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terça-feira, dezembro 29, 2009

Timothy Keller: Dinamica da Renovação Espiritual


Existem duas patologias espirituais. Alguns cristãos tem uma limitada compreensão do seu pecado. Necessitam ver seu pecado desde uma perspectiva em que Deus é o centro. Outros se sentem insuficientes, contudo, tem uma conceito teórico com respeito a justificação pela fé. Necessitam ver com a justificação chega a ser base para suas atividades cotidianas. Se faltar a consciência do pecado como também a aceitação do amor de Deus, o evangelho não pode operar. Quando chamamos as pessoas para o evangelho, nos a fazemos ter um arrependimento radical e a descansar completamente em Cristo por meio da fé.
A renovação é uma obra divina na qual a igreja é embelezada e revestida de poder pois as operações normais do Espirito Santo são intensificadas. Estas são: a. convicção do pecado, b. deleite/segurança da graça e do amor do Pai e c. acesso a presença de Deus.
Para poder experimentar estas operações , o primeiro fundamento é ter uma sã doutrina, já o que o evangelho é verdade. A menos, que a verdade seja entendida de maneira intacta e completa, não pode conferir seus efeitos renovadores. A outra condição é uma vida de oração persistente e disciplinada, em que não somente se levantam petições, mas também se busque o rosto de Deus para conhecê-Lo. Quando o poder de Deus se faz evidente, começam a ocorrer certa dinâmicas. Corporativamente, o derramar divino se comprova em uma paixão marcante e uma liberdade na adoração. Uma segunda marca é a profundidade do ensinamento e educação cristã. O amor pela Palavra é uma marca distinguível da obra do Espirito. Outra evidencia da presença divina é um visível amor nas relações entre os crentes. Ademais, os membros de uma igreja renovada se sentem entusiasmados de compartilhar com os outros acerca de Deus e sua glória. Finalmente, o avivamento produz vários indivíduos comprometidos com a ação social e a reforma da cultura.
Para ser um ministro do evangelho eficaz, o plantador de igrejas deve descobrir e aplicar continuamente o evangelho. Isto trará crescimento e renovação – Cl 1:6-. A renovação espiritual é um encontro com o Deus vivo, a verdade do evangelho incendiada dentro de nós. Contudo, como o evangelho nos renova? Quais são as condições para sua operação? Quais são as dinâmicas por meio das quais opera? .
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Que marcas mostra ao operar?
Cada uma das duas condições básicas para o avivamento podem ser chamadas como um eixo, sendo que cada um equilibra ao tratar do coração humano.
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Eixo Lei do Amor
O primeiro balanço é a lei do amor, devemos enfatizar tanto a santidade como a justiça de Deus e seu amor e misericórdia absolutos. A essência da renovação é compreender a graça de Deus em toda sua verdade – Cl. 1:6- e a essência da experiência cristã é glorificar a gloriosa graça de Deus – Ef. 1:6-. A única maneira para ver a gloria da graça é ver tanto a lei e o amor de Deus cumprir-se plenamento na cruz. Estes não devem ser ensinados como se fossem coisas opostas, mas como complementados perfeitamente em Cristo.
Primeiro, deve ver a absoluta santidade de Deus, a magnitude de sua deidade, a categórica necessidade do justo castigo de Deus sobre o pecado, e assim a completa desesperança da sua condições de inabilidade. Por que? Se você não se vê assim, então, o conhecimento do perdão e libertação não serão eletrizantemente maravilhosos. Por outro lado, necessitamos ver que sua salvação é um ato absolutamente gratuito, deve ver que a absoluta liberdade da sua salvação – somos santos perante Deus- e a riqueza – somos adotados- e sua permanência- não há condenação-. Por que? A menos que não vejamos assim, não teremos segurança em nossa alma e consciência para enfrentar o pecado que está em nossos corações.
Muitas pessoas não aceitam a completa verdade da santidade de Deus ou do nosso pecado , como também nem a nossa total e permanente aceitação. Estas atitudes indicam uma perca tanto da compreensão como da experiência da graça de Deus, e despedaçam as dinâmicas da renovação espiritual. Todas as marcas únicas da vitalidade crista: coragem ainda que humilde, forma ainda que liberdade, verdade ainda que amor, fluem desta perspectiva de amor e da lei de Deus levadas a cabo de uma vez para sempre por Jesus na cruz. A sentença da graça é expressada perfeitamente nas palavras do filho prodigo: Pai ...já não sou digno de ser chamado teu filho (Lc 15,21). Não somos dignos de ser filhos, mas sabemos que temos um direito absoluto de nos aproximarmos de Ele como Pai. Esta é a experiência essencial transformadora do evangelho! Se pensarmos que somos dignos por nossas obas obras, não teremos poder espiritual em nossas vidas. As dinâmicas da renovação requerem que tenhamos em vista e nos apropriamos destas ambas perspectivas.
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O eixo da Teologia- espiritualidade.
O segundo eixo está entre a teologia e a espiritualidade. O evangelho é primordialmente verdade, um corpo com conteúdo. Mas, devemos enfatizar tanto a necessidade de compreender e estudar a verdade crista como nossa experiência desta verdade por meio da presença e poder do Espírito Santo. A idéia da renovação espiritual pode ser comparada a uma combustão. Se há combustível – a madeira- e calor- uma chama- se dará a combustão. Na renovação espiritual, o combustível é a verdade do evangelho e a chama é o Espirito Santo aplicando a verdade ao coração. Ocorre , então, um encontor com o Deus verdadeiro ao qual a verdade assinala. O fogo resultante é o que lemos no livro de Atos: vidas e igrejas cristãs vibrantes.
