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sábado, maio 23, 2015

QUAL É O SEU ÚNICO CONFORTO NA VIDA E NA MORTE?

QUAL É O SEU ÚNICO CONFORTO NA VIDA E NA MORTE? 

A mensagem deste blog hoje vem do Catecismo de Heidelberg. Numa época, em que a tradição soa como algo sem vida, é importante, ver que há tradição e tradicionalismo. Existe a tradição que é a fé viva dos mortos e o tradicionalismo que é a fé morta dos vivos. E muita coisa podemos aprender dos antigos, afinal, o cristianismo tem milhares de anos, há lições que podemos aprender e viver e outras que podemos aprender e deixar. O catecismo é uma coisa que podemos aprender e nos ajuda a viver ainda hoje e vai continuar a ajudar pois ele é um aprendizado de algo que nunca perece: O Evangelho.

Sobre o Catecismo:

O Catecismo de Heidelberg, o segundo dos padrões doutrinários das Igrejas Reformadas, foi escrito em Heidelberg a pedido do Eleitor Frederico III, governador, entre 1559 e 1576, da mais influente província alemã, o Palatinado. Esse piedoso príncipe cristão comissionou Zacarias Ursinus, vinte e oito anos de idade e professor de Teologia da Universidade de Heidelberg, e Gaspar Olevianus, vinte e seis anos de idade e pregador da corte de Frederico, para que preparassem um catecismo para instruir os jovens e guiar pastores e mestres. Na preparação do Catecismo, Frederico contou com o conselho e a cooperação de todo o corpo docente de Teologia. O Catecismo de Heidelberg foi adotado pelo Sínodo de Heidelberg e publicado na Alemanha com um prefácio de Frederico III datado de 19 de janeiro de 1563. Uma segunda e terceira edição alemã, com alguns pequenos acréscimos, além de uma tradução latina, foram publicadas em Heidel- berg nesse mesmo ano. Logo cedo o Catecismo foi divido em cinqüenta e duas seções para que cada uma delas pudesse ser explicada às igrejas a cada domingo do ano. O Catecismo de Heidelberg tornou-se ampla e favoravelmente conhecido nos Países Baixos quase imediatamente após sair das prensas, principalmente pelos esforços de Pedro Dathenus, que o traduziu para o holandês e o acrescentou à sua versão do Saltério de Genebra, publicando-o em 1566. No mesmo ano Pedro Gabriel deu o exemplo, explicando-o à sua congregação em Amsterdã nos sermões das tardes de domingo. Os Sínodos Nacionais do século dezesseis o adotou como uma das Formas de Unidade, requerendo dos seus oficiais eclesiásticos que o subscrevessem e que os seus ministros o explicassem às igrejas. Essas exigências foram fortemente enfatizadas pelo grande Sínodo de Dort de 1618/1619.O Catecismo de Heidelberg tem sido traduzido em muitas línguas e é o mais influente e o mais geralmente aceito dos di- versos catecismos dos dias da Reforma. 


As duas primeiras perguntas e respostas, serão o tema desta mensagem. Qual é o seu fundamento, consolo ou, como colocamos aqui, seu conforto na vida e na morte? Como podemos viver a partir deste conforto?

Existem muitos confortos ou fundamentos nesta vida de hoje em dia: dinheiro, prazer, poder. A todo instante, se vende um novo conforto, algo que vai mudar a nossa vida por inteiro nos trazendo base para viver o nosso dia a dia. Mas, qual é o verdadeiro conforto que podemos ter não só nesta vida como também em nossa morte?

A pergunta do catecismo nos deixa claro que existe apenas um, somente um fundamento para a nossa vida e a nossa morte. Que seria este único fundamento? Que lemos a bíblia todos os dias? Que vamos à igreja aos domingos? Que não cometemos pecados muito sérios? 


Só há, de verdade, um único fundamento em que podemos alicerçar a nossa vida. Este fundamento nos foi dado por Deus, todos os demais fundamentos não foram dados por Deus, nós os colocamos como substitutos, como ídolos para o verdadeiro consolo. Somente aquele dado por Deus poderá nos dar o verdadeiro fundamento para a nossa vida, a certeza e firmeza nesta vida e também na morte.

Nosso verdadeiro conforto é Jesus Cristo. E o fato de que pertencemos a Ele, nos dará certeza na vida e na morte. 

