Mostrando postagens com marcador New York Times. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador New York Times. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Page One

O documentário retrata um ano na rotina do The New York Times, mostra o jornal que é referência no mundo todo, como ele está passando pela crise do fim dos jornais e como está se moldando para a nova tecnologia que se aproxima. Também mostra como é essencial haver jornal, qual será a falta que ele irá fazer caso venha a falência como os outros jornais.







quinta-feira, julho 02, 2009

GAY TALESSE: A vida de Escritor


Não sou, nem nunca fui, um apreciador de futebol. É provável que isso se deva, em parte, à minha idade e ao fato de que, na adolescência, quando eu morava no litoral sul de Nova Jersey - há meio século - esse esporte fosse praticamente desconhecido dos americanos, a não ser os nascidos no exterior. E embora meu pai fosse nascido no exterior - era um sisudo alfaiate que se vestia com esmero, oriundo de uma aldeia calabresa, no sul da Itália, e naturalizado norte-americano em meados da década de 1920 -, quando conversava comigo sobre futebol ele se limitava a discorrer sobre as brigas de sua juventude relacionadas ao esporte, e sobre a frustração que sentia ao ver os colegas de escola jogando numa praça enquanto ele costurava à janela dos fundos de um ateliê próximo, onde trabalhava como aprendiz. No entanto, como muitas vezes me repetia, já naquela época ele sabia que aqueles jovens atletas (entre os quais havia irmãos e primos seus, menos conscienciosos) estavam perdendo tempo e pondo em perigo seu futuro, chutando bola de um lado para outro quando deveriam estar aprendendo um ofício digno e se preparando para pagar o alto preço de uma passagem para os Estados Unidos, onde poderiam alcançar a prosperidade como imigrantes. Mas não, continuava ele, incansavelmente dedicado a me advertir: eles dissipavam suas tardes jogando futebol na praça, da mesma forma como mais tarde viriam a jogar atrás da cerca de arame farpado do campo de prisioneiros de guerra no norte da África em que foram metidos pelos aliados (aqueles que não foram mortos ou ficaram aleijados em combate) quando se renderam, em 1942, na qualidade de soldados de infantaria do exército derrotado de Mussolini. Vez por outra, eles enviavam cartas a meu pai, contando sobre o confinamento. Um dia, já perto do fim da Segunda Guerra Mundial, ele pôs de lado a correspondência e me disse, num tom de voz que prefiro interpretar como mais triste do que sarcástico: "Eles ainda estão jogando futebol!".
A final da Copa do Mundo feminina entre as equipes da China e dos Estados Unidos, disputada em 10 de julho de 1999, no Rose Bowl de Pasadena, na Califórnia, diante de 90 185 espectadores (o maior público de qualquer evento esportivo feminino na história) seria televisionada para quase 200 milhões de pessoas em todo o mundo. A transmissão ao vivo, que começaria nessa tarde de sábado às 12h30 na Califórnia, seria vista em Nova York às 3h30 da tarde e, na China, às 4h30 da manhã de domingo. Eu não tinha pensado em assistir ao jogo. Para aquele sábado, em Nova York, eu havia combinado uma partida de tênis em duplas, no Central Park, com velhos companheiros que, como eu, tinham vagas lembranças de jogar muito bem no passado.