O cristianismo é muito racional para o misticismo e muito místico para o racionalismo. Quando um cristão ou uma igreja enfatiza o cognitivo excluindo o experimental, ou o experimental excluindo o cognitivo, se perde a dinâmica da renovação. Ambos devem ser enfatizados com a mesma intensidade sem confrontar-se um com o outro pois são complementares. A verdade que experimentamos!!! Sem mais delongas, é essa mesma experiência que nos desperta o apetite por mais verdade.
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Nota: Já que os avivamentos tem tanto poder que muitas vezes criam tensões dentro da igreja em geral. Como o avivamento é ortodoxia viva, ameaça quem quer se fixar em um dois extremos. Algumas pessoas tem uma ortodoxia morta, isto é, são doutrina mas teme em enfatizar a experiência e a atividade. Outros vivem numa heterodoxia, pessas que tem tanta preocupação com a vida e a sociedade que rechaçaram a idéia de autoridade bíblica e de fé ortodoxa. Um lado criticaram as igrejas renovadas porque estas eram muito radicais e outro lado a combatia como muito primitivas. Esta polarização é inevitável. E, sem mais, as igrejas renovadas podem agravar esta tensão – e assim afetando a renovação- quando se deixam levar pelo orgulho espiritual.
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Dinamicas individuais.
No coração do homem o evangelho opera da seguinte maneira:
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Arrependimento.
Em primeiro lugar, o Espírito Santo conduz a pessoa a um nível profundo de arrependimento. Uma parte do arrependimento é localizar a vontade contra as atitudes pecaminosas. Contudo, na renovação espiritual seus olhos se abrem para ver formas mais profundas e sutis de carnalidade em seu coração, donde surge a conduta pecaminosa, atitudes enraizadas em sua alma e valores que servem como formas de obras de auto justificação e vontade carnal. Todos os cristãos conservam formas de tentativas de controlar suas próprias vidas por meio de estratégias residuais da auto salvação, maneiras de continuar a busca de serem aceitos por nossos esforços. Para isto, fixamos nossos corações em coisas criadas como o trabalho, amor, posses, romance, fama e outras como tais.
Por que os cristãos fazem isto? Pela mesma razão que fazem os não-cristaos. O mundo afasta idéia a idéia de que a. somos pecadores completamente inábeis e impotentes e que b. a salvação é totalmente gratuita e imerecida. Se isso é verdade, então, Deus é senhor absoluto. Romanos 1 nos diz que o conhecimento de Deus é inato, mas que os homens desejaram manter oculto os segredos de suas próprias vidas de maneira que impediram dar a deus um nível de agradecimento que Ele merecia. Em seu lugar louvaram aquilo que foi criado como se fosse sua salvação, desviando da verdade da nossa absoluta dependência dEle.
A renovação espiritual não começa simplesmente quando nos damos conta que um que se preocupa muito, outro nem se preocupa, ou que um é egoísta ou que tem maus hábitos. A renovação espiritual não começa quando o Espirito nos mostra por que temos esse pecado particular. Começa quando começamos a ver que nossos problemas vem pór nossa resistência a idéia de graça, que estamos cheios de auto justificação e, portanto, de uma vontade carnal. O avivamento sempre requer que se abandone os ídolos- Jz 10:10-16 e Ex 33:1-6-. Na medida que esta obra de arrependimento progride, o cristao começa a sentir uma fome maior pelo amor e pela presença de Deus.
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Em segundo lugar, a renovação se completa quando o Espirito Santo dá ao cristão, uma nova compreensão e experiência de sua posição frente a Deus, isto é, de ser completo, amado e adotado em Cristo. As dinâmicas da renovação individual são como um pendulo. Quanto mais vemos que temos oscilado quando havia pecado faz com que seja maior a experiência da graça e amor de Deus ! Quanto mais nos vemos em nossa pecaminosidade e duvida, mais precioso e maravilhoso será para nós o valor da cruz.
Isto quer dizer que o cristão se renova por meio da comunhão com Deus- IJo 1:3 - . Esta é uma experiencia real de sua presença que ocorre quando o espírito transforma a verdade da palavra em uma realidade vivida afetando o coração. Paulo orava pelos efésios: para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior, que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus.(Ef. 3:16-19). Isto quer dizer que os conceitos intelectuais podem afetar nossas emoções e vontade de modo permanente.
Mas também quer dizer que um cristão é renovado por meio de experimentar o amor da adoção. Pois, a renovação nos conduz a certeza de que realmente pertencemos a família de Deus. Quando experimentou o Espirito Santo escutou uma voz que dizia: E veio uma voz dos céus que dizia: Tu és meu filho amado, em que me comprazo” (Mc 1:11). Todos os cristãos experimentam o poder do Espirito Santo da mesma maneira. Sua tarefa é poderosamente afirmar para nós que somos filhos amados de Deus – Rm 8.15-16-. Derrama seu amor em nossos corações – Rm 5.5-. Esta certeza do amor adotivo se dá em vários modos. Algumas vezes pode ser um Tsunami e vamos com um arrojo incrível na pregação (At. 4.31). outras vezes, é como um suave gotejar que debilita e acaba com o nosso temor. Mas um cristão renovado sempre vive por fé como um filho ou filha de Deus. Nos dirigimos a Ele como nosso Pai, e não a um patrão, tirano, ou um alguém com poder distante de nós.