Ser crente não significa seguir algumas regras religiosas mas, antes de mais nada, pertencer a Cristo


1. QUE NÃO PERTENÇO A MIM MESMO

Vivemos num mundo de muitos confortos. Esperamos que o nosso conforto venha das nossas posses, do nosso orgulho, da nossa posição e do nosso poder. Contudo, devemos saber que o nosso verdadeiro e único conforto vem do fato que não mais pertencemos a nós mesmos. Podemos sofrer desapontamentos e tristezas nesta vida e encarar a morte sem o medo do julgamento, porque sabemos que não é o que temos ou que fazemos que nos vai assegurar uma vida eterna. Mas o fato de que agora pertencemos a Jesus Cristo.

Calvino disse nas Institutas, III, vii,1:


Daqui se deduz também este outro princípio: que não busquemos as coisas que são nossas, mas as que são não só da vontade do Senhor, como também contribuem para promover sua glória. De grande progresso é também esta marca: que de nós mesmos quase esquecidos, na verdade relegada a segundo plano nossa consideração pessoal, diligenciemos por fielmente devotar nosso zelo a Deus e a seus mandamentos. Pois quando a Escritura nos manda renunciar nossa consideração pessoal, não só nos exime do ânimo e cupidez de possuir, a afetação do poder, o favor dos homens, mas também erradica de nós a ambição e todo anseio de glória humana, e outras pestes mais secretas.


Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?


2. MAS PERTENÇO DE CORPO E ALMA, TANTO NA VIDA QUANTO NA MORTE AO MEU FIEL SALVADOR JESUS CRISTO


“Pertencer a Jesus Cristo” significa que somos de Jesus Cristo. Há duas coisas relacionadas com esta verdade. A primeira é que Cristo cuida de nós. A segunda é que nós devemos obedecer a Cristo. É como o relacionamento entre um filho e seu pai. O pai assumiu a obrigação de cuidar de seu filho, mas o filho tem a obrigação de obedecer a seu pai.

Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos. Romanos 14:7-9


3. ELE PAGOU COMPLETAMENTE TODOS OS MEUS PECADOS COM O SEU SANGUE PRECIOSO E LIBERTOU-ME DE TODO O DOMÍNIO DO DIABO 

 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:34-36

Não há nada que possa fazer com que não sejamos mais de Cristo. Os nossos pecados podem fazer mal à nossa vida, mas não são mais fortes do Jesus Cristo. A Bíblia diz que Deus perdoará os nossos pecados, se os confessarmos (1 João 1:9). Satanás pode nos atrapalhar muito, mas não é mais poderoso do que Deus. 1 João 3:8 diz que quem continua pecando, pertence ao diabo. Mas diz também que o Filho de Deus veio para destruir o que o diabo fez. O vs.9 continua assim: quem é filho de Deus, quem pertence a Jesus Cristo não continua pecando. Em outras palavras, embora não estejamos livres do pecado, já estamos livres de todo o domínio do diabo (Resposta 1 do Catecismo). Por outro lado, precisamos entender bem a frase “Não há nada que possa fazer com que não sejamos mais de Cristo”. Não é para pensar assim: se sempre somos de Cristo, podemos viver em pecado. Quem pensa assim não tem defesa contra o pecado e Satanás. Pior: nem pertence a Cristo! Quem continua pecando, não será salvo. Apesar de ser membro da Igreja, morrerá para sempre


4. ELE TAMBÉM ME GUARDA DE TAL MANEIRA QUE SEM A VONTADE DO MEU PAI CELESTE NEM UM FIO DE CABELO PODE CAIR DA MINHA CABEÇA


 Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. Mateus 10:29-31


5.  NA VERDADE, TODAS AS COISAS COOPERAM PARA A MINHA SALVAÇÃO 


 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Romanos 8:28

6.POR ISSO, PELO SEU ESPÍRITO SANTO, ELE TAMBÉM ME ASSEGURA A VIDA ETERNA E FAZ-ME DISPOSTO E PRONTO DE CORAÇÃO PARA VIVER PARA ELE DE AGORA EM DIANTE.


Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. Romanos 8:14



 O QUE É QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA VIVER E MORRER NESSE CONFORTO?

