quarta-feira, agosto 13, 2014

Romanos 5:1-11: O que a justificação traz?


ROMANOS 5:1-11: 5.1   Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo;  5.2   pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.  5.3   E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência;  5.4   e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.  5.5   E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. 5.6   Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.  5.7   Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.  5.8   Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.  5.9   Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.  5.10   Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.  5.11   E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.

Os benefícios da justificação que temos agora:

Paz com Deus.
5.1   Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo;
A paz com Deus aqui significa que até a nossa salvação, estávamos em guerra com Deus. Quando desobedecemos a Deus, pecamos  e assumimos o controle de nossa vida, ficamos contra o reinado de Deus sobre a nossa vida. E, assim, Deus tem um problema com a gente, o débito do pecado que traz a ira de Deus. 

Acesso a graça em que permanecemos.
5.2a   pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; 

Recebemos, então, uma posição favorável perante Deus, a justificação não apenas remove a hostilidade entre nós e Deus, como nos leva a um relacionamento com Deus agora. 

Esperança da glória
5.2b e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
A esperança é a convicção, não apenas um desejo esperançoso mas uma certeza. Esta convicção vem das duas primeiras coisas da paz e do acesso a Deus agora. 

Em Cristo, estamos livres do nosso passado ( nossa rebelião e pecado), estamos livre no presente para desfrutarmos de um relacionamento com Deus e um dia iremos desfrutar da presença da glória de Deus.

O crente justificado desfruta de uma bênção muito mais grandiosa do que uma simples aproximação periódica de Deus, ou uma audiência ocasional com o rei. Nós temos o privilégio de viver no templo e no palácio. Nossa relação com Deus, que nos e refletir. Os frutos da justificação têm relação com o passado, o presente e o futuro. Nós "temos paz com Deus" (como resultado de nosso perdão passado); "estamos firmes na graça" (nosso privilégio presente). E "nos gloriamos na esperança da glória de Deus" (nossa herança futura). Paz, graça, alegria, esperança e  glória. (JOHN STOTT, A Mensagem de Romanos, p. 80)

ALEGRIA NO SOFRIMENTO.

Sofrimento leva a perseverança:
 5.3   E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; 

O sofrimento nos leva a focar naquilo que realmente é importante, aquilo que é duradouro. 

O sofrimento fortalece o caráter.
5.4   e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. 

É a qualidade de confiança que vem da experiência. É o crescimento espiritual que acontece quando estamos focados em Cristo. 

O sofrimento nos leva a esperança
5.5   E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. 

Por causa da paz, do acesso à Deus e da futura glória, o sofrimento pode, enfim, nos fazer crescer na esperança. Ele pode nos levar a um lugar onde podemos achar a esperança verdadeira, a confiança verdadeira: Deus, quando sentimos o amor Dele derramado em nosso coração através do Espirito. 

Pense como o sofrimento afeta as pessoas que procuram a salvação pelas obras, elas estão sempre inseguras porque sabem que não conseguem viver seus padrões. Então, quando sofrem elas sentem que estão sendo punidas por Deus. Elas não conseguem ter confiança no amor de Deus. O sofrimento as afasta de Deus ao invés de aproximá-las. Quando estamos sofrendo descobrimos em quem realmente confiamos em Deus ou em nós.


A FONTE DISSO TUDO.

Podemos conhecer objetivamente e sem dúvida alguma o tamanho do amor de Deus por nós quando olhamos para o sacrifício de Jesus por nós, mesmo que nossos sentimentos ou dores queiram negar, não podemos negar aquilo que Jesus fez por amor a nós.

Cristo morreu quando não merecíamos.
5.6   Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.

A pessoa mais amorosa não morreria por alguém mal, mas
5.7   Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.  

isto foi exatamente o que Jesus fez.
5.8   Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 

O ser humano pode ser muito generoso e fazer doações a quem ele considera digno de sua afeição e respeito. A majestade incomparável do amor de Deus reside na combinação de três fatores, a saber, que quando Cristo morreu por nós, Deus estava: (a) entregando a si mesmo; (b) submetendo-se aos horrores de uma morte por meio da qual carregaria os pecados na cruz; e (c) fazendo isso por seus inimigos indignos.  (JOHN STOTT, A Mensagem de Romanos, p. 83)

OS BENEFÍCIOS FUTUROS

Cristo morreu por nós, ele pode nos manter salvos mesmo no dia do julgamento.
5.9   Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.  

Ele morreu quando nós eramos seus inimigos, ele  vai fazer menos por nós que somos seus amigos?  e se ele nos salvou morrendo, realmente ele nos manterá a salvo agora que vive.
5.10   Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.  

Foi por seu sangue (9a), derramado em uma morte sacrificai na cruz, que nós fomos justificados, e foi quando éramos inimigos de Deus (10a) que nós fomos reconciliados com ele. E aqui reside a lógica. Se Deus já fez aquilo que era de fato difícil, será que não podemos confiar que ele irá fazer o que é incomparavelmente mais simples, em se tratando de completar a tarefa? Se Deus efetuou a nossa justificação à custa do sangue de Cristo, quanto mais irá ele salvar o seu povo justificado da sua ira final (9)! E, se ele nos reconciliou consigo mesmo quando ainda éramos seus inimigos, quanto mais ele haverá de fazer em concretizar definitivamente a nossa salvação, agora que somos seus amigos reconciliados (10)! É fundamentados nisso que ousamos afirmar que seremos salvos. (JOHN STOTT, A Mensagem de Romanos, p. 84)


Então nos alegramos agora tendo em vista o futuro.
5.11   E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.

"A alegria é a grande marca de uma pessoa justificada. Isto é único do cristianismo, porque isso não depende de nossas circunstâncias ou de nossa atuação. Quando você dá seu coração para qualquer coisa exceto Deus, você procura felicidade lá, e você ficará desapontado. Você irá, logo ou mais tarde, descobrir que você não é tão feliz ou que sua felicidade é muito frágil e insegura, e você vai perceber que esta coisa não pode nunca fazer você verdadeiramente, permanentemente feliz e você vai dizer: Nunca mais de novo. Mas, o que você faz então?  Você vai procurar para outra coisa e ficar desapontado de novo, ou vai desistir de buscar felicidade e ficar isolado, então você nunca desfrutar de nada mesmo. Por fim, sem o evangelho nós devemos ou adorar os prazeres do mundo ou fugir dos prazeres do mundo" (Timothy Keller, Romans 1-7 For You, p. 119)

Com base no que acabamos de ver, portanto, parece evidente que a grande marca que identifica o crente justificado é a alegria, especialmente o alegrar-se no próprio Deus. O crente deveria ser a pessoa mais positiva do mundo, pois a nova comunidade de Jesus Cristo é caracterizada, não por um triunfalismo concentrado em si mesma, mas em uma adoração cujo foco é Deus. (JOHN STOTT, A Mensagem de Romanos, p. 84)

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