Uma maneira pela qual o Espírito aplica o evangelho a toda a igreja pode ser comparada a um motor de dois tempos. O primeiro tempo é o da tomada de compreensão. Neste o pistão move para cima até o cilindro injetando uma mescla de ar e combustível e o comprime. Logo, por meio de uma faísca a mescla explode. Isto causa um segundo tempo é a força. Neste o pistão é empurrado pra baixo pela combustão. Isto cria o movimento. O pistão transfere esse movimento por meio de barra até as rodas.
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Tempo de partida.
Dentro das atividades que conduzem ao avivamento em uma igreja estão: 1. A oração centrada no reino, 2. A proclamação do evangelho com profundidade. A oração centrada no reino se concentra na necessidade da igreja de poder e da presença de Deus, da gloria e o reinado de Deus,antes que os pedidos por necessidades pessoais. Esta permanentemente cheia de arrependimento, contudo, intercede a Cristo ascendido como seu advogado e o diretor do seu reino no mundo. A oração de coragem, humildade e nunca programada. Deve ser um movimento pelo qual caminha a congregação e sua gente.
Ademais, a igreja deve apresentar o evangelho as pessoas por meio da pregação, ensino e conselho. Como foi mencionado anteriormente, esta é uma ênfase intecional tanto na santidade/lei de Deus como também no amor/misericórdia do Pai ao mesmo tempo, provendo um balanceado realce na sã doutrina como na aplicação pessoal da verdade até o coração e a vida. Se traçarmos um eixo e compararmos cada ponto de balanço poderemos avaliar marcando num gráfico quanto a comunicação do evangelho da igreja está servindo como uma condição para o avivamento. Somente quando a marca esta no centro dos extremos, o calor espiritual pode ser gerado. Esta comunicação e oração chegam a ser a mescla de combustível com que o ar que é Espírito poderá acender.
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Combustão
Como já tínhamos dito, as dinâmicas da renovação espiritual são como um pêndulo, quanto mais profundo é o arrependimento, mais nos carrega a uma maior confiança e segurança no amor. Esta é a experiência filial – Rm 8.15-16-. Quando esta dinâmica individual é 1. Forte- sujeita a graduações- e 2. Disseminada na congregação, então, esta combustão pode acontecer em toda a igreja. Se desata uma dinâmica de renovação corporativa.
Esta combustão é vista em duas explosões que sempre estão presentes em algum lugar. 1. Primeiro há um embelezamento da igreja, Moises desejava que a presença de Deus baixasse no meio de Israel de modo que o mundo pudesse ver a gloria de Deus em suas vidas distinguidas das demais- Ex. 33.16. Em Atos 2.42-47, nos diz que uma comunidade cristã avivada está cheia de pessoas humildes, sensíveis e seguras e também valentes, generosas, sinceras e alegres, tendo o favor de todo o povo da comunidade em volta. Havia uma preciosa paz na igreja. Como conseqüência: 2. A igreja crescia significativamente por meio das conversões. Por que? Os não cristãos se sentiam atraídos aos cristãos e a sua comunidade. Por outro lado, os cristãos em sua sensação de certeza não tinham temor de dar testemunho de sua fé. Como resultado, o crescimento da igreja pode ser explosivo como testemunha Atos 2.47, E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.
Note: Muitas pessoas pensam que qualquer derramamento emocional é um avivamento espiritual. Somente quando a emoção é o resultado das dinâmicas da renovação pessoal (uma experiência do evangelho lei-amor), então, o resultado será o embelezamento que o mundo percebe e que conduz a troca rela do caráter e significativo crescimento da igreja.
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Tempo de força
Posteriormente, se as dinâmicas de renovação são fortes, estas impulsionam aos novos cristãos a comunidade. A medida que o numero de cristãos cresce e se incrementa sua compreensão das implicações do evangelho para toda a vida, duas atividades que podem mudar o mundo ao redor da igreja vem como resultado. Primeiro, o evangelho implica uma vida de serviço as pessoas em necessidade. Portanto, os avivamentos historicamente vem acompanhados de boas obras, isto é, cristão que respondem as necessidades sociais, juntando-se ao seu meio, para resolver os problemas sociais de suas comunidades.
Isto leva os cristãos a estabelecer novos ministérios de misericórdia e justiça para ajudar e edificar aqueles em necessidade. A medida que os cristãos se convertem, seus recursos são usados generosamente, e assim, os que não tem Cristo são convertidos, isto vai transformando seu caráter trazendo uma esperança de serem capazes de melhorar sua situação social e econômica. Como também, o evangelho implica que devemos colocar nossas vidas por inteiro a seu serviço. Desta maneira, os cristãos começam a usar valores do reino ao conduzir seus negocio, ciência, arte, atividades acadêmicas. Esta renovação cultural tem um efeito profundo em toda sociedade.
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Marcas Individuais.
A renovação espiritual nasce de contemplar a obra de Cristo, que satisfez plenamente a lei e o amor de Deus. William Cowper descreve maravilhosamente seu impacto.
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Ao ver a Lei por Cristo satisfeita
E ouvir sua voz de perdão,
Transforma o escravo em filho e o dever em eleição

