus verdadeiro deu a seu povo em Jesus Cristo e por meio dele (a salvação, vida eterna e assim por diante), ele continua sendo um dom, jamais uma coisa que se pode conquistar. Deus jamais será listado como um de nossos devedores, nós estaremos sempre na lista dos que lhe devem. tudo que afirmo sobre a vida moral,. formação consciente de padrões de comportamento, se enquadra apenas e unicamente na graça que tomou corpo em Jesus, em sua morte e ressurreição" (p. 70)

Tom Wright fala da escatologia cristã e sua importância na formação do caráter, ele critica a visão pré-milenarista e pós-milenarista, para ele:

1. o alvo é o novo céu e a nova terra, com seres humanos levantados dos mortos para serem reis e sacerdotes do mundo renovado.

2. chega-se até o alvo por meio da obra estabelecedora do reino de Jesus e do Espírito, a qual nos apegamos pela fé, da qual participamos pelo batismo e vivemos pelo amor.

3. a vida cristã no presente consiste em antecipar a realidade final por meio da prática da fé, da esperança e do amor, conduzida pelo Espírito, formando novos hábitos, sustentando os cristãos no chamado para adorar a Deus e refletir a glória dele no mundo. (p.78)

A prática da virtude é uma antecipação do novo mundo de Deus. É um aprendizado. A glória da virtude cristã não tem o eu em seu centro, mas Deus e seu reino.

No capítulo 3, ele vai falar do papel central dos seres humanos no reino de Deus - sacerdotes e reis. O autor retorna ao Jardim,  no mandato cultural e vai até a nova Jerusalém onde adorar e reinar será a vocação dupla do novo povo na nova cidade conforme Ap. 22:3-5.

Em Jesus,  a raça humana pode provar da Arvore da Vida.

Tom Wright diz que a glória é a forma padrão que a Bíblia usa para se referir ao governo sábio dos homens sobre a criação.


"Glória é uma qualidade ativa. Sob glorioso governo humano o mundo é levado ao estado frutífero planejado,e os homens chegam a florescer, como planejado para eles. É, na verdade, a glória de Deus - a posição e o status efetivos - que mostram que os homens são mesmo reflexos de Deus. Por meio deles, a soberania sábia e amorosa do Deus criador é trazida à presença poderosa e vivificadora da criação" (p. 96)
Toda a leitura do tema da  glorificação tem este sentido na obra de Wright. Para ele, a santificação é o aprendizado dos hábitos presentes na glorificação, antecipando o futuro definitivo por meio da oração.

"O Espírito capacita o povo de Deus a ser uma comunidade de sacerdotes que reúne a adoração da criação e também o constitui como reis que levam a ordem curadora de Deus ao mundo" (p.101).

No quarto capítulo, O Reino vindouro e o povo preparado, Wright fala que o sermão do monte  aponta que o reino de Deus está chegando no presente, que em Jesus as pessoas já podem encontrar os hábitos de vida que terão no futuro.

O propósito de Jesus não era um plano maravilhoso de vida ou aceito como você é. O começo é do auto-negação, da morte, havia uma doença no coração que não poderia ser curada por aprimoramento pessoal, eles precisam de uma nova vida. 

"O destino real e sacerdotal dos seres humanos  renasceu apenas por causa do Humano perfeito, o único filho do homem que foi tanto rei quanto sacerdote. ele veio para dar início e incorporar o governo soberano e salvador de Deus na criação, incorporar, ainda, a obediência tão aguardada de toda a criação, da humanidade e, em especial,de Israel. No coração das duas vocações - o movimento soberano de Deus rumo à criação e o movimento grato e obediente da criação de volta ao Criador - encontramos nos Evangelhos o movimento não apenas de pensamento, mas de ação, que levou diretamente à cruz.Foi nela que o verdadeiro Deus derrotou os falsos deuses e estabeleceu, com paradoxo profundo e ressoante, seu reino na terra como no céu. Na cruz, a obediência fiel e grata que Deus buscou na criação, nos seres humanos, que carregam sua imagem, e em seu povo escolhido como resposta adequada a seu amor, foi oferecida plenamente, de maneira final.Claro que há muito mais a dizer sobre o significado da cruz, isso é o minimo" (p.121-122) 

A virtude para o cristão é que o você será, você já é em Cristo. Não se trata de uma imitação, Jesus não é para ser um exemplo de vida, ele é o transformador deste mundo. 


Transformado pela renovação da mente, no quinto capítulo vai falar sobre a transformação em si. Pensando em Romanos 12:1-2, a transformação começa com o oferecimento do corpo, que significa todo ser a Deus. Segundo, a oferta  é de um corpo dirigido por uma mente racional. E, em terceiro,  a adoração a Deus com todo o ser leva ao sacrifício de si mesmo em louvor a Deus.