Pertencer a Cristo e não a nós mesmos significa saber de três coisas: culpa, graça e gratitude.  Devemos entender a nossa pecaminosidade, também entender a graça de Deus e finalmente, compreender, como somos santificados para servir a Deus.


PRIMEIRO, COMO SÃO GRANDES MEUS PECADOS E MISÉRIA;

Porque noutro tempo éreis trevas,
SEGUNDO, DE QUE MODO SOU LIBERTO DE TODOS OS MEUS PECADOS E MISÉRIA;
 mas agora sois luz no Senhor; 
 TERCEIRO, DE QUE MODO DEVO SER GRATO A DEUS POR UMA TAL LIBERTAÇÃO.
 andai como filhos da luz (Ef. 5:8)



Não, não é coincidência, porque a primeira coisa que precisamos saber é como são grandes nossos pecados. Como poderíamos confessar que somos salvos por Cristo dos nossos pecados se não soubéssemos dos nossos pecados? Da mesma maneira, é preciso conhecer a salvação que temos em Cristo para sermos gratos a Deus por esta Salvação.


NOTA
As observações em destaque na fonte Times, são da explicação dada pelo site
http://heidelberg-catechism.s3.amazonaws.com/Estudo%20no%20Catecismo%20DS%201.pdf

OUTRAS FONTES

THE GOOD NEWS WE ALMOST FORGET de Kevin DeYoung.

sábado, fevereiro 04, 2012

Kevin DeYoung:Faça alguma coisa.



Kevin DeYoung é um autor reformado, não sei se podemos chamá-lo de neo-puritano. A ortodoxia calvinista numa roupagem mais contemporânea. Enfim, no livro, ele defende que a vontade de Deus tem duas formas clássicas calvinistas, a vontade decretiva e a vontade preceptiva, a decretiva é que os planos de Deus não podem ser frustados e a segunda, seria aquela que é a sua vontade para nós, o amor e a justiça. A tal vontade diretiva, que é plano de Deus para o futuro pessoal, esta é mais uma invenção que uma realidade bíblica.

A questão em torno da vontade específica e de uma revelação especial desta vontade tem, segundo o autor, alguns fundamentos: o desejo de agradar a Deus, a timidez de viver a vida, uma realização perfeita, um monte de opções para escolher e que somos covardes.

Queremos uma antecipação do futuro por parte de Deus, como se fosse uma bola de cristal. Queremos saber, muito mais do que ter fé em Deus, queremos um plano pronto de vida e não caminhar o caminho e descobrir as realidades que Deus tem para nós.

Ele nota que buscamos esta antecipação em questões não morais, buscamos o conselho de Deus não no aspecto de uma vida de santidade e temor, mas para questões sobre dinheiro, família e emprego. O fato é incredulidade e falta de obediência, buscamos a tal vontade de Deus para postegar decisões em nossa vida, o que gera dentro da igreja ansiedade em vez de esperança.

Esperar que Deus, através da apreensão subjetiva que temos das coisas, nos aponte a direção para toda e qualquer decisão que tenhamos que tomar, por mais trivial que seja, não só não é prático,  como também é irreal. É receita certa para a decepção e falsa culpa. Além disso, está muito longe do que deve ser a intimidade com Jesus” p. 59

Onde está a vontade de Deus, no quinto capítulo, o autor aponta algumas direções: é que vivamos uma vida santa, separada; devemos sempre nos alegrar, orar e dar graças; nos é revelada para que demos frutos e conheçamos melhor, sejamos cheios do Espírito Santo. A vontade de Deus é que cresçamos a imagem e semelhança de Jesus Cristo.

No sexto capítulo, há uma lista de princípios para isto acontecer em nossa vida: 1. Deus nos guia por meio de sua providência invisível, 2. fala de formas diferentes, e guia em uma cooperação consciente, 3. Deus se comunica conosco através de Seu Filho, 4. continua a falar por meio do Seu Filho através do Espírito Santo, 5. A atuação do Espírito através das Escrituras.

Aqui, ele entra na questão que devemos buscar a sabedoria de Deus nas escrituras para vivermos o dia após dia, e não em nossas impressões ou buscar inesperados. Há uma falsa impressão de que há um caminho perfeito que precisa ser descoberto antes de ser andado, isto é apenas desculpa furada para uma vida de desobediência a Deus e falta de temor.

