sexta-feira, janeiro 13, 2012

Pensando a Espiritualidade 2

 

Voltando a pensar a espiritualidade,ou melhor, nas perguntas: o que é espiritualidade? o que é uma pessoa regenerada? quais são as funções?

Uma idéia que me surgiu é que podemos ter um plano de relacionamento para visualizar melhor estas três etapas,

 

Espiritualidade é meu relacionamento com Deus Pai, através do Evangelho, somos feitos filhos de Deus, o Espírito Santo habita em nós e temos a perfeição da obra de Jesus em nosso favor. Entramos nesse relacionamento através da fé e do arrependimento, ele é o propósito da salvação, Deus vindo buscar reconectar-se com aqueles que estavam perdidos. O relacionamento íntimo com Deus começa com o próprio Deus, Ele através do Seu Filho nos faz filhos de adoção dEle. Recebemos a fé, recebemos o arrependimento, recebemos o perdão e a nova vida de sermos filhos de Deus através do novo nascimento. A busca é a glorificação final.

 

Uma pessoa regenerada é uma pessoa que encarna a vida de Jesus Cristo, nesta nova vida que ela agora desfruta, seu coração agora tem um novo desejo, o Pai. A obediência não pode ser considerada como uma troca, mas como uma vida de amor e devoção aquele que fez e faz novas todas as coisas. A busca da perserevança no amor do Pai, tendo na Palavra sua comida e bebida. Uma vida de arrependimento e fé em busca de sermos como Jesus, perder a própria vida, tomar a cruz, isto é, a construção da nossa identidade em Cristo permanecendo no amor de Deus. A santificação não é uma resposta humana, mas o agir de Deus como perfeição em nossa vida. Nossa identidade agora está nEle, não há outra fonte de descanso, satisfação, paz ou segurança. Toda salvação, todo presente perfeito vem de Deus.

 

A função, aquilo que fazemos, não fazemos para ganhar nada e nem para mantermos o nosso relacionamento com Deus. Apenas manifestamos através do Espírito Santo aquilo que somos. Se nossa identidade está em Cristo e a construção da nossa vida está nele, nossos feitos e atos serão apenas ecos desta transformação que aconteceu em nosso ser.

 

Pensando como igreja, o modelo é orgânico, natural, não há listas e nem atributos, porque o agricultor é o Pai Celeste, é Ele quem decide qual o dom ou fruto que deve ser colocado a disposição dos outros. O culto realmente torna-se uma celebração daquilo que Deus já tem feito em nossa vida. A confiança está nEle e não no que fazemos.

 

Aquilo que cada crente faz na obra de Deus é o frutificar daquilo que Deus já semeou em cada coração, há uma liberdade do Espírito Santo em suas formas e modos de agir, reguladas apenas pelo Evangelho e pela glorificação de Deus em cada ato, em cada evento, tudo é feito para glória dEle e não nossa.

A grande questão é sintetizar isto: nada melhor que a videira de joão 15, estamos ligados nele, por causa dele mesmo. Somos varas restauradas e podadas para fluir a vida que está na videira, e assim nos assemelharmos a Ele, e então, podemos frutificar com frutos dignos, frutos de arrependimento, de paz, de amor que só Ele é a fonte e poder para acontecer.

somos feitos por Deus através do Evangelho filhos de Deus, recebemos o dom perfeito de Deus para vivermos como Jesus, afim de vivermos em sua glória e graça com fé e esperança levando isto a todos.

RECEBER- ALEGRAR-SE E COMPARTILHAR

PROFUNDIDADE- LEVEZA- DOAÇÃO

DEUS- JESUS- ESPÍRITO SANTO

RELACIONAMENTO- RELACIONAMENTO- RELACIONAMENTO

Sem permanecermos no amor de Deus, nada podemos fazer.

 

Verdades

O evangelho tem que ser o começo –meio e fim da vida cristã, o poder dele não cessa em nossa vida. Não há estágio que podemos viver sem Ele.

Nossa devoção a Deus não pode ficar restrita a graça passada, como se agora é a nossa vez de retribuir aquilo que Ele nos deu.

Não, jamais, obedecemos a Deus para garantir a nossa salvação, isto seria simplesmente egoísmo.

Em Cristo Jesus, temos tudo que precisamos para viver, toda a nossa salvação, segurança, paz e satisfação.

Nascemos para glorificar a Deus, fazemos isto quando dependemos exclusivamente dEle.

A idolatria é a grande semente do pecado, é quando substituímos Deus por qualquer outra coisas que possa trazer significado e satisfação para a nossa vida.

 

Me parece claro que existe um  movimento em 3 partes,  um primeiro momento de aceitação,  outro de construção e um terceiro de manifestação.  A grande questão é que normalmente trocamos as coisas e achamos que a aceitação depende da manifestação ou da construção. Isto é religiosidade, tentativas humanas de fazer aquilo que só Deus pode fazer.

Em qualquer das etapas se colocamos a nós mesmos no lugar de Deus, entramos no caminho da religiosidade e idolatria..

 

Um comentário:

Bud "Carlos" McCord disse...

Ficou muito claro e bem escrito! Parabens querido amigo.