Para Paulo, a mente é o centro do caráter cristão, a virtude resulta de pensamento e escolha (Cl 3:16). Lembrando que para Wright:

"o alvo é a humanidade renovada que reflete a imagem de Deus, e caminho até o alvo é a renovação e a plena atividade da mente. Segue-se uma lista de novos hábitos que devem ser adquiridos e dos antigos, que precisam ser abandonados (Ef. 4:25-5:2, 5:3-20). Como sempre, o viés escatológico está por perto: não se trata (como o título de uma tradução diz) de Regras para a Nova Vida, mas de hábitos de coração e mente, maneiras de aprender como é o pensamento cristão sobre o futuro final e o caminho até lá- caminho que é, digamos assim, ressurreição diária (5.14). (Repito, para não ser mal entendido: não quero dizer que as regras são irrelevantes, nem desnecessárias, na vida de virtude. Apenas penso que não são nem o ponto de partida, nem o destino)" (p.173)

O sexto capítulo fala sobre três virtudes(fé, esperança e amor), nove variedades de fruto  (Gl 5:22-23) e um corpo está baseado em 1Coríntios 13.  

Wright fala da relação do Espírito com a lei, fala que Paulo não faz uma especialização do fruto, pois quando age o Espírito  as nove variedades aparecem. Para ele, o fruto não é automático, se fosse assim, um deles não seria autocontrole.

A unidade da igreja é a uma visão da unidade do reino dos céus. A variedade  dos ministérios busca a construção deste corpo, para crescer numa unidade rica e diversa.

A unidade gera um valor apologético da diferença para o mundo e um valor de atração da benignidade. As virtudes apontam para Deus e para o mundo.

A virtude em ação é o sacerdócio real.

"Paulo e seus companheiros relembraram aos magistrados os deveres deles segundo a lei romana ( Atos 16.35-40), confrontaram a corte pagã mais famosa do mundo greco-romano (Atos 17:22-34), conseguiram veredicto favorável de Gálio, irmão adotivo de Sêneca, e uma defesa implícita do escrivão em Eféso (At 18:12-17,19:35-41), relembraram ao tribuno romano sua posição legal (22:25-29), anunciaram a um governador romano o julgamento iminente de Deus e a outro sua situação legal no momento (24:25-26, 25:6-12) e terminaram usando a cidadania romana para conseguir acesso a Roma, para onde acreditavam havia muito tempo que Deus queria que fossem para anunciá-lo como Rei e a Jesus como Senhor (25:11, 28:3-21, Rm 1:13-15)" (p. 224)

Ser rei significava para os primeiros cristãos viverem juntos de forma que declarava ao mundo que Jesus era o soberano.

"...a glória de Deus será refletida para o mundo quando os seguidores de Jesus aprenderem os hábitos de mente, coração e vida que imitam o amor generoso dele e, assim, levam nova ordem, beleza e liberdade ao mundo" (p.231)
O mundo para Deus na  adoração e Deus para o mundo na missão. 

Por fim, ele fala do círculo virtuoso: ESCRITURAS, HISTÓRIAS, EXEMPLOS, COMUNIDADE E PRÁTICAS. O grande alvo é a transformação da mente.

sábado, março 09, 2013

Estante lida (novembro-dezembro)


“Reading isn't the opposite of doing, it's the opposite of dying.” 

 Will SchwalbeThe End of Your Life Book Club

Coloquei algumas metas para 2013, como sempre a primeira das metas é ler e ler bem mais do que o ano passado. Por falar nele, eu tinha me proposto a compartilhar a experiência da leitura, colocando todo mês, os livros que li e comprei e alguma coisa sobre eles.

Então, antes de cumprir uma nova promessa, vou retomar uma antiga, passar a limpo os meses de outubro até o fim de 2012. Num próximo post, até hoje.

Livros comprados:

Every Good Endeavour de Timothy J. Keller
Center Church de Timothy J. Keller
Gospel in Life de Timothy J. Keller
Creature of The Word de Matt Chandler, Eric Geiger e Josh Patterson
O Poder dos Hábitos de Charles Duhigg
A Noite da Arma de David Carr
Cristo e Cultura: uma releitura de D.A. Carso
Gospel: Recovering the Power that made Christianity Revolutionary de J.D. Greear
The Circle Marker de Mark Batterson
Red Letter Revolution de Shane Clairborne e Tony Campolo
O Supremo Propósito de Deus de D.Martyn Lloyd-Jones
Sermões Evangelísticos de D. Martyn Lloyd-Jones
Bonhoeffer, o mártir de Craig Shane
Nem Monge, nem executivo de Paul Freston
Deus joga dados?  de John Houghton


Livros Lidos :
Entre novembro e dezembro
  • Cristologia: como falar sobre Jesus hoje de Ralf K. Wüstenberg
  • Os Desafios de Jesus de N.T. Wright
  • Gone Girl de Gillian Flynch
  • Seguindo Jesus de N.T. Wright
  • Por que a ciência não consegue enterrar Deus de John Lennox
  • A Vida que Satisfaz de Carlos McCord




1. Os Desafios de Jesus e Seguindo Jesus de N.T. Wright. (Editora Palavra)

O primeiro é um livro de apologética e o segundo é um livro devocional. Quem leu N.T.Wright, se depara com um escritor cristão que não tem nada a ver com qualquer outro. Seu pensamento é único. 

