A segunda parte vai pensar o livro como literatura, em
especial, vai buscar sua autoria (capitulo 2) e sua formatação (capitulo 3). Em
relação ao autor do livro, a questão é se Moisés o escreveu ou não. Apesar de a
própria Escritura se referir a autoria mosaica, como vemos em 2Cr 25:4, Ne
13:1, esta passou a ser confrontada pela metodologia histórico-critica. terça-feira, junho 04, 2013
Lendo Gênesis a partir de Como Ler Gênesis de Tremper Longman III
A segunda parte vai pensar o livro como literatura, em
especial, vai buscar sua autoria (capitulo 2) e sua formatação (capitulo 3). Em
relação ao autor do livro, a questão é se Moisés o escreveu ou não. Apesar de a
própria Escritura se referir a autoria mosaica, como vemos em 2Cr 25:4, Ne
13:1, esta passou a ser confrontada pela metodologia histórico-critica. Roy Zuck: Interpretação Bíblica
quarta-feira, março 27, 2013
Tim Keller: Contextualização Bíblica.
OS APELOS DA BÍBLIA.
Pessoas conservadores tendem a colocar o julgamento mais forte que a Bíblia e pessoas mais liberais, tendem a pintar um Deus mais amoroso que está revelado. Pessoas de diferentes culturas e diferentes temperamentos raciocionam de forma distinta. Carson coloca oito motivações para usarmos quando falamos com não crentes, Keller simplificou em seis categorias no livro:
1. algumas vezes o apelo vem do medo do julgamento e da morte.
2. algumas vezes, o apelo vem de Deus para um desejo de se livrar do peso da culpa e da vergonha – Gl 3.10-12
3. Algumas vezes, o apelo vem de Deus para apreciarmos sua verdade atraente.
4. Algumas vezes, o aplo vem de Deus para satisfazermos nossos anseios existenciais. – João 4
5. Algumas vezes, o aplo vem de Deus para nos ajudar com alguma problema – Mt. 9.20-21
6. Alguma vezes, o apelo para Deus vem de um desejo de amado -
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
Tim Keller: Contextualização Balanceada
sexta-feira, maio 18, 2012
Como ler a Bíblia lendo Jesus.
“Mensagens que exortam a ser como, que concentram a atenção dos ouvintes sobre um personagem bíblico, à medida que o pregador os exorta a serem como aquela pessoa ou como alguém aspecto da sua personalidade (...) Simplesmente dizer às pessoas que imitem a piedade de outros sem lembra-luz que qualquer coisa mais que conformidade exterior precisa vir de Deus, leva-as ou a desesperar-se da transformação espiritual ou a negar sua necessidade” p. 306A carne nunca melhora, mensagens que começam com esforço próprio começam na nossa natureza carnal do eu. A culpa cancelada por esforço ou mudança de comportamento gera somente legalismo e orgulho.
2. Lendo toda a Escritura sob a luz do Evangelho.
Devemos buscar uma leitura da bíblia sagrada, seja do primeiro e do segundo testamento a luz da obra e vida de Jesus Cristo.
