quinta-feira, setembro 11, 2014

Romanos 6:1-14: Unidos a Cristo

ROMANOS 6:1-14: 6.1   Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? 6.2   De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?  6.3   Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? 6.4   De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.  6.5   Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;  6.6   sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.  6.7   Porque aquele que está morto está justificado do pecado.  6.8   Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos;  6.9   sabendo que, havendo Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele.  6.10   Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.  6.11   Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor.  6.12   Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;  6.13   nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.  6.14   Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.

UNIDOS A CRISTO.

6.1   Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? 6.2   De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? 

A mensagem da graça muda o comportamento da pessoa? Se alguém continua no pecado após ter recebido a graça de Deus, a mensagem do evangelho, esta pessoa não entendeu o que lhe foi dado. 

Você está morto para o pecado.

Morto para o pecado significa que o pecado não tem mais controle sobre nós, não queremos mais o pecado.  Há ainda no cristão, a presença de desejos pecaminosos como está no verso 7:18.

Também significa que o pecado está diminuindo em nós, está se enfraquecendo, lembrando que a santificação é progressiva. Porque também rejeitamos o pecado e passamos a estar unidos com Cristo.

Um outro sentido é que não somos mais culpados pelo pecado, o pecado não pode nos condenar porque fomos perdoados em Cristo.

Como morremos para o pecado?

6.3   Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? 6.4   De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.  6.5   Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; 

Paulo está se referindo a realidade espiritual do batismo, quando nos unimos a Cristo, o que é verdadeiro para Ele passa a ser verdade para nós. Já que Cristo morreu, e pessoas mortas estão livres do pecado, nós somos livres do pecado. Mas, não para aí, pois Cristo também ressuscitou e tem uma nova vida, se cremos que estamos em Cristo, uma mudança de vida acontecerá e não viveremos no pecado mais.

Um dos frutos da nossa união com Cristo é a certeza. Se estamos com Cristo, a nova vida aponta para o futuro onde seremos glorificados, finalmente livres de todo o pecado.

O velho eu, novo eu.

Alguns comentadores acreditam que o velho eu e o corpo do pecado são a mesma coisa. Mas, são coisas distintas. O corpo do pecado é a carne, o coração pecaminoso, então, o corpo do pecado é o corpo controlado pelo pecado. Isto não quer dizer que o nosso corpo físico é pecaminoso em si só, mas que o pecado se expressa através de nosso corpo.

O nosso velho eu é o homem não regenerado, é o próprio coração que dita aquilo que o corpo irá fazer. Este modo de viver para si mesmo morreu na cruz, eu busco a Deus e amo sua lei e sua santidade. Mesmo que pecado ainda permanece em mim, ele não controla mais a minha personalidade e minha vida. Ainda sou capaz de pecar, mas o comportamento pecaminoso vai contra aquilo que entendo que é a minha vida agora.

Mortos e Vivos.

 6.6   sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.  6.7   Porque aquele que está morto está justificado do pecado.  6.8   Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos;  6.9   sabendo que, havendo Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele.  6.10   Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.  6.11   Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor. 

Paulo está determinado a explicar a nossa união com Cristo agora. Os versos 6-7 mostram que morremos com Cristo e os versos 8-9 mostram as implicações de termos sidos ressuscitados com Cristo e termos certeza quanto ao nosso futuro.

Nós merecíamos morrer pelos nossos pecados. E de fato morremos, se bem que não pessoalmente, mas na pessoa de Jesus Cristo, nosso substituto, que morreu em nosso lugar e com quem nós fomos unidos pela fé e pelo batismo. E pela união com esse mesmo Cristo nós ressurgimos uma vez mais. Assim a antiga vida de pecado se acabou, pois nós morremos para ela, e começou uma nova vida, de pecadores justificados. Em virtude de nossa morte e nossa ressurreição com Cristo, é inconcebível retornarmos à velha vida. É neste sentido que a nossa natureza pecaminosa perdeu o seu poder e nós fomos libertados. (JOHN STOTT, ROMANOS, p. 106)

O verso 10 é como se fosse uma síntese de tudo que foi dito até agora.

A seguir Paulo resume em um belo epigrama a morte e a ressurreição de Jesus, acerca das quais vinha escrevendo. E, ao fazer isso, apesar da implicação de que as duas constituem um todo e nunca devem ser separadas, ele indica também que existem diferenças radicais entre elas. Porque morrendo, para o pecado morreu uma vez por todas; mas vivendo, vive para Deus (10). Há uma diferença de tempo (o evento passado da morte versus a experiência presente da vida), de natureza (ele morreu para o pecado, assumindo o seu castigo, mas vive para Deus, buscando a sua glória) e de qualidade (a morte "uma vez por todas" versus a vida de ressurreição contínua). Tais diferenças são de grande importância para a nossa compreensão, não apenas da obra de Cristo mas também de nosso discipulado cristão, o qual, por causa da nossa união com Cristo, começa com uma morte definitiva ("uma vez por todas") para o pecado e continua com uma vida infindável de serviço a Deus. (JOHN STOTT, ROMANOS, p. 107)

 O verso 11 nos fala para nos considerarmos mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo, devemos pensar nisto como um privilégio ou um direito legal. É uma confiança que podemos ter agora. 