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Este processo de transformação é explicado nas obras de Jonathan Edwards, em The Distinguishing Marks of the Spirit of God e The Religious Affections . Resumindo o que ele disse que a renovação verdadeira tem 3 marcas :
1. Há uma mente iluminada. A verdade é iluminada por uma luz divina e sobrenatural. Todo receptor sabe que é assim, a verdade começa a pressionar sobre o coração de maneira que possamos: a. ter um sentido de sua beleza; b. ver suas implicações pessoais.
2. Há um coração que responde. Como vemos a lei e o amor de Deus satisfeitos, nos humilhamos e nos decidimos corajosamente que já é hora de conhecermos quem somos através da graça. Isto é algo único. Sem evangelho, a humildade e a coragem somente podem crescer a cargo de uma ou de outro.
3. acontece uma vida transformada. A única maneira de saber que a renovação não é uma mera experiência emocional, é saber se ela está enraizada na verdade, de coração, é ver que acontecem transformações permanentes no caráter e na conduta. Estas serão graduais, mas sempre permanentes.
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Marcas Corporativas
Assim como a experiência da tensão lei-amor conduz a respostas únicas dentro do individuo, também produz tais na igreja renovada.
1. Doutrinal e também relacional. Sem o evangelho, as igrejas tem que enfatizar a verdade e os princípios que concernem as necessidades das pessoas. Mas, nas igrejas renovadas há uma ênfase tanto no ensino como na aplicação da verdade, como sobre ser companheiro e as relações interpessoais em geral. Não se faz uma escolha entre verdade e amor, ambos acontecem.
2. Palavra e ação. As implicações do evangelho conduzem os cristãos ao amor tanto em palavra como em ação. Por ser o evangelho verdade é natural que o desejo de espalhá-lo, desta maneira as igrejas renovadas são fortemente evangelísticas. Contudo, como somos salvos pelas riquezas de Cristo apesar da pobreza moral nossa, os cristãos sentem compaixão pelas pessoas que são materialmente pobres também.
3. Tanto formal como livre. Uma igreja renovada evita os problemas das igrejas moralistas e pragmáticas. Muitas igrejas conservadoras atribuem a Bíblia, costumes que são meramente culturais. Por outro lado, muitas igrejas liberais atribuem a ensinos bíblicos, um imperativo absoluto de elemento cultura. As igrejas renovadas se sujeitam as verdades bíblicas, contudo, são culturalmente flexíveis e criativas pois vivem na liberdade do evangelho.
4. Adoração em espírito e em verdade. Uma igreja renovada evita ter uma adoração do tipo escola dominical – orientada somente ao cognoscitivo- tanto como ao estilo oprimido - orientado ao emocionalismo-. Acontece uma adoração tanto espiritual como baseada na verdade. Será tanto meditativa como dinâmica.
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Resumo: a renovação e o avivamento não ocorrem como conseqüência de que algumas pessoas se voltem a valores tradicionais, mas somente quando por meio Espírito Santo, as pessoas veem a si mesmas como pecadores perdoados, ímpios justificados em Cristo – Rm 4.5-. Isto é o que traz o poder. Esta experiência galvaniza e embeleza a igreja. A igreja pode ter afirmado a verdade em geral, mas as verdades bíblicas sozinhas são como palhas sem chama. Com a convicção do Espírito Santo, o fogo desce sobre a palha. As pessoas experimentam sua adoção, isto as leva a ter cultos de adoração cheios da presença de Deus. O que por sua vez conduz ao crescimento da igreja por meio de conversões, saúde social e renovação cultural.
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fonte: KELLER, Timothy et THOMPSON, J. Allen Manual para plantadores de Iglesias, p. 178-185