Antes de sair para o Central Park, resolvi ligar a tv no jogo de beisebol entre os New York Mets e meus queridos Yankees, que começava à 1h15. Contra o conselho mil vezes repetido, embora às vezes sem muita convicção, de meu ranzinza e agora falecido pai, os Yankees conquistaram meu coração e me escravizaram para todo o sempre em fevereiro de 1944. Naquele ano, por causa do racionamento de gasolina provocado pela guerra e de seu efeito restritivo sobre os deslocamentos, a equipe transferiu seu tradicional campo de treinos de primavera de Saint Petersburg, na Flórida, para um estádio menos quente, meio mambembe porém mais à mão, nas proximidades do aeroporto de Atlantic City, e suficientemente perto de minha escola para que ficássemos ali cabulando aulas. A partir de então, na guerra e na paz, durante um período que cobriu a carreira de Joe DiMaggio e Mickey Mantle e chegou até o estrelato, no fim do século, de recém-chegados como o shortstop Derek Jeter e o lançador substituto Mariano Rivera, venho me alegrando com os triunfos dos New York Yankees e sofrido com seus reveses. E, nesse sábado de julho de 1999, eu estava contando com eles para descansar de várias semanas de extenuante batuque em minha máquina de escrever.
Decidi que precisava relaxar, deixar de lado meu livro por algum tempo. E prontamente aceitei a sugestão de minha mulher, feita dias antes, de que passássemos esse fim de semana tranquilamente em Nova York. Nossas duas filhas e seus namorados iriam de carro para a Jersey Shore, para a casa de veraneio que tínhamos comprado perto da de meus pais, trinta anos antes, depois do nascimento de nossa segunda filha. Na noite de sábado, minha mãe, vigorosa viúva de 92 anos, tencionava levar as netas e seus namorados para jantar no cassino Taj Mahal, no calçadão de Atlantic City, onde ela gostava de saborear sua sobremesa e seu café, enquanto alimentava as máquinas caça-níqueis.
No mês anterior, minha adorável mulher e eu havíamos comemorado nosso quadragésimo aniversário de casamento, e espero não ser tachado de pouco romântico se disser que esse longo relacionamento deu certo, em parte, por termos normalmente vivido e trabalhado separados - eu como escritor-pesquisador de não ficção, frequentemente viajando por força do ofício, e ela como preparadora de textos e editora que, ao longo de todos esses anos, fez questão de não trabalhar para empresas com as quais eu estivesse ligado por contrato. Mas quando estamos juntos sob o mesmo teto - desfrutando o que tomarei a liberdade de chamar uma harmoniosa e feliz convivência que começou em meados da década de 1950 num apartamento sem água quente em Greenwich Village, transferiu-se depois para Uptown e, finalmente com as crianças, para uma casa brownstone que até hoje é ocupada por nós (duas pessoas ágeis e ativas da terceira idade determinadas a não morrer num cruzeiro) -, devo admitir que frequentemente me aproveito da presença de minha mulher como profissional das letras, solicitando sua opinião não só sobre o que estou pensando em escrever, como também sobre o que já escrevi. E embora suas respostas, vez por outra, difiram das expressadas mais tarde pelo editor "oficial", considero mais uma bênção que um problema ter vários pontos de vista entre os quais escolher, e julgo essa situação mil vezes preferível à falta de ajuda na revisão textual de que tanto se queixam muitos de meus amigos escritores. Mas a escritores que deploram o fato de passarem a vida abandonados e solitários, quero dizer o seguinte: quando nosso trabalho não está indo bem, ter uma mulher editora pode ser até mais humilhante, principalmente durante os fins de semana e noites que passamos em casa, quando ela lê avidamente as palavras de outras pessoas, recostada em nosso leito conjugal, sob amarrotadas páginas de originais que cobrem nosso edredom de grife ou se escondem entre os lençóis, páginas que no devido tempo ela há de juntar e empilhar ordenadamente em seu criado-mudo antes de apagar a luz e, quem sabe, sonhar com o dia em que serão transformadas num livro muito bem encadernado e elogiado pela crítica.