Como ensina Greidanus:
"A igreja do Novo Testamento pregava o nascimento, o ministério, a morte e a ressureição e a exaltação de Jesus de Nazaré como cumprimento das antigas promessas de aliança com Deus, sua presença hoje no Espírito e seu iminente retorno. Em suma, pregar Cristo significava pregar Cristo encarnado dentro do contexto do pleno escopo da história da salvação" Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento, p. 18
"Devemos ler as escrituras com o propósito expresso de encontrar Cristo nelas. Aquele que se desviar desse objetivo, embora possa se afadigar a vida inteira no aprendizado, jamais alcançará o conhecimento da verdade, pois que sabedoria podemos encontrar sem a sabedoria de Deus? p. 259
um sermão cristão sobre um texto do Antigo testamento necessariamente irá na direção do Novo Testamento. Isso é óbvio quando o texto contém uma promessa que é cumprida em Cristo: o pregador não pode parar na promessa, mas, naturalmente, irá prosseguir com o sermão até o seu cumprimento. O mesmo ocorre quando o texto contém um tipo que é cumprido em Cristo: o sermão vai do tipo para o antítipo. Isso também acontece quando o texto relata um tema que é mais desenvolvido no Novo Testamento, no sermão, o pregador vai do tema do AT para seu desenvolvimento mais completo no NT p.263
Jesus é o grande herói da Bíblia e não eu ou você, como Timothy Keller coloca:
Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós.Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas pela absolvição.Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto ea família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, para criar um novo povo de Deus.Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E quando Deus disse a Abraão: "Agora eu sei que você me ama, porque você não poupou o seu filho, teu único filho a quem você ama de mim," agora podemos olhar para Deus levando Seu Filho até a montanha e sacrificá-lo e dizer: "Agora sabemos que nos ama, porque você não poupou o seu filho, teu único filho, a quem você ama de nós."Jesus é o verdadeiro e melhor Jacó que lutou e sofreu o golpe de justiça que merecemos, por isso, como Jacó, só recebêssemos as feridas da graça para nos despertar e disciplinar.Jesus é o verdadeiro e melhor José que, na mão direita do rei, perdoa àqueles que o venderam e traíram e usa seu novo poder para salvá-los.Jesus é o verdadeiro e melhor Moisés que se põe na brecha entre o povo e Deus e que é mediador de uma nova aliança.Jesus é a verdadeira e melhor Rocha de Moisés que, golpeada com a vara da justiça de Deus, agora nos dá água no deserto.Jesus é o verdadeiro e melhor Jó, sofredor verdadeiramente inocente, que então intercede e salva os seus tolos amigos.Jesus é o verdadeiro e melhor Davi, cuja vitória torna-se a vitória do Seu povo, apesar deles nunca terem movido uma única pedra para conquistá-la.Jesus é a verdadeira e melhor Ester que não apenas arriscou deixar um palácio terreno, mas perdeu o definitivo e divino, que não apenas arriscou sua vida, mas deu sua vida para salvar seu povo.Jesus é o verdadeiro e melhor Jonas que foi expulso na tempestade, para que nós pudéssemos ser trazidos para dentroJesus é a verdadeira Rocha de Moisés, o verdadeiro Cordeiro pascal, inocente, perfeito, desamparado, sacrificado para que o anjo da morte vai passar sobre nós. Ele é o verdadeiro templo, o verdadeiro profeta, o verdadeiro sacerdote, o verdadeiro rei, o verdadeiro sacrifício, o verdadeiro cordeiro, a verdadeira luz, o verdadeiro pão.A Bíblia não é realmente sobre você - é sobre ele.
domingo, agosto 08, 2010
Grant R. Osborne: A Espiral Hermenêutica
O autor começa estabelecendo que a hermenêutica tem três estágios –
“Começamos com uma abordagem baseada na terceira pessoa, fazendo a seguinte pergunta a respeito do texto: o que ele significa- exegese-. Em seguida, passamos para uma abordagem na primeira pessoa e indagamos: o que ele signifca para mim (devocional). Por fim, vamos ao texto para abordá-lo na segunda pessoa e procuramos descobrir como compartilhar com você o que ele significa para mim (homilética)” p. 26
A premissa do autor é que a interpretação bíblica gera uma espiral que vai do texto ao contexto, do significado original à contextualização uo significação para a igreja de hoje. A espiral é a metáfora mais adequada porque segundo o autor o movimento não e círculo fechado, mas de um movimentar-se por uma espiral, aproximando-se cada vez mais do verdadeiro significado original pretendido pelo texto, no aprimoramento da interpretação.
O autor adota a perspectiva de significado e significação, conceito baseado em Hirsch, na distinção entre o significado pretendido pelo autor de um texto, que seria um núcleo invariável e a significação ou implicações multiformes de umtexto para cada leitor, que é a aplicação do significado original que varia de acordo com as circunstâncias diversas.
“As verdades do evangelho são simples, mas a tarefa de desvendar o significado original de textos específicos é complexa e exige trabalho árduo” p. 29
A inspiração e autoridade das Escrituras.
“o nível de autoridade diminui à medida que passamos do texto para a interpretação e depois para a contextualização; porntanto, precisamos fazer o caminho inverso e garantir que nossa contextualização se aproxime o tanto quanto possível de nossa interpretação, e garantir que a interpretação, por sua vez, esteja em harmonia com a essência do texto” p. 31
Estudo indutivo e dedutivo.