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Dinâmicas da Renovação Espiritual

TEOLOGIA DA VIDA CRISTÃ
As dinâmicas da renovação espiritual.
Richard F. Lovelace.

Parte 1 Dinâmicas de Renovação
1. Modelos Biblicos de renovação
Modelo cíclico
1. O aparecimento de uma nova geração, 2. A apostasia e aculturação popular, 3. O sofrimento nacional, 4. O arrependimento popular e a oração desesperada e 5. O surgimento de nova liderança e restauração- acontece nos mandatos de Otoniel – Jz.3:7-11 -, Eúde e Sangar-Jz. 3:12-31-.
A compreensão de Jonathan Edwards é que “o reino de Deus é como um circulo de luz em expansão na escuridão do mundo, que, alternadamente, encolhe em períodos de declínio e se expande pulsando numa circunferência cada vez maior” (p.32)
“O cristianismo vital tem sido como um córrego fino de água que por vezes corre subterrânea, para, depois, emergir de novo e se alargar como um rio represado, exapandindo durante despertamentos para formar um reservatório que refresca e transforma um cultura por uma geração” (p. 38).

Pré-condições para a renovação continua
a. Percepção da santidade de Deus- Sua Justiça e Seu amor.
b. Percepção da profundidade do pecado – em sua própria vida e em sua comunidade.

Elementos primários da renovação.
a. Justificação : você é aceito.
b. Santificação: você está livre do jugo do pecado
c. O Espírito que o habita: você não esta sozinho.
d. Autoridade em conflito espiritual: você tem autoridade
Tudo isto em Cristo.

Elementos secundários da renovação.
a. Missão – Seguindo Cristo ao entrar no mundo, na proclamação- apresentando seu evangelho em demonstração social.
b. Oração- expressando sua dependência do poder de seu Espírito- individualmente e coletivamente.
c. Comunidade- estar em união com seu corpo- em microcomunidade e em macrocomunidade.
d. Desculturação- estar liberto de amarras culturais- destrutivas ou protetoras.



"Os crentes são, portanto, cobertos pela justiça perfeita de Cristo que lhes é atribuída na justificação: fortalecidos pelo poder da vida de Cristo, pela morada interior do Espírito, e equipados com a autoridade de Cristo no resistir, expor e expulsar as forças das trevas" (p.42)




"A aceitação de Cristo e apropriação de cada elemento na redenção dependem da percepção da santidade de Deus e da convicção da profunidade do nosso pecado" (p. 47)










Antigo e Novo Testamento.




" O Antigo Testamento precede o Novo Testamento por um motivo espiritual importante. Como Lutero disse: "A fome é o melhor cozinheiro", e a obra da lei do Antigo Testamento, como os puritanos a chamariam, foi designado para despertar a fome de todas as dimensões da redenção. A experiência do povo de Deus sob a Antiga Aliança foi um tutor para Cristo, e o grau de vitalidade espiritual presente entre os israelitas era diretamente proporcional ao seu temor do Senhor e no arrependimento (...) Os israelitas, cujo coração estava assim preparado pela aplicação da lei, estavam especialmente sintonizados com a importância dos sacrifícios. Portanto, foram capazes de reconhecer o Cordeiro de Deus quando ele veio e foram avivados por seu ministério" (p. 48)




Conhecer a Deus e nos conhecermos.




São condições da vida espiritual porque o avivamento compreende despertamento: a ligação é tão forte que os termos são usados como sinônimos neste livro. Aquilo para o qual os homens acordam na luz de um avivamento, é sua própria condição e a natureza do verdadeiro Deus.




Justiça e Amor.