Seja como for, nesse fim de semana que decidimos (ela decidiu) passar em Nova York, enquanto ela estava lá em cima editando os capítulos de um original com o qual tínhamos dormido na noite de sexta-feira, eu estava embaixo, assistindo ao jogo Yankees-Mets. (Os Yankees fizeram logo 2 a 0 com o home run de Paul O'Neill na primeira entrada, depois do single de Bernie Williams.) Entre uma entrada e outra, eu antevia minha partida de tênis e lembrava a mim mesmo que devia lançar a bola mais alto quando tivesse o serviço e aproveitar todas as oportunidades de subir à rede.
Fui apresentado ao tênis por meu professor de educação física durante o primeiro ano do curso secundário, e muito embora nossa escola não tivesse, naquela época, uma equipe de tênis, eu treinava sempre que podia durante o recreio do meio-dia, pois jogava melhor que os desajeitados colegas que escolhia para adversários, os quais eram também meus subordinados na redação do jornal estudantil. O fato de nunca ter me destacado em algum esporte importante (futebol americano, basquetebol, beisebol ou atletismo) não me aborrecia, já que as equipes de nossa escola eram medíocres nesses esportes. Ademais, como cronista e potencial crítico dos jogadores (além de trabalhar no jornal estudantil, eu escrevia sobre esportes e também sobre atividades escolares em minha ocupação extracurricular de correspondente sobre educação para o semanário de minha cidade natal e para o diário de Atlantic City), eu de repente experimentava a dúbia notoriedade de ser um jornalista, de ter minha imatura personalidade e identidade impulsionadas,senão valorizadas, por meus artigos assinados ou por minha foto, do tamanho de um selo postal, que aparecia sobre a minha coluna no semanário da cidade, para não falar dos muitos privilégios que estavam à minha disposição, como viajar para jogos em outras cidades no ônibus da equipe, numa poltrona reservada atrás do técnico, ou voltar depois, de carona, num cupê Buick com painel cromado, dirigido pela bela esposa do diretor de esportes.
Por piores que fossem os jogadores, pois constantemente tratavam mal a bola, chutando quase sempre para fora e desperdiçando a maioria das faltas, eu nunca os humilhava em letra de fôrma. Invariavelmente, encontrava meios de descrever com gentileza cada derrota da equipe, cada deficiência individual. Meu texto parecia ter uma queda precoce para artifícios de retórica e circunlóquios, muito antes que eu soubesse escrever direito essas palavras. Minha atitude em relação ao jornalismo foi fortemente influenciada, durante todos os meus anos de secundário, por um rebuscado romancista chamado Frank Yerby, um negro nascido na Geórgia que mais tarde se radicou na Espanha e que escrevia prolificamente sobre mulheres de anquinhas e cobertas de joias, com tantos excessos eróticos que, não fosse o floreado estilo de sua prosa - a qual de certa forma encobria o que para mim era assustadoramente obsceno -, seus livros teriam sido censurados em todos os estados americanos, e eu não teria tido a oportunidade de solicitá-los um por um, encabulado, à proprietária da locadora de livros de nossa cidade. Além disso, não teria tentado imitar, em minhas tentativas de encobrir as falhas dos atletas da escola, a facilidade de Yerby para usar eufemismos.