Em OS DESAFIOS DE JESUS, Tom Wright busca responder alguns desafios:

1. Como a que lugar pertencer Jesus no mundo judaico de seus dias?
2. Qual era o seu propósito com a pregação do Reino?
3. Qual era o propósito da morte de Jesus?
4. O que aconteceu na páscoa?
5. Como tudo isto se relaciona com os dias atuais?

Sobre o reino, tudo que fazemos como cristãos está baseado na conquista de Jesus, na sua inauguração do reino de Deus, e esta fundação serve como modelo para nós, como Jesus foi para Israel, assim a igreja deve ser para o mundo.

Sobre a cruz, "Ele cria que ele mesmo era aquele que sofreria o destino de Israel. Ele era o Messias, que tomaria para si o destino da nação. Ele havia anunciado o julgamento de YHWH sobre uma nação recalcitrante; agora, como com os profetas dos dias passados, eles planejavam matá-lo. Jesus havia declarado que o caminho do Reino era um caminho de paz, de amor e de cruz. Lutar a guerra com as armas do inimigo significava perder já nos princípios e na prática. Jesus determinou o que seria a sua missão, como vocacionado para representar Israel, perder a batalha no lugar da nação. Isso significava Israel se tornando luz  não apenas para si mesma- os mártires macabeus pensavam apenas em termos da libertação de Israel- mas para todo o mundo" (p.103)

Sobre a deidade de Jesus, "o ministério de Jesus era entendido como uma manifestação da Palavra de Deus, criadora, restauradora, com poder de cura, evidente na criação e prometida pelos profetas como meio através do qual a restauração viria sobre a terra" (p.129).

Sobre a páscoa, Wright começa dizendo que ressurreição está na base para o batismo, a justificação, ética, esperança futura tanto para o homem como para o mundo.

"Na cruz e na ressurreição de Jesus nós encontramos a resposta: o Deus que fez o mundo é revelado em termos de um amor que se doa, um amor que não pode ser colocado em questão por nenhuma hermenêutica pós-moderna; é revelado em um "eu" que se encontra quando se entrega; em uma história que nunca foi manipulativa, mas sempre existiu para curar e restaurar; em uma realidade que pode ser verdadeiramente conhecida, e quando conhecida, revela uma nova dimensão de amor e possibilidade de ser amado" (p.193)

Em SEGUINDO JESUS, Wright compôs o livro em duas partes, a primeira Olhando para Jesus, ele comenta a presença de Jesus em alguns livros da bíblia. Na segunda parte Sacrifício Vivo, fala sobre alguns aspectos da vida e obra de Jesus.

"Se Jesus estivesse esperando que jamais nos envolvêssemos em algo errado, ele não colocaria aquela cláusula na oração do Pai Nosso" p.97

2. Cristologia: Como falar hoje de Jesus  de Ralf K.  Wustenberg (Editora Sinodal)

O livro quer responder perguntas inquietantes, porque crer em Cristo não nos faz intolerante? por que não é pura fantasia? como Deus amoroso se concilia com a morte de seu filho? como Jesus pode redimir todas as pessoas? As respostas que ele propõe   são bem diversificadas, é um livro interessante para conhecermos diversas respostas para tais perguntas, mas é difícil de ler e, assim, a resposta, às vezes, fica mais complicada que a pergunta.


3. GONE GIRL  de Gillian Flynch

“It’s a very difficult era in which to be a person, just a real, actual person, instead of a collection of personality traits selected from an endless Automat of characters.” 

Gone Girl é um romance policial escrito por duas vítimas e autores, é um excelente livro escrito por Gillian Flynch, você tem que ir até o fim mesmo para saber no que vai dar.


O livro é narrado pelos dois personagens principais do livro, Nick e Anne Dunne, um casal que ao completar 5 anos de casamento, a esposa simplesmente desaparece, deixando vestígios que teria sido morta. Ao longo do livro, as mentiras de Nick vão o complicando e um provável diário de Anne também vai narrando o outro lado da história.

É um bom suspense, porque além de uma bela trama, morreu ou não morreu, matou ou não? A gente nunca pode confiar em nenhum dos dois narradores.


Vale a pena ler a resenha do NYT sobre o livro:
http://www.nytimes.com/2012/05/30/books/gone-girl-by-gillian-flynn.html?_r=0

Sem dúvida, é a MELHOR FICÇÃO QUE LI ANO PASSADO.

4. A vida que satisfaz de Carlos McCord (Editora Inspire)

É um dos melhores livros que li na vida, já o li tantas vezes, escrito pelo meu irmão, amigo, mestre e mentor Carlos McCord, andei postando capítulo por capítulo, clique aqui


"Todo dia preciso me reconhecer como morto pra essas coisas e vivo para Deus. Minha satisfação agora está nele somente, não importa quem me procure para fazer uma oferta. Acredito que é por causa do amor e da sua misericórdia que Deus permite esse teste contínuo no nosso viver. O desejo dele é que a certeza de nossa incapacidade de viver longe do Senhor se transforme em uma convicção muito profunda. Também deseja que refutemos a doutrina satanica que diz: Deus não é suficiente" p. 155