"a tensão entre a justiça santa de Deus e a misericórdia compassiva não pode ser resolvida legitimamente ao se remodelar o caráter dele e transformá-lo numa imagem de pura benevolência, como a igreja fez no sex. XIX. Só há uma maneira de remover esta contradição: através da cruz de Cristo que revela a severidade da ira de Deus contra o pecado e a profundidade de sua compaixão em pagar a penalidade desse pecado, por meio do sacrifício vicário de seu Filho" (p.53)



A Carne


Lutero tinha razão, o que existe por trás de todas as outras manifestações do pecado é uma incredulidade compulsiva- nossa escuridão voluntária a respeito de Deus, de nós mesmos, do relacionamento dele com o mundo degradado e seu propósito remidor. Por essa razão, a entrada numa nova vida espiritual e o desenvolvimento dela envolvem romper com essa nossa esfera de escuridão da fé arrependida na verdade remidora. Se a queda ocorreu por abraçar mentiras, o processo para recuperar a salvação precisa, na verdade, concentrar-se na fé para reverter essa condição (p. 57)


O Mundo


(...)o que se compreende é o sistema total da carne corporativa, operando na Terra sob controle satânico, com todos os seus incentivos de recompensa e coibições para perdas, suas configurações comportamentais características, e suas estruturas, métodos, alvos e ideologias anticristãos. É, em grande parte, idêntico ao símbolo bíblico da meretriz Babilônia e da Cidade do Homem de Agostinho.


Visto que somos inextricavelmente comprometidos com o pecado coletivo, pela nossa participação em nações e instituições, não há como evitar a implicação na culpa do mundo decaído, pois santos bíblicos confessam pecados de sua comunidade juntamente com os pecados que cometeram pessoalemente ( Ed. 9:5-15, Ne 1:4-11, Dn 9:3-19).







Expiação


a expiação substitutiva é o cerne do evangelho, justamente porque dá a resposta ao problema da culpa, escravidão e alienação de Deus



Justificação


justificação (a aceitação de crentes como justos à vista de Deus pela justiça de Jesus Cristo lançada em seu favor) e santificação ( progresso em santidade real expressa em suas vidas)


"Muitos outros têm um compromisso teórico com essa doutrina, mas no dia-a-dia confiam em sua santificação para a justificação, à maneira agostiniana, baseando sua segurança de serem aceitos por Deus por meio da sua sinceridade, de sua experiência de conversão no passado, de seu desempenho religioso recente, ou da relativamente infrequente desobediência consciente, proposital .São poucos os que sabem o bastante para começar cada dia com uma posição como a de Lutero: você é aceito, olhando para fora, em fé, e reivindicando toda a justiça completamente alheia, isto é, de outrem, de Cristo; como base única da aceitação, descansando nessa qualidade de confiança que produzirá cada vez maior santificação à medida que a fé atua em amor e gratidão


(...)


Uma consciência que não é plenamente iluminada para ver tanto a seriedade de sua condição perante Deus como a grandeza da provisão misericordiosa da redenção de Deus, inevitavelmente acabará presa da ansiedade, do orgulho, da sensualidade e de todas as outras expressões de desespero" (p. 70)


Santificação


"Ter fé é receber a Palavra de Deus como verdade e descansar sobre ela em confiança dependente, arrepender-se é ter uma nova disposição mental para com Deus, para si mesmo, para com Cristo e com o mundo, entregando o coração a uma nova obediência a Deus" (p.71)


Uma fé não-arrependida é uma crença teórica que se origina fora da esfera da iluminação do Espírito, num coração que ainda está no escuro com respeito à sua própria necessidade, à graça e à grandeza de Deus.


"Como Romanos 6 esclarece, o alicerce da santificação é nossa união com Cristo em sua morte e ressureição, na qual a velha natureza foi destruída e uma nova natureza foi criada com o poder de crescer em novidade de vida. O Espírito Santo começa, na regeneração, a aplicar essa obra completa na vida do crente e continua a fazer isso numa esfera progressivamente maior de renovação da personalidade. Essa renovação será completa só na ressureição final". (p. 73)



Regeneração


"A regeneração é o recriar da vida espiritual naqueles que estão mortos em transgressões e pecados (Ef. 2:1). Ocorre nas profundezas do coração humano, nas raízes do consciente, infundindo nova vida que é capaz de percepção espiritual e reação/resposta, e que não é mais separado da vida de Deus (Ef. 4:18). Os efeitos conscientes da regeneração se resumem na conversão, a resposta de voltar-se para Deus em fé arrependida que acompanha o ouvir do evangelho. Nossa tarefa como evangelistas é, pois, a de parteiras, e não a de pais. Não é responsabilidade nossa tornar as pessoas regeneradas, mas é tarefa nossa apresentar um testemunho coerente na vida e na palavra e apelar por um compromisso com Cristo, confiantes no reconhecimento interior que suas ovelhas ouvirão sua voz e o seguirão, porque o Espírito dele abrirá seus corações para que assim façam". (p.77)