Ele cita a história de porta aberta e porta fechada. Como usamos isto, quando dizemos que Deus fechou uma porta tem mais a ver com nossa incapacidade ou falta de obediência do que com Deus, e quando abre a porta, tem mais a ver com o nosso desejo e com o próprio ego do que em servir a Deus. No fundo, o problema é que queremos ser os senhores da nossa vida e Deus poderia colaborar não deixando a gente se dar mal tentando fazer isto.

Mike Wells dizia que Jesus era o caminho, a verdade e a vida. Precisamos andar o caminho para descobrir a Verdade de Deus acima das nossas verdades e assim, encontrar a vida eterna. Crer é obedecer e obedecer é crer.
Acima das nossas expectativas e de nossos planos, mais satisfatório que nossa realização pessoal, mais abrangente que nossa sabedoria, crer é confiar naquilo que ainda não vimos, obediência nasce da esperança que Deus confirma os nossos passos quando andamos e nos movemos nEle, melhor que nossa ansiedade é viver sabendo que a verdadeira vontade de Deus está no meu próximo passo.
O livro é curtinho, mas muito bom, o melhor que li do autor, é super-hiper recomendado para pessoas que estão ansiosas com suas vidas ou achando que já sabem tudo sobre Deus.

domingo, setembro 05, 2010

Kevin DeYoung: Amamos a igreja

“A igreja não tem o propósito de fomentar uma crise existencial da fé a cada semana, nem há justificativa para deixarmos a igreja porque parece haver ofertas excessivas de respostas às nossas perguntas. A crença não é inimiga da autenticidade” p. 95

terça-feira, agosto 24, 2010

Kevin DeYoung Ted Kluck – Amamos a igreja

Outro livro que estou lendo nesta temporada de eclesiologia é o POR QUE AMAMOS A IGREJA publicado pela Mundo Cristão.

 

Gostei do livro pela franqueza que já estou vendo logo de cara, conheci DeYoung através da resenha do livro de Jim Belcher…então, continuo puxando os fios quem sabe eu teço algum conhecimento someday.

 

Eles tem um site oficial do livro http://www.welovethechurch.com/

sexta-feira, agosto 20, 2010

Ainda Deep Church

Pensando e repensando o livro de Jim Belcher, procurei na internet algumas críticas e vídeos sobre o livro. O interessante é notar o grau de discussão que chegou a coisa por lá, e como andam as coisas por aqui. Há verdadeiramente duas propostas ao evangelicalismo tradicional, que é um problema norte-americano, que são as igrejas emergentes e a neo-ortodoxia que buscam contextualizar suas igrejas ao mundo de hoje.

Por aqui, ainda estamos no processo anterior, talvez, do nascimento e apogeu das mega-igrejas, com um tom mais Universal-Renascer, e não Willow Creek ou Saddleback, que não colou tanto assim por aqui.

Hoje no Brasil, há, de um lado, Teologia da Prosperidade misturada com misticismo- Bola de Neve, Universal, Mundial- e , de outro lado, setores tradicionais – Assembléia de Deus, Presbiteriana, Batistas, ou contextualizados com as novidades da época- teologia da prosperidade ou triunfalismo- ou sem qualquer preocupação com contextualização, fora casos isolados de empenho de algum pastor local.

Não há a realidade de igrejas neo-ortodoxas fortes no Brasil tais como a John Piper, Tim Keller e Mark Driscoll. E os movimentos emergentes são, ainda incipientes, estão como igrejas de sub-solo mesmo.

Há um espaço para esta discussão sobre igreja no Brasil, muito espaço para novas igrejas que não sejam fundadas apenas por um líder em busca de sucesso e vingança contra a denominação onde não podia morder mais. Um espaço para as igrejas tradicionais buscarem uma contextualização sadia do verdadeiro evangelho.

Sob o livro, achei algumas coisas:

Jim Belcher na The Journey discutindo sobre o livro (em inglês).

Uma crítica de Kevin DeYoung na Gospel Coalition, alguns trechos do artigo Deep Church: A Third Way? :

Existem recursos suficientes para fora lá agora para as pessoas fazer as suas mentes e decidir se este é um movimento de reforma saudável ou uma conversa que empurram os limites da fé evangélica e, por vezes, saltando dos limites da própria ortodoxia.