Embora meus textos evasivos e cheios de rodeios pudessem ser em parte atribuídos ao desejo de manter relações amistosas com os atletas e incentivá-los a conceder constantes entrevistas, creio que essas questões práticas tinham muito menos a ver com meu estilo do que minha própria identificação juvenil com a derrota e com o fato de que, com exceção da habilidade para escrever textos que douravam a dura crueza da realidade, eu não era capaz de fazer nada fora do comum. As notas que os professores me davam, tanto no curso primário quanto no secundário, sempre me colocavam na metade pior da classe. Ao lado de química e matemática, inglês era a disciplina em que eu me saía pior. Em 1949, fui rejeitado pelas duas dúzias de faculdades a que me candidatei, em meu estado natal de Nova Jersey, e nos estados vizinhos de Pensilvânia e Nova York. Ter sido aceito pela Universidade do Alabama deveu-se inteiramente aos apelos de meu pai a um magnânimo médico de Birmingham que clinicava em nossa cidade e usava ternos cortados e costurados com perfeição por meu pai, e aos pedidos desse médico, em meu favor, a um antigo colega de classe e amigo de toda a vida, que na época ocupava o cargo de reitor de admissões daquela universidade.
Minhas principais conquistas durante os quatro anos que passei no campus da Universidade do Alabama foram ser nomeado editor de esportes do semanário da faculdade e a popularidade por assinar uma coluna intitulada "Sports Gay-zing", na qual, muitas vezes misturando humor com gentileza e opiniões veladas, mostrava pelo melhor ângulo possível algumas das piores exibições atléticas da gloriosa história da universidade. Até mesmo o time de futebol americano da Alabama, que durante muito tempo se habituara a fazer jus à reputação nacional de estar sempre entre os dez melhores, passou, enquanto estudei ali, por alguns de seus dias mais tristes desde a Guerra Civil. Embora sua glória tivesse sido restaurada depois de 1958, com a chegada do hoje lendário técnico Paul "Bear" Bryant, em minha época cada temporada foi, no mais das vezes, motivo de um clima de velório no estado a cada fim de semana. E o técnico do time, natural da Nova Inglaterra, chamado Harold "Red" Drew, tinha sua efígie sistematicamente queimada nas noites de sábado, no meio do campo, por bandos de calouros turbulentos e suas namoradas, que tinham passado a tarde a costurar panos de saco para produzir figuras, em tamanho natural, de olhos esbugalhados e rostos gorduchos e avermelhados com blush, que supostamente representavam os traços de Red Drew.
Ainda que Drew nunca se queixasse disso a mim ou ao pessoal do jornal, comecei a sentir pena dele, e sempre procurava inserir, em nossa página de esportes, um aspecto positivo sobre sua carreira em queda livre. Em uma de minhas colunas, lembrei a bravura que ele demonstrara ao servir a seu país como oficial da marinha na Primeira Guerra Mundial, destacando um episódio no qual ele havia saltado de um dirigível, a seiscentos metros de altura, sobre o golfo do México. Esse salto, em 1917, quando Drew era apenas um segundo-tenente, fez com que ele se tornasse o primeiro paraquedista da história da marinha, ou pelo menos foi isso que escrevi, depois de obter a informação num recorte amarelado de jornal colado num velho álbum que a mulher dele me emprestou. Além disso, ilustrei minha matéria com uma antiga fotografia da Primeira Guerra, que mostrava um magro e espadaúdo segundo-tenente Drew diante de um caça biplano naval numa base no canal do Panamá, usando culotes, botas longas e um quepe de oficial que protegia seus olhos do sol mas não ocultava um meio-sorriso, o qual, eu esperava, meus leitores interpretariam como a marca de um guerreiro modesto e indômito - julgando, ingenuamente, que isso pudesse despertar neles o patriotismo e extinguir algumas das tochas noturnas que brandiam para vilipendiar o técnico Drew e também, às vezes, seu venerável assistente, Henry "Hank" Crisp, que tinha como especialidade dirigir a frouxa linha de defesa do time da Alabama.