"A anestesia da graça é necessária no processo de cura da santificação, juntamente com o ministério cirúrgico da lei. Por esta razão, muitas áreas da igreja que contêm muito falatório e esbravejado, expondo pelo menos as superfícies do pecado estão cheias de pessoas desesperadamente ansiosas e amarguradamente briguentas. A lei sem graça provoca o pecado, ao mesmo tempo em que expõe e o agrava assumindo algumas de suas expressões mais feias". (p.83)


Santificação e graça


"O poder que o pecado tem de dominar a vida dos crentes foi destruído na cruz de Cristo; nós já morremos com Cristo, e fomos erguidos junto com ele em novidade de vida. Sendo assim, não nos cabe propor as estimativas de nosso poder de vencer o pecado, segundo experiências passadas de nossa força de vontade, mas, ao contrário, cabe-nos fixar nossa atenção em Cristo e no poder de sua vida resurreta da qual participamos; porque nós morremos, e nossa vida está oculta com Cristo em Deus" (p.85)


Espírito Santo que habita o interior


"O principal trabalho do Espírito ao aplicar a redenção está em fazer-nos santos, e ser enchidos com o Espírito simplesmente significa ter todas as nossas faculdades sob seu controle, em vez de sob o controle do pecado" (p. 96)


Dons do Espírito Santo.


"Esse conceito de doação espiritual salienta o fato de que todos os dons e graças são manifestações do amor e poder de Jesus Cristo, brilhando através da experiência humana, para incentivar e iluminar seu povo" (p.99)



Comunidade dos Crentes


"Á medida que a igreja de desenvolvia, esse papel passivo no culto tornou-se mais uma vez a experiência normal do povo de Deus. A graça materializava fora do corpo dos crentes, especificamente no clero e no sistema sacramental, e sua entrada em cada vida tornava-se uma questão entre o indivíduo e a igreja, que não era mais vista como a comunidade dos santos"


"Nas igrejas reformadas tradicionais, a vida da igreja local tornou-se a única forma de comunidade normalmente disponível aos crentes. Logo ficou aparente que não era suficiente. Ensino e comunhão mais intensos eram necessários para transformar a massa de leigos não doutrinados em paróquias espiritualmente vivas. No prefácio de seu livro sobre o assunto, The German Mass, Lutero sugeriu uma forma pela qual a igreja poderia ser transformada era através de ecclesiolae in ecclesia, pequenas igrejas dentro da igreja, constituídas de grupos de leigos sinceros e motivados a buscar, reunindo-se para oração e instrução nos lares" (p.141)



Santa Ceia


"Eu creio que uma vota a uma visão mais forte da Ceia, e a Comunhão mais frequente defendida pelos reformadores seria de imenso auxílio à vida espiritual do protestantismo (...) Isso é verdade porque o servir da Comunhão é a incorporação mais gráfica dos elementos primários da renovação espiritual assegurada na morte e ressureição de Cristo, especialmente sua obra justificadora por nós e sua santificadora em nós, mais concreta possível. Também indica e celebra a comunhão dos santos um com o outro. Ao mesmo tempo, é a perfeita realização e extensão da páscoa judaica e dos sacrifícios da Antiga Aliança" (p. 147)


Integração Teológica


"O processo de integração teológica é abreviado e a vitalidade da operação do Espírito Santo, na mente da igreja, se reduz, quando as palavras de homens são recebidas com se fossem a Palavra de Deus sem que fossem testadas biblicamente, ou quando a Palavra de Deus é recebida como se fosse só palavras de homens"



Renovação da Congregação Local.


Renovação Individual


" O lugar inicial para a renovação, na maioria das congregações é o ministério da pregação e ensino que enfatiza os elementos primários da dinâmica espiritual: proclamação do evangelho em profundidade. O objetivo do pastor deve ser encorajar cada membro da igreja uma resposta de fé inteligente, reivindicando aas provisões da obra redentora de Cristo; colocar-se diariamente sobre as quatro plataformas: Somos aceitos, somos libertados, não estamos sozinhos e temos autoridade". (p.188)

Pregação e ensino para a renovação individual

"Igrejas que foram alimentadas com uma dieta pessada de terrores legais ou moralismo terão de receber uma mensagem com uma forte ensase positiva na graça de Deus na linha da tradição luterana, antes de serem conduzidas a um exame mais profundo dos antecedentes mais escuros ou mais apavorantes do evangelho que lhe dásentido. As igrejas que foram criadas com graça barata podiam se ver às voltas com a abordagem típica puritana, a apresentação da majestade de Deus e um penetrante trabalho "jurídico", levando à convicção do pecado que despertará uma fome do evangelho e uma apreciação plena da obra salvifíca de Cristo. Mas, isto poderia criar um sério problema de credibilidade entre o pregador e seu público,uma vez que tal pregação pudesse ser extinta, a não ser no avivalismo de outros tempos. Provavelmente, a fórmula de Concord luterana estivesse correta ao recomendar que uma explanação completa da graça preceda a pregação da lei, a fim de estabelecer na igreja suficiente confiança, para que ela possa ser levada à luz plenamente" (p.189)

