quinta-feira, outubro 29, 2009

O. PALMER ROBERTSON: O Cristo dos Pactos

A aliança é um pacto de sangue, é uma aliança de sangue soberanamente administrada. preeminência de juramentos e sinais nas alianças divinas realça o fato de que a aliança, em sua essência é um pacto. A aliança estabelece compromisso de pessoa com outra. "No ato de estabelecimento da aliança, as partes se comprometem mutuamente, por meio de um processo formal de derramamento de sangue. Este derramamento de sangue representa a intensidade do comprometimento da aliança. Por meio da aliança elas se ligam para a vida e para a morte" p. 20
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"No caso de uma aliança, a morte está, no princípio da relação entre duas partes, simbolizando o fator maldição potencial na aliança. No caso de um "testamento", a morte está no fim da relação entre as duas partes, efetivando-se uma herança" p. 17
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"Jesus introduziu as estipulações da refeição da nova aliança. Sua intenção era claramente proclamar-se como o Cordeiro Pascal que estava tomando sobre si mesmo as maldições da aliança. Sua morte foi vicária, seu sangue foi derramado pelo seu povo. Suas palavras não eram as de uma disposição testamentária, mas de firmamento e estabelecimento de uma aliança" p. 18
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"A graça de Deus na salvação não é contrária à ordem da criação; é contrária ao pecado. O cristão deve evitar deixar-se ludibriar pela dicotomia natureza/graça quando considera a obra de Deus na criação. A redenção tem o efeito de restaurar a ordem da criação e a solidariedade da família é uma das maiores ordenanças da criação. O caráter genealógico da atividade da redenção sublinha a intenção de Deus em operar de acordo, antes que em desacordo, com a ordenança da criação" p. 43
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Sobre a unidade das alianças: "Jesus, o Filho de Deus e mediador da aliança, não pode ser dividido, também as alianças não podem ser divididas. Ele mesmo garante a unidade delas porque é, ele mesmo, o coração de cada uma das várias ministrações da aliança" p.54
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Capítulo 4: Diversidade das Alianças
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Há alianças pré criação e pós criação, as anteriores tem sido designadas como aliança da redenção, aliança eterna, conselho de paz ou conselho da redenção. Trata-se da intenção de Deus de redimir desde a eternidade, um povo para si mesmo, deve ser certamente afirmada. Antes da fundação do mundo, Deus estabeleceu com seu povo uma aliança de amor. (p. 56)
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Outra distinção é entre aliança das obras e aliança da graça. Trata-se de uma divisão pré queda, e pós queda de Adão. A necessidade absoluta de reconhecer um relacionamento pré-queda entre Deus e o homem que requereria obediência perfeita como base meritória de bênçãos.
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Há problemas com a terminologia, pois esta sugere ainda mais que as obras não teriam lugar na aliança da graça. Mas, da perspectiva bíblica, as obras desempenham papel altamente essencial na aliança da graça. Cristo opera a favor da salvação do seu povo. Sua satisfação da justiça em favor dos pecadores representa aspecto essencial da redenção. Mais ainda, os redimidos em Cristo devem certamente praticar obras. Eles são criados em Cristo Jesus para as boas obras (Ef. 2:10). As escrituras insistem consistentemente em que o julgamento final do homem será de acordo com as obras. Ainda que a salvação seja pela fé, o julgamento é pelas obras. p. 58
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velha aliança e nova aliança
a velha aliança pode ser caracteriza como promessa, sombra, profecia; a nova aliança poder ser chamada de cumprimento, realidade, realização.
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Capítulo 5: A aliança da Criação
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O aspecto geral da aliança da criação relaciona-se com as responsabilidades mais amplas do homem para com o seu Criador. O aspecto focal da aliança da criação relaciona-se com a responsabilidade mais específica do homem decorrente do momento especial de prova ou teste instituído por Deus p. 65
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sábado
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Falar da abolição do sábado sob a nova aliança não envolve meramente a negação da contínua significação do decálogo mosaico. Envolve a ruptura das próprias ordens da criação, da história e da consumação, tais como se acham reveladas nas Escrituras. Ao invés de negar o papel do Sábado na redenção, o participante da nova aliança deve regozijar-se nos privilégios associados com a aliança sabática final de Deus p.69
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é apropriado que nova aliança altere radicalmente a perspectiva sabática. O crente comum em Cristo não segue o modelo sabático do povo da velha aliança. Não trabalha primeiro seis dias, olhando com esperança em direção ao descanso. Ao contrário, começa a semana regozijando-se no descando já cumprido pelo evento cósmico da ressurreição de Cristo. E então entra alegremente nos seis dias de trabalho, confiante no sucesso por meio da vitória que Cristo já alcançou" p. 71
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