domingo, junho 21, 2009

Twitter on the Barricades: Six Lessons Learned

By NOAM COHEN
Published: June 20, 2009
fonte: New York Times

Political revolutions are often closely linked to communication tools. The American Revolution wasn’t caused by the proliferation of pamphlets, written to whip colonists into a frenzy against the British. But it sure helped.

Social networking, a distinctly 21st-century phenomenon, has already been credited with aiding protests from the Republic of Georgia to Egypt to Iceland. And Twitter, the newest social-networking tool, has been identified with two mass protests in a matter of months — in Moldova in April and in Iran last week, when hundreds of thousands of people took to the streets to oppose the official results of the presidential election.
But does the label Twitter Revolution, which has been slapped on the two most recent events, oversell the technology? Skeptics note that only a small number of people used Twitter to organize protests in Iran and that other means — individual text messaging, old-fashioned word of mouth and Farsi-language Web sites — were more influential. But Twitter did prove to be a crucial tool in the cat-and-mouse game between the opposition and the government over enlisting world opinion. As the Iranian government restricts journalists’ access to events, the protesters have used Twitter’s agile communication system to direct the public and journalists alike to video, photographs and written material related to the protests. (As has become established custom on Twitter, users have agreed to mark, or “tag,” each of their tweets with the same bit of type — #IranElection — so that users can find them more easily). So maybe there was no Twitter Revolution. But over the last week, we learned a few lessons about the strengths and weaknesses of a technology that is less than three years old and is experiencing explosive growth.
1. Twitter Is a Tool and Thus Difficult to Censor
Twitter aspires to be something different from social-networking sites like Facebook or MySpace: rather than being a vast self-contained world centered on one Web site, Twitter dreams of being a tool that people can use to communicate with each other from a multitude of locations, like e-mail. You do not have to visit the home site to send a message, or tweet. Tweets can originate from text-messaging on a cellphone or even blogging software. Likewise, tweets can be read remotely, whether as text messages or, say, “status updates” on a friend’s Facebook page.
Unlike Facebook, which operates solely as a Web site that can be, in a sense, impounded, shutting down Twitter.com does little to stop the offending Twittering. You’d have to shut down the entire service, which is done occasionally for maintenance.
2. Tweets Are Generally Banal, but Watch Out
“The qualities that make Twitter seem inane and half-baked are what makes it so powerful,” says Jonathan Zittrain, a Harvard law professor who is an expert on the Internet. That is, tweets by their nature seem trivial, with little that is original or menacing. Even Twitter accounts seen as promoting the protest movement in Iran are largely a series of links to photographs hosted on other sites or brief updates on strategy. Each update may not be important. Collectively, however, the tweets can create a personality or environment that reflects the emotions of the moment and helps drive opinion.
3. Buyer Beware
Nothing on Twitter has been verified. While users can learn from experience to trust a certain Twitter account, it is still a matter of trust. And just as Twitter has helped get out first-hand reports from Tehran, it has also spread inaccurate information, perhaps even disinformation. An article published by the Web site True/Slant highlighted some of the biggest errors on Twitter that were quickly repeated and amplified by bloggers: that three million protested in Tehran last weekend (more like a few hundred thousand); that the opposition candidate Mir Hussein Moussavi was under house arrest (he was being watched); that the president of the election monitoring committee declared the election invalid last Saturday (not so).
4. Watch Your Back
Not only is it hard to be sure that what appears on Twitter is accurate, but some Twitterers may even be trying to trick you. Like Rick’s Café, Twitter is thick with discussion of who is really an informant or agent provocateur. One longstanding pro-Moussavi Twitter account, mousavi1388, which has grown to 16,000 followers, recently tweeted, “WARNING: http://www.mirhoseyn.ir/ & http://www.mirhoseyn.com/ are fake, DONT join. ... #IranElection11:02 AM Jun 16th from web.” The implication was that government agents had created those accounts to mislead the public. ABCNews.com announced that Twitter users who said they were repeating (“retweeting”) the posts from its reporter, Jim Sciutto, had been fabricating the material to make Mr. Sciutto seem to be backing the government. “I became an unwitting victim,” he wrote.
5. Twitter Is Self-Correcting but a Misleading Gauge
For all the democratic traits of Twitter, not all users are equal. A popular, trusted user matters more and, as shown above, can expose others who are suspected of being fakers. In that way, Twitter is a community, with leaders and cliques. Of course, Twitter is a certain kind of community — technology-loving, generally affluent and Western-tilting. In that way, Twitter is a very poor tool for judging popular sentiment in Iran and trying to assess who won the presidential election. Mr. Ahmadinejad, who presumably has some supporters somewhere in Iran, is losing in a North Korean-style landslide on Twitter.
6. Twitter Can Be a Potent Tool for Media Criticism
Just as Twitter can rally protesters against governments, its broadcast ability can rally them quickly and efficiently against news outlets. One such spontaneous protest was given the tag #CNNfail, using Internet slang to call out CNN last weekend for failing to have comprehensive coverage of the Iranian protests. This was quickly converted to an e-mail writing campaign. CNN was forced to defend its coverage in print and online.