"Todos nós inevitavelmente tendemos a presumir de modo automatíco, que somos justificados pelo nosso nível de santificação e, quando se adota esta postura, voltamos nossa atenção não para Cristo, mas para a adequação de nossa própria obediência. Começamos cada cida com nossa segurança pessoal descansada, não no amor receptivo de Deus e no sacrifício de Cristo e, sim, em nossos sentimentos atuais ou realizações recentes na vida cristã. E como esses argumentos não tranquilizam a consciência humana, somos levados ao desânimo e à apatia, ou então a uma justiça própria que falsifica a informação para atingirmos um sentimento de paz.

"Como diz P.T. Forsyth : "É um item de fé que somos filhos de Deus, há bastante experiência em nós contra isto". A fé que vence essa evidência e é capaz de se aquecer fogo do amor de Deus, em vez de ter que roubar o amor e auto-aceitação de outras forntes, é realmente a raiz da santidade:

é um erro fatal pensar em santidade como posse, distinta de nossa fé... a fé é a mais alta de todas as formas de nossa dependência de Deus. Nunca a superamos por crescimento... Qualquer outro fruto do Espírito que mostremos, crescem sobre a fé, e fé que seja, por natureza, arrependimento...Toda experiência cristã é uma experiência de ter fé, isto é, é uma experiência daquilo que não temos...Não somos salvos pelo amor que exercemos e, sim, pelo amor em que confiamos"

"A fé justificadora e santificadora envolve morte e ressureição para o crente, envolve ser nascido de novo. Todo pastor que visa a uma congregação renovada deve procurar trazer cada membro para a luz, com respeito à profundidade de sua necessidade de apropriar-se da obra justificadora e santificadora de Cristo, por meio de uma resposta de fé" (p.191-192)

"(...) a exigência de santificação se torna parte da boa nova, pois apresenta compreensão da escravidão que distorceu nossas vidas e da promessa de libertação para uma vida de liberdade e beleza, capacitada pelo Espírito. Ministérios que atacam apenas a superfície do pecado e deixar de basear o crescimento espiritual na união do crente com Cristo produzem a justiça própria ou o desespero, e ambos são condições inimigas para a vida espiritual". (p.193)

Aconselhamento.

"tal aconselhamento (noutético) opera com o modelo pelagiano da vida cristã comum no evangelicalismo moderno, presumindo que problemas de pecado são apenas configurações de hábitos de desobediência que pode ser quebrados aplicando-se força de vontade num processo com o qual não se está habituado" (p.200)

"Os crentes não podem conhcer o Espírito Santo plenamente a não ser que estejam seguros em sua posição de filho por adoção, contendendo com o Espírito contra sua carne, e que sejam capazes de discernir e resistir a forças espirituais que se opõem. Qualquer investida contra os poderes das trevas é inútil, naturalmente, sem o uso de toda a armadura da retidão justificadora e santificadora e sem a dependência vital do Espírito" (p.201)

"Se o aconselhamento não for teonomo, fundamentado na percepção da Palavra e do Espírito de Deus do próprio orientado, ele não traz renovação espiritual, mas uma condição de escravidão e dependência de outros seres humanos.

Renovação coletiva ou individual

"Em ordem de importância, a realização do conceito de Lutero, do sacerdócio de todos os crentes aparece em primeiro lugar. Um dos temas mais claros da história dos despertamentos é a importância crescente de liderança leiga na vida da igreja. Mas ainda é verdade que o modelo de vida congregacional na mente da maioria do cleo e dos leigos, é aquele em que o ministro é um superastro pastoral dominante, que se especializa nos interesses espirituais da comunidade cristã, enquanto que os leigos constituem os espectadores, críticos e recipientes de cuidado pastoral, livres para se ocuparem de seus próprios negócios, porque o pastor está cuidando dos negócios do reino" (p.204)

"Uma segunda área importante de renovação espiritual necessária, dentro da congregação local, é a formação e o fortalecimento de subcomunidades nucleares dentro da comunidade da igreja maior (...) A microcomunidade mais natural na igreja é o lar cristão, e os pastores devem trabalhar para edificar essa unidade para que tenha a força funcional que gozava no puritanismo."

"Sem tais mecanismos para o intercambio de graça e movimento de caminhar da verdade conhecida para ação, o modelo semanal de frequencia nos cultos de domingo pode se tornar uma rotina paralisada, consistindo de recebimento passivo da verdade que nunca se transforma em oração e trabalho em prol do reino" (p.206-207)