Eu estou sempre cético em relação a "terceira via" de qualquer forma de livros. Normalmente, a "terceira via" é basicamente o mesmo que uma das outras duas formas, apenas um pouco melhor. Neste caso, eu estava esperando a terceira maneira de ser emergente mais leve com uma atitude menos cáustica para os evangélicos. Mas, na verdade Belcher foi exatamente o oposto. Ele é um evangélico, um evangélico tradicional, eu diria que parece o som em sua teologia (ele é um ministro do PCA, afinal), mas quer ser não-tradicionais em alguns aspectos. Se eu fosse intitular o livro que eu chamaria de "porque eu não sou emergente, mas eu como muitos dos povos emergentes e eu quero fazer uma igreja diferente também.

"Capítulo 3, "The Quest for Mere Christianity", é o capítulo mais importante no livro para entender o que Belcher está apontando para a sua terceira via. Por um lado, Belcher quer evitar o erro fundamentalista de ver qualquer outro tipo de igreja como hereges e suspeitos. Por outro lado, ele também quer evitar o erro de ver a teologia liberal como infinitamente maleável. A visão Belcher é que a igreja tradicional da Igreja e emergentes para encontrar um terreno comum na tradição consensual resumido no Credo dos Apóstolos, o Credo Niceno, e o Credo Atanasiano

Belcher reconhece o campus tradicional (uma expressão para a igreja local, utilizada muito nos EUA) não é monolítico. Mas ele sugere que "os grupos que compreendem partes evangelicalismo tradicional têm opiniões semelhantes a respeito da cultura, da epistemologia e da Igreja". Ainda assim, no final, eu não tenho certeza do que faz de alguém uma parte do campo tradicional na estimativa de Belcher, com excepção dos que têm sido alvo de críticas no campo emergente.

A análise Belcher do lado emergente é muito mais útil. Não vou recontar sua própria história, mas Belcher tem a vantagem de ter sido um "insider" no movimento em seu início. Ele sabe o caminho da igreja emergente bem e ele conhece bem muitos dos jogadores-chave. Isto é o que torna o livro único e por isso, que os emergentes têm recebido mais calorosamente. Carson era um outsider total em suas mentes. Ted e eu pelo menos demograficamente semelhantes e culturalmente familiarizado, mas ainda assim de fora. Jim é um membro da verdade.

Mas também um outsider. Ele escreve: "Tanto quanto eu me sinto como um" insider " na conversa, também me sinto às vezes como um outsider por causa de algumas reservas que tenho com os aspectos da conversa emergente"

(…)

A igreja emergente é protestar contra a igreja tradicional em sete frentes: (1) Cativeiro ao racionalismo iluminista. (2) uma visão estreita da salvação. (3) Crença antes de pertencer.(4) adoração descontextualizadas. (5) a pregação ineficaz. (6) eclesiologia fracas. (7) tribalismo.

Sob o rótulo de "emergentes" estão três campos diferentes: o relevantes (por exemplo, Driscoll, Kimball, e alguns jovens, inquietos, e os tipos de igreja Reformada), que estão tentando contextualizar ministério mantendo teologia conservadora, os reconstrucionistas (eg, Cole, Hirsch, Barna, Viola), que estão experimentando com as igrejas e comunidades monásticas orgânicas e os revisionistas (por exemplo, McLaren, Jones, Pagitt), que estão questionando doutrinas evangélicas fundamentais de teologia e cultura (45-46). Belcher análise centra-se principalmente na reconstrucionistas e os revisionistas, porque eles têm obtido a maioria de atenção e enfrentou a empurrar mais para trás.

Então Belcher explora a solução emergente, muitas vezes, entrevistando os principais líderes do movimento e levantar algumas possíveis objeções ao longo do caminho. Em seguida, Belcher olha a resposta da igreja tradicional para as respostas emergentes. E, finalmente, ele propõe uma terceira via, que procura combinar o melhor de ambos os lados, evitando o pior extremos.