“O estudo indutivo da Bíblia acontece basicamente na organização do livro e dos parágrafos para determinar o desenvolvimento estrutural da mensagem do escritor tanto no nível macro-livro- quanto no nível micro-parágrafo-. Disso resulta, uma idéia preliminar acerca do significado e do desenvolvimento do pensamento do texto (…) O estudo dedutivo lida com os estágios como aspectos separados, mas, interdependentes, da pesquisa exégitica. Nessa fase todas as ferramentas devem ser consultadas- gramáticas, léxicos, dicionários, estudos vocabulares, atlas, estudos de contexto histórico,m artigos em periodicos, comentarios.” p. 37
Parte 1- Hermenêutica Geral
1. Contexto.
O autor fala na observação de duas áreas – o contexto histórico e o contexto lógico, que fornecem o alicerce sobre o qual construímos o significado mais profundo da passagem.
O contexto histórico- pano de fundo histórico de um livro- neste aspecto devemos levar em conta: a autoria, a data, a quem é dirigido e o propósito e temas do livro.
O contexto lógico é o fator mais básico da interpretação, segundo o autor. Aqui está o mapeamento do livro e o diagrama do parágrafo, que caracterizam o método indutivo.
Estudo do todo: mapa de um livro.
“primeiro, traçamos o mapa de um livro como um todo e analisamos o fluxo de pensamento nessa apresentação preliminar, em segundo, fazemos um estudo intensivo de cada uma das partes para detectar os detalhes da argumentação, por fim, retrabalhamos a sequência de pensamentos do todo em sua relação com as partes. Começamos com o livro inteiro, passamos para as divisões principais, depois para os parágrafos e, por fim, para frases específicas.” p. 47-48
O autor cita Walter Kaiser, que relaciona 8 pistas para descobrir as costuras entre as unidades de pensamento (p. 52):
- Termos, frases, orações ou periodos que podem servir de título para introução de cada parte ou como colofão que encerra uma seção específica.
- muitas vezes há pistas gramaticais cmo conjunções de transição ou advérbios, por exemplo, então, portanto, todavia, enquanto isso e palavras gregas como oun, de, kai, tote, dio.
- Perguntas retóricas podem sinalizar a passagem para um novo tema e outra seção. também é possível haver uma série dessas perguntas conduzindo o argumento ou plano de toda a seção.
- Mudanças de tempo, lugar ou ambiente são um recurso comum, principalmente em contextos de narrativa, e indicam um novo tema e uma nova seção.
- o uso deliberado do vocativo revela mudança de atenção.
- mudanças no tempo, modo ou aspecto do verbo, talvez incluindo uma mudança no sujeito ou no objeto.
- repetição de palavras chave, proposições ou conceitos.
- em pouco, o tema de cada seção será anunciado como título.
domingo, março 14, 2010
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Eugene Peterson: Salvação

Marcos 8:27—9:9 é a passagem que serve de ponte, no centro do relato, entre as várias evocações de vida na Galiléia, ocupando simetricamente um lado, e a viagem resoluta a Jerusalém e a morte, ocupando o outro.
As histórias começam e terminam com declarações acerca da identidade de Jesus como Deus em nosso meio: primeiro Pedro afirmando: "Tu és o Cristo" (8:29); depois, a voz do céu dizendo: "Este é o meu Filho amado" (9:7). Numa extremidade, o testemunho humano e, na outra, a atestação divina.
sábado, janeiro 23, 2010
N.T. Wright: Supreendidos pela Esperança

quinta-feira, outubro 29, 2009
O. PALMER ROBERTSON: O Cristo dos Pactos
A aliança é um pacto de sangue, é uma aliança de sangue soberanamente administrada. preeminência de juramentos e sinais nas alianças divinas realça o fato de que a aliança, em sua essência é um pacto. A aliança estabelece compromisso de pessoa com outra. "No ato de estabelecimento da aliança, as partes se comprometem mutuamente, por meio de um processo formal de derramamento de sangue. Este derramamento de sangue representa a intensidade do comprometimento da aliança. Por meio da aliança elas se ligam para a vida e para a morte" p. 20