sexta-feira, abril 03, 2009

No End in Sight to Job Losses; 663,000 More Cut in March

By PETER S. GOODMAN and JACK HEALY
Published: April 3, 2009
The American economy surrendered 663,000 more jobs in March as the unemployment rate surged to 8.5 percent, its highest level since 1983, the government reported Friday.
The latest snapshot of accelerating decline in the national job market lifted to 5.1 million the number of jobs lost since the recession began in December 2007. More than two million jobs have disappeared over the first three months alone.
The severity and breadth of the job losses — which afflicted nearly every industry outside of education and health care — prompted economists to conclude that an agonizing plunge in employment prospects was still unfolding, with no clear turnaround in sight.
“It’s really just about as bad as can be imagined,” said Dean Baker, a director of the Center for Economic and Policy Research in Washington. “There’s just no way we’re anywhere near a bottom. We’ll be really lucky if we stop losing jobs by the end of the year.”
The pace of retrenchment has prompted calls among some economists for another wave of government stimulus spending to buttress the $787 billion already in the pipeline.
In January, as the Obama administration drafted plans for the current round of stimulus spending, it assumed the unemployment rate would reach 8.9 percent by the last three months of the year.
“We’re clearly looking at a worse downturn than they had been anticipating when they planned the stimulus,” Mr. Baker said. “We’re going to need some more.”
But others — not least, decision-makers inside the Obama administration — deem such talk premature. The jobs report, while dreadful, landed amid tentative signs of improvement in some areas of the economy, with recent snippets of data lifting stock markets and sowing cautious hopes that the beginnings of a recovery might be taking shape.
The pace of decline in auto sales, while still falling, has slowed. Houses have been selling in much greater numbers in important markets like California and Florida, albeit at substantially reduced prices. Consumer spending, while far from vigorous, appears to have leveled off after plummeting over the last three months of 2008.
Meanwhile, a surge of government spending is just beginning to work its way through the federal and state bureaucracies, aimed at spurring demand for American goods and services. This spending is expected to support jobs in construction and related industries later this year. The administration is distributing more than $3 billion in aid to states to train laid-off workers for new careers in so-called green industries, like manufacturing solar- and wind-power equipment, and in health care.
“We’re attacking this in a very aggressive way,” the labor secretary, Hilda L. Solis, said Friday in an interview, arguing that it was too early to consider another round of stimulus spending. “We will revisit that once we expend all the money that we have accrued.”
Much of the recent indications of potential economic improvement reflect temporary seasonal factors rather than a sustainable trend, some economists argue. Housing construction, for example, has looked more robust in large part because January’s construction activity was slowed by bad weather.
The crucial factors assailing the economy remain in force, with tattered banks reluctant to lend, and even healthy households and businesses averse to borrowing and spending in a time of grave uncertainty and fear.
The very perception that millions more will lose jobs and housing prices will fall have turned such outlooks into reality: As businesses scramble to cut costs in the face of gloomy sales prospects, many are shrinking work forces, removing more paychecks from the economy and further eroding spending power.
“There’s a lot of survival job-cutting going on throughout American business,” said Stuart G. Hoffman, chief economist at PNC Financial Group in Pittsburgh. “There won’t be any job growth at all this year. The economy is far, far from being out of the woods.”
Still, Mr. Hoffman is among those inclined to wait for a few more months and hope for improvement before unleashing a new wave of stimulus spending.
The Treasury has recently outlined plans for an expanded bank rescue aimed at lowering borrowing costs for businesses and households, this generating fresh economic activity and jobs.
In London, leaders of the world’s major economies left a summit meeting this week with a promise to bolster the finances of the International Monetary Fund by $500 billion, lending support to troubled economies from Eastern Europe to Southeast Asia, perhaps increasing now plunging global trade and thus demand for American-made goods.
“It’s a little soon to conclude politically, and I’d argue economically, that we need some more stimulus,” Mr. Hoffman said. “You don’t just double the dose if the patient doesn’t immediately improve.”
Friday’s report catalogued the myriad ways in way American working people remain under assault. The number of unemployed people increased by 694,000 in March, reaching 13.2 million. Those on unemployment for longer than six months reached 3.2 million.
“Almost everyone’s being touched in some way,” said Mark Zandi, chief economist at Moody’s Economy.com. “It seems like every business in every industry in every corner of the country has a hiring freeze. They’re just not in the mood or position to hire. They’re not taking résumés. They’re not looking for people.”
Manufacturing again led the way down, shedding 161,000 jobs in March. Employment in construction declined by 126,000, and has fallen by 1.3 million since it peaked in January 2007. Professional and business services employment fell by 133,000, with more than half the losses in temporary help services — a sign that companies that have already shifted from relying on full-time workers to temporary people are feeling compelled to cut further.
In the suburbs of Atlanta, Meg Fisher, 46, has been looking for work since she lost her job as a legal secretary in the middle of February. Her husband’s hours at his pharmacy job were scaled back. All told, their previous annual income of about $79,000 has been sliced to $20,000.
Ms. Fisher is planning to apply for food stamps, while seeking out freelance work as a seamstress and knitting instructor.
“It’s not going to replace my salary,” she said. “It’s not even going to come close, but it’s better than sitting around.”
The report reinforced the reality that the pains of the downturn have spread far beyond the jobless. The number of those working part time because their hours have been cut or they are unable to find a full-time job climbed by 423,000 in March to reach 9 million.
In New Jersey, Henry Perez, 34, and his family are now living in the basement of his sister’s house and struggling to find work.
A refugee of sorts from the real estate collapse in Las Vegas, where Mr. Perez once lived and bet big, he has more recently worked in online commerce and as a marketer at an office furniture company. But after being laid off at the end of last year, he has found nothing, even as he has sharply dropped his expectations, applying for jobs at restaurant chains like Panera Bread and Quizno’s.
“We’re just sitting here all day long looking for jobs on the computer, frustrated and scared as hell,” Mr. Perez said. “I’m looking for anything.”