Deep Truth - Os emergentes rejeitam fundacionalismo clássico, que é bom. Mas quando eles têm razão para rejeitar a verdade auto-evidente, eles estão errados para abraçar uma proposta construtivista "pós-moderno" epistemologia

Deep Evangelismo - A igreja tradicional insiste em que a crença deve preceder a que pertencem. Isso tem o efeito de fechar a porta aos buscadores espirituais. A igreja emergente insiste na crença de que pertencem antes. Mas, cada comunidade deve ter alguns padrões e todos na igreja devem ser desafiados, ao arrependimento, fé e obediência em algum ponto. Então, há uma terceira via? Segundo Belcher, a terceira via entende que existem dois círculos ao redor de Jesus. Há um círculo exterior de asilo e um círculo íntimo de discípulos comprometidos. Igreja Deep congratula-se com todos dentro do círculo exterior, independentemente de suas crenças, mas os desafia para se tornar uma parte do círculo íntimo.

Deep Evangelho - A igreja tradicional tem feito da salvação um assunto muito personalizado, muito parecido com um seguro contra incêndio. A mensagem da salvação individual é importante, mas deve ser equilibrada com "O ensinamento de Jesus sobre o reino. Devemos evitar evangelhos reducionista e lembre-se que o evangelho tem uma dimensão pública. Nós não devemos diminuir o evangelho para apenas o perdão dos pecados. Mas, acrescenta, a pena substitutiva e justificação devem formar a base para tudo o que dizemos sobre o evangelho. O reino não pode ser ignorada, mas deve estar ligado às doutrinas da expiação, justificação, união com Cristo, e nossa necessidade de ser perdoado (118).

Adoração Profunda - A igreja emergente tenta contextualizar o seu culto, mas em fazê-lo, às vezes, torna-se sem ligação com a história e fica muito como um produto da cultura em torno dela. O que é necessário não é apenas uma amostra da tradição, mas um retorno à grande tradição. terceira forma de Belcher parecida com esta: "adoração que encarna um verdadeiro encontro com Deus, que tenha profundidade e substância, incluídos mais freqüentes e significativamente na Ceia, foi participativa, leia mais as Escrituras na adoração, nos sentidos sendo utilizados criativamente, dando mais tempo para a contemplação, e focada sobre a transcendência e alteridade de Deus "(124).

Deep Pregação - pregação tradicional é muitas vezes chata e sem inspiração. Há pouco de drama para ele. A maioria dos sermões busca um solução baseada em duas coisas: você fede, tente mais (142). A igreja emergente tenta sugerir uma maneira melhor. Na prática, os seus "sermões" soam como sermões, exceto pelo um pouco mais de interação da congregação. Mas sob o ponto de vista emergente da pregação (pelo menos que a defendida por Doug Jones Pagitt e Tony) seria uma mudança radical, uma hermenêutica da comunidade em que nada é privilegiado, nem mesmo a Bíblia, que fala sobre a comunidade a descobrir e viver a verdade (145 ). Belcher rejeita esta hermenêutica, visto que leva à rejeição da ortodoxia clássica. nem fica com os tradicionais nem emergentes na pregação, assim vai funcionar. Precisamos de uma terceira via que não é dedutiva e legalista, como pregação tradicional, nem em aberta, como pregação emergentes. Em vez disso, aqueles que pertencem à igreja profunda devm "pregar Cristo em todos os textos, estabelecendo e analisando a condição humana através de escrituras e experiência, e expor o chocante, a graça radical de Deus que entra na nossa situação, nos transforma e nos capacita a viver de forma diferente" (157).

Deep Eclesiologia – A igreja tradicional fica atolada em reuniões, papelada e burocracia organizacional. Isso é ruim. Assim, as chamadas igrejas emergentes vão para um modelo mais orgânico de código aberto, para a igreja. Mas mesmo as igrejas orgânicas não pode sobreviver muito tempo sem estrutura e prestação de contas. O que precisamos é de uma terceira via que chama a Igreja a ser tanto a instituição e organismo, respeite os cargos de presbítero e diácono, celebra o culto como um meio de graça, e cultiva e aprende com a tradição.

Deep Cultura - A terceira via entre as abordagens emergentes e tradicionais para a cultura, aceita a distinção de Abraham Kuypers entre a igreja como instituição e da igreja como organismo. A igreja como uma instituição se concentra principalmente na pregação, nos sacramentos, no culto e cuidar do corpo da igreja. A igreja como organismo trabalha na formação de agentes secretos que vão para o mundo, trabalham para o "shalom" da cidade, e criar uma cultura. Com esta abordagem instituição / organismo, nossas igrejas podem ter uma cultura profunda, que não é uma cópia da cultura, nem irrelevante para ele.