6.11   Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor.  6.12   Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;

Existem dois modos de pensar este viver para Deus em relação ao pecado.

TOLERAR O PECADO: Cristãos podem pecar, mas o pecado causa repulsa nele agora. Este lamento mostra que o pecado não reina sobre ele. 

NÃO PROGREDIR: Paulo quer dizer que os cristãos não podem praticar o pecado habitualmente.

Paulo diz que os cristãos podem cometer pecados ou lutar com pecados, o que não podem é permanecer no pecado, buscar a ele deliberadamente.

Assim, o maior segredo de uma vida santificada está na mente. Consiste em saber (6a) que o nosso velho eu foi crucificado com Cristo, em saber (3) que o batismo em Cristo é batismo na morte e ressurreição de Cristo, e é em considerar (11) que através de Cristo nós estamos mortos para o pecado e vivos para Deus. Precisamos relembrar, ponderar,compreender, registrar estas verdades até que elas se tornem parte tão integrante de nossa mente que um retorno à antiga vida seja algo inconcebível. Para um cristão regenerado, o simples contemplar a possibilidade de uma volta à vida de antes deveria ser tão inconcebível quanto um adulto querer voltar à infância, uma pessoa casada querer voltar a ser solteira ou um prisioneiro libertado considerar voltar à sua cela na prisão. Pois a nossa união com Jesus Cristo rompeu com a nossa velha vida e nos comprometeu com uma vida totalmente nova. E entre essas duas vidas coloca-se o nosso batismo, como uma porta entre dois cômodos, fechando-se para um e abrindo-se para o outro. Nós já morremos, e ressuscitamos. Como poderíamos viver de novo naquilo para o qual já morremos? (JOHN STOTT, ROMANOS, p. 108)

Livres para resistir.

6.12   Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;  6.13   nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.  6.14   Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.

Paulo está ensinando que podemos obedecer ao pecado ou a Deus e que devemos obedecer a Deus. O pecado não pode reinar sobre nós, mas continuamos em guerra com o pecado e sua força. 

A nossa nova vida em Cristo é sobre viver positivamente e de maneira proativa. Oferecendo a nós mesmos a Deus e as partes de nosso corpo como instrumentos de justiça. O reino de Deus reina sobre a gente e se expressa através de nossa vida de obediência a Deus.

Não estamos sob o poder da lei, do pecado, mas da graça de Deus. Somos livres para lutar, para vencer, mas devemos lutar. 

Somente pela justiça de Deus e não a nossa poderemos vencer o pecado em nossa vida. É somente pela graça de Deus. 

Com o pecado, buscamos justificar a nossa vida em nós mesmos, nossa identidade, nosso senso de valor em outras coisas que não sejam Deus, então, temos que lembrar do evangelho, que somos amados e feitos justos em Deus por Cristo para vencer o pecado em nossa vida. Isto sim irá contra as motivações do pecado em nosso coração.

Somos comprados com o sangue de Cristo: se lembrarmos disto não mais agiremos como se fossemos de nós mesmos, pertencemos a Cristo agora, nossa vida e a nossa salvação, não podemos viver sem levar em conta sua vontade.

Fomos tirados do domínio do pecado: O Espírito Santo está em nós e temos poder para resistir ao pecado.

Fomos salvos por Cristo: Cristo deu a si mesmo para nos redimir de todo mal e nos purificar para si mesmo (Tt 2:14). 

Vemos no evangelho, uma nova e diferente motivação para viver uma vida santa, não por nossos próprios méritos ou por medo, mas confiança naquilo que Jesus fez por cada um de nós. Quando pensamos na morte de Jesus, pensamos na gratidão e vivemos uma vida de santidade em alegria para aquele que nos trouxe da morte para a vida.

Estar debaixo da lei é aceitar a obrigação de guardá-la e assim incorrer em sua maldição ou condenação. Estar debaixo da graça é reconhecer a nossa dependência da obra de Cristo para a salvação, e assim ser justificados ao invés de condenados — e, portanto, libertados. Pois "aqueles que se sabem livres da condenação são livres para resistir com força e ousadia renovadas ao poder usurpador do pecado".( JOHN STOTT, Romanos, p.109)
Bibliografia:

Romans 1-7 For You de Timothy Keller
Romanos de John Stott


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