Avaliação

1. Qual é o evangelho?
Belcher deixa claro que ele afirma substituição penal. Ele acha que é fundamental para as outras visões da expiação. Ele acredita que Jesus morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados e tirar a nossa culpa. Isso tudo é maravilhoso. Mas eu ainda estou um pouco perplexo.

Igreja Belcher prende a quatro compromissos fundamentais: a comunidade, evangelho, missão, e shalom.

Mais importante, eu estou intrigado com a definição da igreja do evangelho Belcher descreveu.

O evangelho "é a boa notícia de que através de Jesus, o Messias, o poder do reino de Deus entrou na história para renovar todo o mundo. Através do Deus Salvador, que estabeleceu seu reinado. Quando cremos e confiar no trabalho de Jesus e em seu registro (em vez de o nosso) para o nosso relacionamento com Deus, que o poder do Reino vem sobre nós e começa a trabalhar através de nós. Nós testemunhamos a forma radical de viver em nossas vidas renovadas, bela comunidade, justiça social e transformação cultural. Esta boa notícia dá uma nova vida. O evangelho motiva, orienta e capacita cada aspecto de nossa vida e de culto (121).

Esta é uma declaração bem da teologia cristã, mas é o evangelho? Certamente, 1 Coríntios 15 nos dá o melhor resumo do evangelho e não encontramos nenhuma menção de transformação cultural ou renovar todo o mundo. Mas nós vemos aqui sobre o pecado, a cruz e a ressurreição, três itens sem nenhuma indicação específica dada na definição Belcher do evangelho. Este é um problema.

Tradição é o grande o suficiente?


Eu dou tudo para fazer as coisas principais como coisas principais. Eu faço sempre a diferenciação entre a primeira e questões de segunda ordem. Mas é suficiente dizer que o Credo Apostólico, Credo Niceno e Credo Atanasiano podem definir a ortodoxia, e em menores proporções, os evangélicos? Estas crenças abordadas tratam algumas questões centrais que enfrentou a igreja em seus primeiros poucos séculos. Mas que nmão falma sobre outras questões que surgiram desde então, como expiação, justificação, a autoridade da Bíblia? Eu diria que estas são questões de primeira linha também, embora eles não eram especificamente dirigidas por um conselho ou credo no começo da igreja.

Deep Church é uma terceira maneira verdadeira?

No final, a coisa que eu mais gostei sobre o livro é também a minha maior crítica. A forma de Belcher, apesar apesar de poucas diferenças na forma e no tom, não é, de fato, uma terceira forma genuína, mas a maneira como a igreja tradicional é mediada por Tim Keller. Não me interpretem mal. Eu gosto desse jeito. Eu adoro Tim Keller. Não fiquei desapontado ao ver que eu concordava com Belcher em um monte de coisas. Mas se eu sou tradicional (que eu estou na taxonomia de Deep Church), então eu acho que Belcher também. Pensando assim, D.A. Carson está no campo tradicional também (dentro da Deep Church) e ele e Keller são amigos muito próximos. Eles começaram a Gospel Coalition juntos, então, eu presumo que concordam com muita coisa. Então Carson é um outro jeito da terceira via?

A doutrina da igreja é essencialmente tradicional, com uma borda mais suave e mais engajamento cultural. Isso não é ruim. Pode ser muito bom se feito com fidelidade. Mas eu não acho que é uma terceira via. Muito poucos dos extremos do campo tradicional rejeitados por Belcher são notas de rodapé ou atribuídos a qualquer líder da igreja tradicional. Por conseguinte, eu não acho que ele está rejeitando a igreja tradicional, tanto quanto alguma experiência ruim dele.

Conclusão
Deep Igreja confirma mais uma vez que há sérios problemas com alguns muito da teologia saindo da igreja emergente. Ela também confirma mais uma vez que o jeito escondido, legalista, hostil, indiferente tradicionalismo não é o caminho a percorrer. Se você precisa de uma reciclagem em um desses dois pontos, este livro vai fazer o truque. Jim Belcher nos deu um "insider" e olhar de fora da igreja mais controverso movimento da última década. E embora eu tenha algumas discordâncias com o livro, no final, ele reafirma a importância da fé uma vez por todas entregue aos santos. E isso é uma coisa muito boa.